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Dog Dicas

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Carrapatos, tudo que você precisa saber para proteger seu cachorro

By Dog Dicas on 3 de abril de 2021

Carrapatos são parasitas aracnídeos externos de oito patas, de cerca de 3 a 5 milímetros de comprimento (dependendo da idade, sexo, espécie e “plenitude”), que sobrevivem alimentando-se do sangue do hospedeiro. Entre seus hospedeiros encontram-se mamíferos, pássaros e às vezes répteis e até anfíbios. Isso significa que você e seu cão fazem parte deste grupo.

Os carrapatos estão amplamente presentes em todo o mundo, especialmente em climas quentes e úmidos, e são tão antigos que estima-se que tenham se originado durante o período do Cretáceo Superior, aproximadamente 120 milhões de anos atrás. Eles fazem parte da superordem Parasitiformes e junto com os ácaros, constituem a subclasse Acari.

O cuidado quanto aos carrapatos é de grande importância médico veterinária e saúde pública, pois além do desconforto, eles também atuam como vetores, transmitindo doenças graves que afetam humanos e animais. As quatro variações são a Babesiose Canina, a Erliquiose Canina a Doença de Lyme (Borreliose) e a Febre Maculosa.

A doença do carrapto

A doença do carrapato é uma grave infecção causada por hemoparasitas que atacam o sangue do cão podendo levá-lo à morte. Apesar de haver formas de prevenção, ela não tem vacina. Existem quatro variações da doença:

Babesiose Canina: A Babesiose é uma doença causada pelo protozoário Babesia canise transmitida pelo carrapato Rhipicefalus sanguineus quando o sangue do carrapato é inoculado no hospedeiro, os cães domésticos. O parasito invade as hemácias e se reproduz assexuadamente, causando hemólise intravascular. Dependendo da localização da Babesia, o cão pode apresentar desde uma anemia severa a um quadro de infarto cerebral.

Erliquiose Canina: A Erliquiose é a mais comum das doenças transmitidas pelo carrapato no Brasil e écausada pela bactéria Erlichia canis transmitida pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus. A doença causa sinais clínicos que variam de moderados a severos, e é caracterizada por febre, trombocitopenia, leucopenia e anemia. Em casos crônicos, pode haver imunossupressão.

Doença de Lyme: A doença de Lyme (ou borreliose de Lyme) é uma zoonose pouco relatada no Brasil e mais comum na América do Norte. Ela é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi transmitida pelo carrapato Ixodes e Amblyomma cajennense (ou carrapato-estrela) que transforma o cão em um reservatório no ambiente domiciliar, favorecendo a transmissão para o homem e outros animais. Com quadros inespecíficos a doença pode apresentar alterações articulares, lesões cutâneas com eritemas, hipertermia, apatia, depressão, anorexia, linfadenomegalia, diarreia, conjuntivite, vômitos, córnea opaca e claudicação.

Febre Maculosa: A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é uma doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia rickettsii transmitida pelo carrapato Amblyomma cajennense (ou carrapato-estrela). A doença apresenta sinais comuns de infecção como febre, anorexia, letargia, anemia e trombocitopenia, os quais também podem ser encontrados na Erliquiose Canina.

Os carrapatos localizam seus hospedeiros potenciais através de odores, calor corporal, umidade e / ou vibrações no ambiente.

Ciclo de vida do carrapato

O verão é a época mais propícia para os carrapatos buscarem hospedeiros. Durante sua vida os carrapatos passam por quatro estágios; ovo, larva, ninfa e adulto, onde em cada estágio a partir da larva, se alimenta apenas uma vez, deixando o hospedeiro para digerir o sangue e mudar para o próximo estágio ou colocar ovos. O acasalamento de carrapatos acontece no hospedeiro após a estimulação da ingestão de sangue. Uma fêmea adulta se alimenta do hospedeiro por cerca de uma semana, depois deixa o hospedeiro e encontra um local isolado para a incubação dos ovos por cerca de uma a duas semanas. Rachaduras e fendas em casas, garagens e corredores são locais ideais. Ela pode começar a postura poucos dias depois de terminar a alimentação e deixar o hospedeiro, e pode continuar por 15 a 18 dias. Conforme ela põe os ovos, ela os envolve em secreções que protegê-los.

Um carrapato fêmea pode colocar mais de 7.000 ovos e o número depende do tamanho do carrapato e da quantidade de sangue que ela ingeriu. A fêmea morre após terminar de pôr seus ovos. As larvas eclodem de 6 a 23 dias depois e começam a procurar um hospedeiro. A atividade de busca do hospedeiro, que ocorre em todos os estágios ativos, resulta no aumento do movimento dos carrapatos em direção a um cachorro, portanto os proprietários costumam ver os carrapatos em móveis, rodapés, carpetes e roupas de cama para cães. As larvas se alimentam por 5 a 15 dias, caem do cachorro e levam cerca de uma a duas semanas para se transformarem em ninfas. As ninfas então encontram e se fixam em outro hospedeiro (possivelmente o mesmo cão), alimentam-se por 3 a 13 dias, caem do cão e levam cerca de duas semanas para se tornarem adultas. Quando adultos, tanto machos quanto fêmeas se apegam aos hospedeiros e se alimentam, embora os machos se alimentem apenas por curtos períodos.

Então o ciclo é:

Ovos –  Os carrapatos começam na forma de um ovo. A fêmea adulta normalmente põe ovos no início da primavera. Os ovos chocam com o aumento da temperatura. O período de incubação dos ovos pode levar até 60 dias. Uma vez chocado, o carrapato deve encontrar uma refeição de sangue para sobreviver.

Larva – O estágio de larva é único. Nesse estágio, o carrapato tem seis pernas em vez das oito normais. Eles são minúsculos e podem ser difíceis de detectar. Freqüentemente, os filhotes de carrapatos procuram ratos e outros pequenos animais para obter sua primeira refeição. Depois que a larva se alimenta, ela permanece dormente durante o inverno e muda para a fase seguinte.

Ninfa – Quando o carrapato atinge este nível, o tamanho médio (embora maior) ainda é menor que 2 mm. Em termos visuais, é mais ou menos do tamanho de uma semente de papoula! Nesse estágio, o carrapato adiciona mais duas pernas, totalizando oito. Durante esse período, eles tendem a ser mais ativos no final da primavera até os meses de verão. Quando um novo hospedeiro é encontrado e o carrapato recebe sua refeição, ele muda novamente para se tornar adulto.

Adulto – este é o estágio final do ciclo de vida do carrapato. Esses carrapatos geralmente esperam pela próxima vítima em grama alta ou arbustos. Eles irão se prender assim que o animal ou pessoa roçar na grama onde eles estão espreitando. Eles vão se alimentar mais uma vez, então, acasalar, e as fêmeas vão botar ovos para recomeçar o ciclo.

Dicas

  • Embora os carrapatos causem apenas uma leve irritação, eles podem transmitir doenças que representam uma séria ameaça para animais e humanos.
  • Os carrapatos podem ser evitados pelo uso regular de produtos de controle de carrapatos.
  • Apenas puxar um carrapato pode deixar partes do corpo dele presas no seu cão. Pergunte ao seu veterinário sobre a remoção e o controle adequados do carrapato.
  • As doenças transmitidas por carrapatos podem causar febre, anemia, paralisia, claudicação e outros sintomas.
  • Os carrapatos adultos podem viver até 3 anos sem se alimentar e fora do corpo do hospedeiro.
  • Carrapatos vivem em cerca de três animais diferentes durante a vida.
  • A maioria dos carrapatos passa a maior parte da vida fora do hospedeiro, no ambiente.
  • Carrapatos não podem pular e não “caem das árvores” como a maioria das pessoas imagina. Eles se transferem para os animais ou humanos quando eles caminham por grama alta, matos e arbustos.

Covid-19 e o seu cachorro, o que você precisa saber

By Dog Dicas on 25 de março de 2021

Sim, cães podem ser contaminados pelo novo coronavírus. Há relatos de animais de estimação, incluindo cães e gatos, que se infectaram com Covid-19 após contato próximo com pessoas infectadas.

Porém, de acordo com as informações médicas, o risco de animais transmitirem a doença para as pessoas é considerado baixo. Ainda assim, mesmo a baixa probabilidade de transmissão pede o cuidado de tratar seu cão, caso infectado, da mesma forma como faria com outros membros da família; não o deixe interagir com outras pessoas.

Se uma pessoa dentro de casa se infectar com Covid-19, isole-a de todas as outras pessoas, incluindo seu cão.

Os coronavírus são uma grande família de vírus. Alguns causam doenças semelhantes ao resfriado nos humanos, enquanto outros causam doenças diferentes em certos tipos de animais, como gado, camelos e morcegos. Outros coronavírus ainda, como os coronavírus caninos e felinos, infectam apenas animais e não infectam humanos.

As variações

Dois relatórios divulgados em março de 2021 encontraram a primeira evidência de que cães e gatos podem ser infectados pelo B.1.1.7, uma variante recente do coronavírus, mais letal e que se transmite mais facilmente entre as pessoas. Essa descoberta foi a primeira em que uma das variantes principais do covid foi vista fora dos humanos.

O B.1.1.7 foi descoberto no Reino Unido onde alguns dos animais de estimação infectados foram encontrados. Eles tiveram miocardite – uma inflamação do tecido cardíaco que, em casos graves, pode causar insuficiência cardíaca. Mas os relatórios não oferecem nenhuma prova de que a variante SARS-CoV-2 seja a responsável, nem que seja mais transmissível ou perigosa em animais. “É uma hipótese interessante, mas não há evidências de que o vírus esteja causando esses problemas”, disse Scott Weese, veterinário do Ontario Veterinary College da University of Guelph, especializado em doenças infecciosas emergentes.

Até agora, o impacto dessas variantes em animais de estimação não está claro. Embora já existam mais de 120 milhões de casos de Covid-19 em todo o mundo, apenas um grupo pequeno de animais de estimação teve resultado positivo para o SARS-CoV-2 original (provavelmente porque ninguém os está testando). Animais de estimação infectados parecem ter sintomas que variam de moderados a inexistentes, e segundo especialistas em doenças infecciosas, animais de companhia provavelmente desempenham um papel pequeno, ou nenhum, na disseminação do coronavírus às pessoas.

Porém, segundo o especialista em doenças zoonóticas Eric Leroy, virologista do Instituto Nacional de Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável da França, as novas variantes podem mudar essa equação. Em um dos novos estudos, ele e seus colegas analisaram animais de estimação admitidos na unidade de cardiologia do Ralph Veterinary Referral Centre nos arredores de Londres. O hospital notou um aumento acentuado no número de cães e gatos com miocardite: de dezembro de 2020 a fevereiro de 2021, a incidência da doença saltou de 1,4% para 12,8%.

Isso coincidiu com um aumento da variante B.1.1.7 no Reino Unido. A equipe liderada pelo veterinário Luca Ferasin, chefe do serviço de cardiologia do hospital, analisou 11 animais: oito gatos e três cachorros. Nenhum deles tinha histórico de doença cardíaca, mas todos apresentaram sintomas que variavam de letargia e perda de apetite a respiração acelerada e desmaios. Os exames laboratoriais revelaram anormalidades como batimentos cardíacos irregulares e fluido nos pulmões, todos os sintomas observados em casos humanos de Covid-19.

Um proprietário do Texas foi diagnosticado com Covid-19 e os proprietários de cinco dos onze animais de estimação do Reino Unido testaram positivo para SARS-CoV-2 antes de seus animais desenvolverem os sintomas. Os animais de estimação do Texas não apresentaram sintomas no momento em que foram testados, embora os dois tenham começado a espirrar várias semanas depois. Todos os animais dos Estados Unidos e do Reino Unido se recuperaram desde então, embora um dos gatos do Reino Unido tenha tido uma recaída e tenha sido sacrificado.

Leroy diz que não está claro se a B.1.1.7 é mais transmissível do que a cepa original entre humanos e animais, ou vice-versa. “É impossível dizer que os animais infectados com B.1.1.7 possam desempenhar um papel mais sério na pandemia”, acrescenta ele, “mas esta hipótese tem que ser seriamente levantada”.

Shelley Rankin, microbiologista da Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Pensilvânia, aponta que os pesquisadores mostraram apenas uma correlação entre infecção B.1.1.7 e miocardite, e que não descartaram outras causas para a doença. “Não há evidências de que animais de estimação estivessem doentes por causa do vírus”, diz ela.

Weese concorda que nem as descobertas do Texas nem do Reino Unido deveriam soar alarmes sobre animais de estimação colocando seus donos em perigo. “O risco de serem uma fonte de infecção continua muito baixo”, diz ele. “Se meu cachorro se contaminou, provavelmente foi comigo. E tenho muito mais probabilidade de infectar minha família e vizinhos antes dele. ”

Ainda assim, ele diz que os cientistas e veterinários devem fazer estudos sobre o caso do SARS-CoV-2 e suas variantes na miocardite entre animais de estimação. Há evidências de que o vírus pode causar a doença em pessoas, observa Weese, portanto, vale a pena pesquisar os animais de companhia. “Pode ser real”, diz ele, “mas não há razão para as pessoas entrarem em pânico.”

Os riscos de contaminação

Ainda estamos aprendendo sobre o vírus que causa a covid, mas aparentemente ele pode se espalhar de pessoas para animais em algumas situações. Animais infectados podem ficar doentes e não apresentar sintomas. Dos animais de estimação que adoeceram, a maioria apresentou apenas uma doença leve e se recuperou totalmente.

O que fazer

Se você estiver com covid e seu cão ficar doente, não o leve à clínica veterinária. Ligue para o seu veterinário informando que você se contaminou e explique o caso. Alguns veterinários podem atender online e assim avaliar seu cachorro, determinando as próximas etapas para um tratamento.

Nos Estados Unidos, não há evidências de que os animais estejam desempenhando um papel significativo na disseminação do Covid-19. Com base nas informações limitadas disponíveis até o momento, o risco de os animais espalharem covid para as pessoas é considerado baixo. No entanto, como todos os animais podem carregar germes que podem deixar as pessoas doentes, é sempre uma boa ideia praticar hábitos saudáveis com animais de estimação.

  • Passeie com seu cão com uma coleira e mantendo pelo menos um metro e oitenta de distância de outras pessoas.
  • Evite locais públicos onde um grande número de pessoas se reúna.
  • Não coloque máscara no seu cão. As máscaras podem prejudicá-lo.
  • Não limpe ou dê banho em seu cachorro com desinfetantes químicos, álcool, peróxido de hidrogênio ou outros produtos, como desinfetante para as mãos, toalhetes de limpeza e produtos de limpeza industriais ou de superfície.
  • Converse com seu veterinário se tiver dúvidas sobre produtos adequados para o banho ou limpeza de seu animal de estimação.
  • Converse com seu veterinário se seu animal ficar doente ou se você tiver alguma preocupação com a saúde dele.
  • Se você estiver contaminado restrinja o contato com seu cão, assim como faria com as pessoas. Nada de carinhos, aconchego, beijos, lambidas, compartilhamento de comida ou descanso na mesma cama. Transfira a outro membro da sua casa os cuidados com seu cães enquanto você estiver doente.
  • Lave as mãos após manusear animais, sua comida, lixo ou suprimentos.
  • Pratique uma boa higiene no seu cão e limpe-os adequadamente.
  • Fale com o seu veterinário se tiver dúvidas sobre a saúde do seu animal.
  • Esteja ciente de que crianças com 5 anos de idade ou menos, pessoas com sistema imunológico enfraquecido e adultos mais velhos têm maior probabilidade de adoecer por causa de germes que alguns animais podem carregar.

Vacina para animais

A Rússia anunciou no fim de março, a aprovação da primeira vacina contra a Covid-19 para animais, a Carnivac-Cov.

Segundo o serviço veterinário estatal da Rússia, a vacina foi desenolvida como uma ferramenta de saúde pública para que o vírus não se espalhe de animais para humanos ou – na pior das hipóteses – sofra uma mutação nos animais e retorne para os humanos.

A agência russa registrou quatro relatos de infecções em animais apenas na semana passada, na Itália e no México.

Lembrando que a Rússia também afirmou ser o primeiro país a aprovar uma vacina humana, o Sputnik V.

Ivermectina

By Dog Dicas on 23 de março de 2021

A ivermectina é um medicamento usado para tratar diversos tipos de infestações por parasitas, causando sua paralisia e morte, eliminando assim a contaminação. Na medicina veterinária é usada para prevenção e tratamento da dirofilariose e acariose, sarna sarcóptica, sarna demodécica, verminoses gastrointestinais e do verme do coração, causados pelo parasita Ancylostoma sp, Toxocara canis e Trichuris sp.

O tratamento antiparasitário com a ivermectina veterinária é indicado para cães e gatos, sendo que o medicamento também é utilizado no tratamento de verminoses em humanos.

É importante que o tutor, assim que identificar alguma mudança na saúde em seu cão, procure por um médico veterinário, pois a indicação da ivermectina é controlada já que uma superdosagem leva a um quadro de intoxicação.

Retriever – O que significa?

By Dog Dicas on 6 de outubro de 2020

Labrador retriever com a caça
Labrador retriever retornando com a caça (foto: deingel)

Você deve conhecer as raças golden retriever, labrador retriever e outros ‘retrievers’. Porém, o que talvez você não saiba é que o termo retriever se refere a uma subdivisão funcional dos cães de caça que designa os cães ‘recuperadores de caça’. Explicamos: Dentre o grupo dos cães de caça existe uma categoria chamada gundogs (cães que auxiliam os caçadores a encontrar e recuperar a caça). Nesta categoria encontram-se três classificações principais: retrievers, spaniels e pointers.

Os retrievers foram produzidos para o resgate de caças e pássaros abatidos, devolvendo-os ao caçador sem causar danos a elas. Para funcionar adequadamente como um gundog desta finalidade, um retriever deve ser treinado em tarefas como controle frente ao tiro, marcação do local de queda da caça, sacudidela somente após comando (sacudida que os cães dão para secarem, após entrar em um lago ou rio), e assim por diante. Além disso, deve-se observar traços de formação como obediência, instinto, memória, olfato, boca macia, resistência, socialização, entre outros.

Embora os spaniels, pointers e outras raças também sejam usados como gundogs, são os retrievers que se distinguem dos outros pela recuperação sem danos como função principal. Como consequência, as raças retriever possuem ‘bocas macias’ e uma disposição natural para o aprendizado e a obediência. Uma boca macia é um termo que se refere a disposição do cão em carregar a caça sem mordê-la ou danificá-la, enquanto que uma boca dura é o inverso, constituindo-se em falha grave em um cão de caça e algo difícil de corrigir. Um cão agressivo pode danificar a caça.

Essas características, associadas a gentileza e a facilidade para o treinamento fizeram dos retrievers os populares cães de companhia que você conhece hoje. Seu desejo de agradar, sua natureza paciente e a capacidade de treinamento tornaram raças como o labrador retriever e o golden retriever famosos como cães de assistência para deficientes físicos e sua excelente reputação os colocaram entre os 10 melhores cães para crianças e famílias em todo o mundo.

Golden retriever caçando
Golden retriever em ação. Retrievers possuem bocas macias (foto: xan latta / Flickr)

Raças retriver

  • Chesapeake Bay Retriever
  • Curly Coated Retriever
  • Flat Coated Retriever
  • Golden Retriever
  • Labrador Retriever
  • Nova Scotia Duck Tolling Retriever

Habilidades de um retriever para caça

Para realizar as funções de um cão de caça, um retriever deve ser treinado para realizar as seguintes tarefas:

Permanecer sob controle: em seus países de origem os retrievers são normalmente usados para caça de aves aquáticas. Uma vez que a maioria das caças às aves aquáticas emprega o uso de pequenos barcos em condições de inverno, os retrievers são treinados para permanecerem parados, sentando-se calmamente e em silêncio até serem enviados para resgate. Isso é conhecido como “estabilidade”. A estabilidade ajuda a evitar um emborcamento acidental, atrapalhando a pontaria do caçador ou até um possível disparo. Um cão estável também é mais capaz de “marcar” a caça abatida e seu local de queda.

Marcar local da queda: a marcação é o processo de observar a queda de um pássaro ou vários pássaros. Quando o comando é dado, o cão deve olhar para os pássaros e lembrar onde cada um deles caiu. Retrievers bem treinados são ensinados a acompanhar a direção que o cano da arma está apontando para marcar os pássaros.

Recuperar às cegas: às vezes, um cão não verá a caça caiu, então os retrievers são treinados para receber comandos de mão, voz e apito do condutor, direcionando-o para o local. Isso é chamado de “recuperação cega”. A precisão entre o cão e o condutor é extremamente importante para minimizar o tempo de recuperação e limitar a perturbação do entorno.

Entregar na mão: embora alguns caçadores prefiram que um pássaro seja entregue a seus pés, a maioria exige que o cão entregue a caça em suas mãos. Ou seja, uma vez que o cão tenha concluído a recuperação, ele segurará o pássaro com cuidado até ser instruído a entregá-lo. A entrega em mãos reduz o risco de fuga de um pássaro ainda vivo.

Honrando: Ao caçar com vários cães, um retriever precisa permanecer sob controle enquanto os outros cães trabalham, aguardando a sua vez. Esta é uma das razões pelas quais muitos treinadores usam o nome do cão como o comando para recuperar a caça.
Agitar sob comando: após pegar a caça um cão bem treinado não sacudirá a água de seu pelo até que receba um comando. Isso porque, como visto, há risco de virar pequenos barcos ou, na melhor das hipóteses, respingará no caçador e seus equipamentos. Além disso, um cão sacudindo enquanto ainda segura a caça na boca poderá danificá-la. Por isso, há um comando distinto para liberá-los para sacudir.

Características naturais

Embora a maioria dos retrievers tenha a capacidade bruta de ser treinada para atuar como um cão de caça, há um empenho geral na criação de linhagens que já apresentem características genéticas específicas que melhoram o processo de treinamento. Algumas dessas características são:

Conformidade: Como desenvolver um retriever treinado, capaz de realizar as tarefas descritas acima, requer uma quantidade significativa de tempo e esforço, um recuperador inteligente, controlável e com facilidade ao aprendizado (para receber e entender comandos) é de extrema importância.

Desejo e impulso: Denotam o desejo, quase obsessivo, de resgate de itens (inclusive enfrentando obstáculos significativos para isso), incluindo um interesse natural e excepcional por pássaros, penas de pássaros e cheiro de pássaros – característica denominada “birdiness”.

Marcação e memória: Como a visão e a percepção de profundidade e memória são de suma importância para a habilidade de um cão em marcar uma caça abatida e lembrar-se do local, um bom retriever nasce com essas ferramentas brutas.
Visão, lembrança e percepção de profundidade.

Olfato: Um bom retriever usa seu olfato para encontrar a caça abatida em cobertura pesada e, ao mesmo tempo, destrincha o campo para localizar e fazer voar aves de caça.

Boca macia: Um cão de boca macia pega e segura a caça suavemente, mas com firmeza na recuperação. Cães que deixam cair pássaros, trituram, mastigam ou até comem os pássaros antes de entregá-los não são desejáveis. Embora o treinamento possa superar a maioria destes problemas, um cão com uma boca inerentemente macia é preferido ao iniciar o processo de treinamento.

Resistência: A caça de aves aquáticas é um esporte de clima frio, praticado em uma ampla variedade de locais e condições; desde florestas densas e inundadas, a lagoas geladas e cobertas de gelo até mares frígidos. Um bom retriever entra voluntariamente na água para resgates sob essas e outras condições extremas.

Por isso, se seu retriever naturalmente se sentir compelido a correr atrás de pássaros, entrar na água e trazer itens até você, saiba que isso faz parte da sua natureza.

7 raças de cães indicadas para crianças

By Dog Dicas on 18 de dezembro de 2012

Criança cachorro sofá DogDicas
Algumas raças são mais indicadas ao convício com crianças (foto: fotomircea / Depositphotos)

Existem raças de cães mais adequadas para famílias com crianças. Estas são as raças que são inteligentes, afetuosas e com um algum nível de atividade diária. A personalidade do cão deve ser suave e o tamanho do cão também é importante – cães maiores podem ser mais tolerantes e resistentes aos ‘testes infantis’ enquanto os menores podem ser mais frágeis. Se você tem, ou terá, crianças em casa e está planejando também ter um cão, nós sugerimos cinco raças para este ambiente:

Labrador
Brincalhão e amoroso. É uma raça companheira que adora crianças e suas brincadeiras.

Boxer
Grande, doce e paciente, o boxer é conhecido como o “cachorro das crianças”.

Pastor alemão
O pastor é um cão de maior porte, mas, apesar de seu tamanho, ele é um animal de estimação afetuoso, leal e protetor da família. Características adequadas para casas com crianças.

Golden Retriever

Golden retrievers são gentis na natureza e são também muito inteligente, de modo que não vai bem com as famílias com crianças de todas as idades.

Beagle
O beagle é um cão ativo e brincalhão que acompanhará o ritmo da criança. Adoram brincadeiras, são sociáveis e protetores. Além de geralmente se darem bem com outros animais.

Collie
Um cão educado, fácil de ser treinado e ligado a família.

Shih-tzu
Os shih-tzus são cães gentis que adoram humanos. São amigáveis e adaptáveis a casa e aos moradores.

O teste de Q.I. canino de Stanley Coren – como realizar

By Dog Dicas on 11 de dezembro de 2012

Border collie DogDicas
Como testar a inteligência do seu cão? (foto: Helena Lopes / Pexels)

Nota: Existem divergências quanto à validade do teste de Q.I. como medidor de inteligência. Este texto aborda, especificamente, os resultados das pesquisas do psicólogo canino Stanley Coren.

Sabemos que cães são animais realmente muito inteligentes, capazes de aprender desde simples regras e truques até grandes demonstrações de compreensão. Mas se você quer medir o quanto o seu cão é inteligente, apresentamos um teste de Q.I. (Quociente de Inteligência) elaborado pelo famoso psicólogo e adestrador Stanley Coren em seu livro “A inteligência dos cães” (Ediouro, 1996). Contudo, vale lembrar que, além do amor dedicado ao cão, a principal fórmula para que seu melhor amigo se torne um pequeno ‘Einstein’ são os estímulos diários realizados pelo dono e a atenção dispensada ao animal.

Regras: Ao todo, são 12 testes, sendo que o 7º e o 8º devem ser realizados na seqüência e os demais podem ser aplicados aleatoriamente. Para marcar o tempo que o animal gasta em cada teste e dar sua devida pontuação, você precisará de um cronômetro. Os testes que envolvem petiscos não devem ser aplicados quando o cão acabou de comer ou quando está com muita fome. Para realizar o teste, a idade mínima do cão é de 9 meses para os de grande porte e 1 ano para os demais portes. É importante ressaltar que a pessoa que aplicará o teste deve ter convivido pelo menos três meses com o cão e este, por sua vez, deve morar no local do teste há pelo menos 2 meses. Para a obtenção de resultados melhores e mais fiéis, procure aplicar o teste em momentos nos quais seu cão esteja mais calmo, sem fome nem sono e com bastante disposição.

Teste 1 – Aprendizado por observação (mede o grau de associação entre idéias)

Se você costuma sair com seu cão, simule um passeio. Caso contrário, faça uma adaptação a outra atividade corriqueira e caracterizada pelo uso de algum objeto específico. Em horário e lugar diferentes do habitual, mostre o objeto para ele (como a coleira, por exemplo) e observe a reação. Pontuação – Se o cão demonstrar interesse e excitação como se soubesse o que vai acontecer e correr até a porta ou vier direto em sua direção, dê 5 pontos. Se não, dê mais uma dica, como ir à porta e parar . Se ele agora der sinais de que entendeu que vai passear, dê 4 pontos. Se não, dê mais uma chance de ele perceber. Vire, por exemplo, a maçaneta da porta, fazendo barulho. Se ele finalmente compreender, dê 3. Caso tenha demonstrado apenas prestar atenção nas atividades anteriores, dê 2. Se não fez nada nem prestou atenção, dê 1.

Teste 2 – Habilidade em solucionar problemas / Grau 1 (avalia a habilidade de resolver situações por conta própria, utilizando experiências anteriores)

Pegue um petisco, agite-o perto do cão e deixe que ele o cheire. Ponha o petisco no chão e uma lata sobre ele.Com gestos e palavras, estimule-o a pegar o petisco. Em seguida, meça o tempo. Pontuação – Se o cão derrubar a lata e pegar o petisco em até 5 segundos, dê 5 pontos. Se levar de 5 a 15 segundos, dê 4. Entre 15 a 30 segundos, dê 3. De 30 a 60 segundos, dê 2. Se tentar uma ou duas vezes, cheirando em torno da lata, mas não pegar a isca após 1 minuto, dê 1 ponto. Se não fizer qualquer esforço para pegá-lo, dê 0.

Teste 3 – Aprendizagem do meio ambiente (verifica o quanto o cão memoriza a posição dos objetos em um local, criando um mapa mental do ambiente)

Escolha um lugar familiar ao cão, com vários objetos. Sem ele ver, mude cinco objetos de lugar. Opte por aqueles de fácil acesso a ele. Leve o cão para dentro do local e comece a medir o tempo, em silêncio. Pontuação – Se ele explorar ou farejar qualquer dos objetos trocados de lugar dentro de 15 segundos, significa que percebeu rapidamente a mudança. Dê, então, 5 pontos. Se demorar de 15 a 30 segundos, dê 4 pontos. Se a fizer entre 30 e 60 segundos, dê 3. Se olhar em volta dando sinais de que percebeu algo diferente, mas não explorar nenhuma modificação, dê 2. Se, passado 1 minuto, o cão ignorar as mudanças, dê 0.

Teste 4 – Habilidade em solucionar problemas / Grau 2 (verifica como o cão sai de uma situação aflitiva)

O cão precisa estar acordado e razoavelmente ativo. Faça-o cheirar uma toalha de banho. A seguir, use-a para cobrir a cabeça e parte do corpo dele. Marque o tempo e observe, em silêncio. Pontuação – Se o cão se livrar em até 15 segundos, dê 5 pontos. Se demorar de 15 a 30, dê 4. De 30 a 60, 3 pontos. De 1 a 2 minutos, 2 pontos. Se não tirar a toalha após 2 minutos, dê 1.

Teste 5 – Aprendizagem social (avalia a compreensão visual das expressões emocionais)

Quando o cão estiver sentado ou deitado a dois metros de você, olhe fixamente para ele. Assim que ele olhar para você, conte até 3 em silêncio e dê um grande sorriso. Pontuação – Se o cão vier até você abanando o rabo, dê 5 pontos. Se vier, mas devagar ou abanando o rabo apenas por uma parte do caminho, dê 4. Se estava sentado e ficar de pé ou se estava deitado e se sentar, mas não andar até você, dê 3. Se o cão se afastar de você, dê 2. Se não prestar atenção, dê 1.

Teste 6 – Habilidade em solucionar problemas / Grau 3 (verifica como o animal se sai em desafios que exigem persistência)

Mostre um petisco ao cão. Deixe-o vê-lo e cheirá-lo por 5 segundos. Ponha-o no chão e, enquanto o cão observa, jogue a toalha aberta em cima do petisco. Com palavras e gestos, estimule-o a pegar o petisco. Marque o tempo. Pontuação – Se o cão estiver com o petisco na boca em até 15 segundos, dê 5 pontos. Em 15 a 30 segundos, dê 4. Em 30 a 60 segundos, dê 3. Em 1 a 2 minutos, dê 2. Se tentar apanhar o petisco, mas desistir, dê 1. Se ele nem tentar em 2 minutos, dê 0.

Teste 7 – Memória de curto prazo (Imediatamente após esse teste, faça o teste 8)

Leve o cão a um ambiente razoavelmente grande e coloque um petisco num canto enquanto ele observa. Deixe o ambiente juntamente com o cão e, após 15 segundos, volte com ele para a sala (sem falar nada) e comece a marcar o tempo. Pontuação – Se o cão for direto ao petisco, significa que memorizou bem. Dê 5 pontos. Se farejar metodicamente ao redor da sala e achar o petisco, é porque não fixou com exatidão o local onde estava o alimento. Dê 4. Se procurar à toa, sem rumo, mas mesmo assim achar o petisco em até 45 segundos é porque não memorizou o local e está usando o faro e a visão para achá-lo. Dê 3. Se ele tentar achar, mas não conseguir após 45 segundos, dê 2. Se nem tentar, dê 1.

Teste 8 – Memória de longo prazo (mede a capacidade de armazenar informações por muito tempo)

O procedimento é igual ao do teste 7, mas, ao invés de ficar fora do ambiente por 15 segundos, fique apenas 5 minutos. Após o tempo, volte para o ambiente com o cão e comece a marcar o tempo, sem falar nada. Pontuação – Se o cão for direto ao petisco, dê 5 pontos. Se foi ao quanto onde estava o primeiro petisco e depois rapidamente ao canto certo, ele confundiu os dois locais memorizados. Dê 4 pontos. Se cheirar metodicamente ao redor da sala e achar o petisco, dê 3 (pois ele usou o faro e a visão). Se parecer procurar à toa, mas achar o petisco em até 45 segundos, dê 2. Se tentar achá-lo, mas sem sucesso após 45 segundos, dê 1. Se nada tentar, dê 0.

Teste 9 – Resolução de problemas e habilidade de manuseio (avalia a capacidade de vencer desafios, usando as patas)

Com livros ou tijolos empilhados, faça dois montes, deixando-os um pouco separados, e coloque uma tábua sobre eles. O objetivo é fazer uma espécie de mesa, baixa o bastante para que o cão não enfie a cabeça por baixo dela, mas suficiente para que coloque as patas. Ponha sobre a tábua alguns livros pesados ou tijolos para que o cão não a derrube. Mostre-lhe um petisco e deixe cheirá-lo. Com gestos exagerados, ponha o petisco sob a mesa. Estimule o cão a pegá-lo, mas aponte o local. Marque o tempo. Pontuação – Se o cão usar as patas e pegar o petisco em até 60 segundos, dê 5 pontos. Se o apanhar em 1 a 3 minutos, dê 4. Se usar só o focinho ou as patas, mas não conseguir pegar o petisco após 3 minutos, dê 3. Se não usar as patas e se contentar em cheirar ou tentar pegar o petisco com o focinho uma ou duas vezes e desistir, dê 2. Se, após 3 minutos, não tiver tomado qualquer iniciativa para pegar o petisco, dê 1.

Teste 10 – Compreensão de linguagem (verifica a capacidade de compreender o significado das palavras)

Com o cão deitado – no mínimo a dois metros de você – diga uma palavra à qual ele não esteja acostumado (ex: microondas). Faça o mesmo tom de voz que costuma usar para chamá-lo. Pontuação – Se o cão mostrar vontade de ir até você, é sinal que reagiu ao tom de voz e não à palavra. Dê 5 pontos. Se não vier, diga outra palavra que ele não esteja acostumado a ouvir, como “espelho”, no mesmo tom de voz que usa para chamá-lo. Se ele for em sua direção, dê 4 pontos. Se ele ainda não se manifestar, diga o nome dele e a palavra que usa para chamá-lo. Se ele vier ou mostrar tendência de ir até você, dê 3 pontos. Se não, chame-o mais uma vez. Se vier, dê 2. Se não, dê 1.

Teste 11 – Processo de aprendizado (mede a habilidade de associar uma ação a um comando)

Esse teste é mais complicado, e exige certa qualificação de quem está aplicando. Então, para quem não quiser aplicar esse, não precisa. O cão será induzido a um comportamento desconhecido: levantar-se da posição sentado, dar um passo à frente, dar meia-volta para ficar de frente com você e sentar-se de novo. O cão deve estar sentado, do seu lado esquerdo, com coleira e guia.

Etapa 1 a 3: 1) Com voz clara, dê uma ordem que o cão não conheça, como “frente”. Ao mesmo tempo, dê tapinhas com as mãos nas pernas dele, bem acima dos joelhos. 2) Guie-o para ficar na posição frente: dê um passo à frente com o pé esquerdo, e puxe a guia, em sentido horizontal diante da cabeça dele, para que levante e avance um ou dois passos. 3) Dê um passo para trás com a perna direita, puxando a guia para obrigá-lo a virar para você no sentido horário. Se for um cão grande, talvez você tenha de dar mais um passo para trás. Elogie-o imediatamente ou lhe dê um petisco. Coloque-o de novo sentado ao seu lado esquerdo e repita o exercício nas etapas 2 e 3.

Etapa 4 a 5: Igual à etapa anterior, contudo você deve dar uma pausa de um segundo após a ordem “frente” e depois tentar deslocar o cão na posição frente usando o mínimo ou nenhum movimento com sua perna esquerda.

Etapa 6: Dê a ordem frente e observe. Pontuação – Se ele sair do seu lado e for para a posição frente, mesmo de maneira desajeitada, dê 6 pontos e considere o teste encerrado. Afinal, ele aprendeu todo o movimento do exercício. Se ele não se mexer após 5 segundos guie-o ao lugar certo e recompense-o, como se fosse apenas um treinamento.

Etapas e testes subseqüentes: Repita 10 vezes, como treinamento, a etapa 4 a 5 e depois dê a ordem frente e observe. Pontuação – se o cão executar a manobra toda, dê 5 pontos. Se não, faça mais 10 vezes e repita pela última vez a ordem frente e observe. Se o cão executar o exercício sem nenhuma ajuda sua (não importa se o fizer de forma desajeitada, lenta ou confusa), dê 3 pontos. Se o cão der a volta até a sua frente, mas não sentar, dê 2. Se ficar de pé ao receber a ordem, mas não se mexer, dê 1. Se permanecer sentado dê 0.

Teste 12 – Resolução de problemas (mede a capacidade de desenvolver soluções elaboradas)

Pegue um papelão de tal altura que o cão não pule e faça nele um buraco pelo qual sua mão consiga passar. Faça o papelão ficar em pé, prendendo-o com fita adesiva ou barbante em “paredes” laterais (podem ser duas caixas ou cadeiras). O papelão servirá de “barreira”. Ponha-o diante do papelão e peça para alguém para segurá-lo, se for preciso. Fique do mesmo lado. Estimule-o a olhar através do buraco. Com gestos exagerados, introduza um petisco através do buraco e coloque-o no chão a uma distância tal que o cão não possa alcançá-lo com a pata. Marque o tempo e peça ao ajudante que solte o cão, enquanto você o estimula com gestos e palavras a pegar o petisco. Pontuação – Se o cão contornar o papelão e pegar o petisco em até 15 segundos, dê 5 pontos. É sinal de que percebeu que precisava dar a volta. Se levar entre 15 e 30 segundos, dê 4. Se demorar de 30 a 60 segundos, dê 3. Se não tiver pego o petisco após 60 segundos, pare de estimulá-lo ativamente e fique calado por perto, marcando o tempo. Se pegar o petisco em 1 a 2 minutos, dê 2. Se tentar alcançá-lo enfiando a pata através do buraco e depois desistir, dê 1. Se não fizer nenhum esforço para pegá-lo após 2 minutos, dê 0.

Resultados

Para quem realizou todos os testes:

54 pontos ou mais | Cão considerado brilhante. Um exemplar com esse nível de Q.I. é muito raro.
48 a 53 pontos | Cão excelente, dotado de um Q.I. extremamente alto.
42 a 47 pontos | Cão com Q.I. médio superior. Será capaz de fazer praticamente qualquer tarefa que compete a um cão comum.
30 a 41 pontos | Cão com Q.I. médio. Representa um cão normal, que executa algumas atividades e outras não.
24 a 29 pontos | Cão com Q.I. médio baixo. Embora às vezes o cão pareça agir muito inteligentemente, a maior parte do tempo exigirá muito trabalho para fazê-lo entender o que queremos dele.
18 a 23 pontos | Cão com Q.I. baixo. Pode ter dificuldade em se adaptar às exigências do cotidiano e às expectativas do dono. Mas em um ambiente estruturado, pouco estressante, pode se sair até razoavelmente.
17 pontos ou menos | Cão deficiente em muitas áreas do Q.I.

Para quem deixou de realizar o teste 11

49 pontos ou mais | Cão considerado brilhante. Um exemplar com esse nível de Q.I. é muito raro.
44 a 48 pontos | Cão excelente, com Q.I. extremamente alto.
38 a 43 pontos | Cão com Q.I. médio superior. Será capaz de fazer praticamente qualquer tarefa que compete a um cão comum.
27 a 37 pontos | Cão com Q.I. médio. Representa um cão normal, que executa algumas atividades e outras não.
22 a 26 pontos | Cão com Q.I. médio baixo. Embora às vezes o cão pareça agir muito inteligentemente, a maior parte do tempo exigirá muito trabalho para fazê-lo entender o que queremos dele.
16 a 21 pontos | Cão com Q.I. baixo. Pode ter dificuldade em se adaptar às exigências do cotidiano e às expectativas do dono. Mas em um ambiente estruturado, pouco estressante, pode se sair até razoavelmente.
15 pontos ou menos | Cão deficiente em muitas áreas do Q.I.

Pedigree

By Dog Dicas on 9 de dezembro de 2012

A palavra ‘pedigree’ vem do francês antigo ‘pied de grue’ (pé de grou). Pois a pegada do grou forma três traços para frente e um para trás, similar ao registro nos livros de linhagem.

Leishmaniose – prevenção é a melhor solução

By Dog Dicas on 18 de setembro de 2012

Phlebotomus pappatasi leishmaniose DogDicas
Mosquito palha ou birigui (foto: James Gathany / Centers for Disease Control and Prevention’s)

A Leishmaniose pode ser prevenida ao menos nos animais de estimação, mas grande parte dos proprietários ainda desconhecem suas causas e sintomas.

A doença – A Leishmaniose é uma doença infectocontagiosa causada por um protozoário, conhecido como Leishmania spp., que é transmitido pela picada do mosquito flebótomo infectado, também conhecido como ‘mosquito palha’ ou ‘birigui’. É considerada uma zoonose e pode acometer homens e cães. Nos cães ela é conhecida como Leishmaniose Visceral Canina.

Como é transmitida – De acordo com médica veterinária do Mascote Pet Shop, Drª Ana Flávia Ferreira, a doença não é transmitida de um cão infectado para um cão sadio. “A transmissão só ocorre quando o animal é picado pelo mosquito infectado e uma vez doente, o cão não oferece risco para outros animais e nem mesmo para ser humano. Desta forma, o homem só pode ser infectado, se também for picado por um flebótomo contaminado”.

Diagnóstico – A confirmação da doença só pode ser feita através de exame de sangue, que aponte aumento das enzimas hepáticas ou anemia; e de exame citológico, feito a partir de pequenas amostras de tecidos, como a medula óssea, o baço e o fígado. Alguns sintomas que estão associados à doença e que podem levar o proprietário a desconfiar da enfermidade são: descamação seca da pele, pelos quebradiços, nódulos na pele, úlceras, febre, atrofia muscular, fraqueza, anorexia, falta de apetite, vômito, diarreia, lesões oculares e sangramentos. Nas formas mais graves, a Leishmaniose pode acarretar anemia e outras doenças imunes.

Formas de tratamento – Segundo Drª Ana Flávia, no Brasil o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina ainda é polêmico. “Os ministérios da Saúde e da Agricultura determinam que animais infectados pela doença, devem ser sacrificados; o que causa revolta nos proprietários, pois os animais de estimação são considerados ‘membros’ da família. Porém, o tratamento não é proibido e pode ser sintomático, com medicações veterinárias de uso oral, que podem até ser manipuladas”, informa a veterinária, que completa: “por isso, fica a recomendação para que os proprietários de cães, principalmente aqueles que residem em locais onde os registros da doença são maiores, vacinem seus animais como medida preventiva”.

Como prevenir – No Brasil, existe atualmente no mercado uma vacina contra a Leishmaniose Visceral Canina, que confere proteção superior a 92% e já protegeu mais de 70.000 cães em todo o país. O programa vacinal deve ser associado a outras medidas de controle, como combate ao inseto vetor (flebótomo), com a aplicação de inseticida no ambiente e o uso de produtos repelentes no cão, também já existentes no mercado pet do Brasil.

9 dicas de Victoria Stilwell para o treinamento do seu cão

By Dog Dicas on 2 de setembro de 2012

Victoria Stilwell DogDicas
Pense como um cão, diz Victoria Stilwell (foto: youtube)

Reconhecida mundialmente por sua metodologia de treinamento que utiliza o reforço positivo, Victoria Stilwell é treinadora de cães e apresentadora do programa ‘Ou Eu ou o Cachorro’. Veja aqui alguma dicas que ela dá aos donos:

1. Continue treinando
Proprietários muitas vezes pensam que, uma vez que um cão foi treinado não há necessidade de continuar a fazê-lo. Mas o seu cão nunca para de aprender, e sua formação deve ser reforçada ao longo da vida.

2. Pense como um cão
Tire um tempo para pensar em como o seu cão percebe o mundo, e usar esse conhecimento para tornar o treinamento mais fácil.

3. Exercite seu cão
Para se sentir seguro, todos os cães precisam de um líder calmo e confiante. A liderança eficaz não é sobre dominar o seu cão e fazê-lo submisso à sua liderança. É sobre ser um professor e construir sua confiança. Você pode conseguir isso incentivando e recompensando o bom comportamento.

4. Melhore sua dieta canina
Olhe para a dieta do seu cão e veja como você pode melhorá-la. Você é o que você come, e o mesmo é verdade para ele. Comportamentos e muitos problemas médicos podem ser atribuídos à má alimentação, por isso certifique-se que seu cão está se alimentando corretamente.

5. Mantenha seu cão ativo
Matricule-se em uma atividade que você goste, como uma turma de agilidade, flyball, canicross, etc. Cães se entediam com facilidade, então coloque o seu em movimento.

6. Cuide dele
Coloque um microchip no seu cão, se ele já não o tiver. Além disso, não esqueça do check-up anual com seu médico veterinário.

7. Continue brincando
Uma das melhores maneiras de se relacionar com o seu cão é brincar com o que você gosta. Brincadeiras são um grande aliviador de stress para o cão e para os humanos.

8. Mantenha seu cão seguro
Não deixe o seu cão sozinho em um carro ou amarrado do lado de fora de uma loja. Roubo de cães está em crescimento, por isso tenha cuidado.

9. Divirta-se com seu cão
Divirta-se e aproveite seu cão. Um cão nunca deve ser um fardo. Se você tomar o tempo para treinar o seu cão, você vai dar-lhe as ferramentas que ele precisa para viver com sucesso em um mundo humano.

5 dicas para o banho do seu cão

By Dog Dicas on 26 de agosto de 2012

cachorro golden retriever banho DogDicas
Condicionador somente se o cão tiver pelos longos (foto: Autri Taheri / Unsplash)

1. Shampoo e condicionador no banho

Use shampoo e condicionador para cães, não para pessoas. Apesar de existirem bons produtos feitos para pessoas sensíveis (como shampoos para bebês), há uma diferença entre o PH dos produtos humanos e os produtos para cães. De modo geral o PH dos produtos humanos resseca o pelo do cachorro. Usar condicionador? Somente se o seu cão tiver pelagem longa. No caso de cães com pelo baixo, usar apenas o shampoo é suficiente. Para os dois casos uma dica é diluir o shampoo ou o condicionador com água (por exemplo, três partes de água para uma do produto). Isso ajuda a espalhar melhor e impede que ele se acumule na raiz dos pelos.

2. Algodão correto nos ouvidos

Não permita que entre água nos ouvidos do seu cão. Essa é uma das causas mais comuns de otite e outros problemas. Para ter certeza de que seu cão está protegido, use algodão nos ouvidos. Mas atenção! Use o algodão certo. O algodão comum absorve a água e encharca, vazando para o outro lado (dentro do ouvido). Para evitar isso, use algodão parafinado. Mas lembre de usar em tamanhos grandes o suficiente pra não entrar no canal auditivo, causando um problema ainda pior. E claro, não esqueça de retirá-los no fim do banho.

3. Comece o banho por baixo

Pra evitar um desconforto e tornar a experiência do banho mais agradável, comece por molhar seu cachorro pelas patas e pernas e só depois comece a subir. Evite começar pela cabeça; essa é uma dica importante, principalmente se o banho for de água fria.

4. Lave as patas!

Não negligencie o cuidado com as patas do seu cão, ele passa muito tempo sobre elas. Além disso as patas estão  sujeitas a machucados ou feridas por objetos afiados no chão, além dos próprios arranhões e escoriações de cada tipo de piso. Verifique os pés de seu cão para saber se está tudo bem e retire com as mãos qualquer objeto que esteja entre os dedos ou entrelaçado no pelo. Uma boa dica é lavar as patas com uma escova macia pra remover qualquer corpo que esteja entre os pelos das patas.

5. Recompense!

Uma ótima ideia é associar o banho com algo agradável. Por isso, ao final do banho, que tal dar um petisco ou ao uma boa dose de brincadeiras e carinhos?

 

 

6 dicas de Cesar Millan para dominar o passeio com seu cão

By Dog Dicas on 23 de agosto de 2012

Cesar Millan
Cesar Millan explica como ser o líder da matilha na hora da caminhada (foto: Aktiv I Oslo.no / Flickr)

Quando estou com o minha matilha, muitas vezes ando com cerca de 10 cães ao mesmo tempo, às vezes até sem coleira, se eu estou em uma área segura. As pessoas ficam maravilhadas com isso, mas é simples: os cães me vêem como líder da matilha. É por isso que os cães seguem-me onde quer que eu vá. Aqui estão 6 dicas de treinamento sobre como passear com seu cão e dominar a caminhada.

1. Ande na frente do seu cão
Andar na frente do seu cão lhe permite ser visto como o líder da matilha. Por outro lado, se o seu cão controla você na caminhada, ele é o líder da matilha. Você deve ser o primeiro a sair pela porta e o primeiro a entrar. Seu cão deve estar ao lado ou atrás de você durante a caminhada.

2. Use uma coleira curta
Isso permite que você tenha mais controle. Prender a coleira no alto do pescoço pode ajudar você a se comunicar com mais facilidade, orientar e corrigir o seu cão. Se você precisar de ajuda adicional, considere uma coleira Illusion. Sempre tenha a segurança do seu cão em mente quando o estiver corrigindo.

3. Separe tempo suficiente para passear com seu cão
Os cães, como seres humanos, são diurnos, de modo que fazer caminhadas pela manhã é o ideal. Eu recomendo separar de 30 minutos a uma hora completa para isso. As necessidades específicas de cada cão são diferentes. Consulte o seu veterinário e fique de olho no comportamento do seu cão para ver se suas necessidades estão sendo atendidas.

4. Como recompensar seu cão durante a caminhada
Após seu cão ter mantido um bom estado de espírito, recompense-o, permitindo que pare para farejar e faça suas necessidades. Você decide quando o tempo de recompensa termina. Ele deve ser sempre menor do que o tempo gasto na caminhada.

5. Continue liderando, mesmo após a caminhada
Quando chegar em casa, não pare de liderar. Mantenha seu cão esperando pacientemente enquanto você retira sua coleira ou tira seus sapatos.

6. Recompense seu cão após a caminhada
Ao dar uma refeição a ele após a caminhada, você permitiu que o seu cão ‘trabalhasse’ por água e comida.

E não se esqueça de dar um bom exemplo sempre apanhando as necessidades do seu cão!

A inteligência dos cães em 6 graduações

By Dog Dicas on 15 de agosto de 2012

Pastor alemão inteligência DogDicas
(foto: Lesly Juarez / Unsplash)

Quem tem cachorro em casa sabe o quanto esses seres são inteligentes e afetuosos. Além de reconhecer o dono, são capazes de aprender diversos truques “só faltando falar”, dizem os donos. Quem se lembra da collie Lassie e do pastor alemão Rin-tin-tin sabe que esses animais podem realizar feitos incríveis. Isso sem falar nos formidáveis cães-guia, capazes de guiar cegos pelas caóticas cidades modernas.

Mas você já parou para pensar qual é a raça canina mais inteligente? Foi pensando nisso que o professor de psicologia da Universidade da Columbia Britânica e também treinador e especialista em comportamento canino, Stanley Coren, resolveu fazer um ranking das raças mais inteligentes. O resultado está em seu livro, ‘A inteligência dos cães’.

Porém antes de ver essa lista é preciso saber que inteligência, para Stanley Coren, é a inteligência de obediência e capacidade de trabalho. Ou seja, a capacidade de responder prontamente aos comandos do dono ou adestrador. Os cães classificados como menos inteligentes apenas não seriam bons em receber ordens. Quer saber como fazer esse teste no seu cão?

Para realizar este trabalho, Coren formulou um questionário que foi respondido por 208 juízes especializados em provas de obediência e de trabalho. O autor de ‘A inteligência dos cães’ fez as seguintes observações sobre a classificação dos cachorros (em uma ordem dos mais inteligentes para os menos inteligentes, segundo Corey):

Graduações de inteligência dos cães

Graduações de 1 a 10 – Correspondem aos melhores cães em termos de inteligência e trabalho. A maioria dos cães destas raças começam a mostrar sinais de compreensão de comandos simples após apenas 5 repetições e não precisam de muita prática para manter esses comandos. Eles obedecem à primeira ordem dada pelo dono ou treinador em cerca de 95% dos casos, e, além disso, eles costumam obedecer a esses comandos apenas alguns segundos depois de solicitado, mesmo que o dono esteja longe fisicamente.

Graduações de 11 a 26 – São excelentes cães de trabalho. Treinamento simples de comandos depois de 5 a 15 repetições. Os cães lembram destas ordens muito bem, embora possam melhorar com a prática. Eles respondem ao primeiro comando em cerca de 85% dos casos, ou mais. Em casos de comandos mais complexos, é possível notar, ocasionalmente, uma pequena demora no tempo de resposta, mas que também pode ser eliminada com a prática destes comandos. Cães deste grupo também podem demorar mais a responder se seus donos ou treinadores estiverem fisicamente distantes.

Graduações de 27 a 39 – São cães de trabalho acima da média. Embora eles demonstrem um entendimento preliminar de novas tarefas simples depois de 15 repetições, em média vão precisar de 15 a 20 repetições antes que eles obedeçam de formas mais imediata. Os cães desse grupo se beneficiam enormemente de sessões extras de treinamento, principalmente no começo da aprendizagem. Depois que eles aprendem e adquirem o hábito do novo comportamento, geralmente eles retêm os comandos com uma certa facilidade. Outra característica destes cães é que eles costumam responder no primeiro comando em 70% dos casos, ou ainda melhor que isso, dependendo da quantidade de tempo investido no treinamento deles. A única coisa que os separa dos melhores cães em obediência é que eles tendem a demorar um pouco mais de tempo entre o comando dado e a resposta. Além disso, eles parecem ter um pouco mais de dificuldade em se concentrar no comando, na medida em que o dono se distancia fisicamente deles. No entanto, quanto maior a dedicação, paciência e persistência do dono ou treinador, maior o grau de obediência desta raça.

Graduações de 40 a 54 – São cães de inteligência de trabalho e obediência intermediária. Durante o aprendizado, eles irão demonstrar sinais rudimentares de compreensão após 15 a 20 repetições. No entanto, para que eles obedeçam razoavelmente serão necessárias de 25 a 40 experiências bem sucedidas. Se forem treinados adequadamente, estes cães irão apresentar boa retenção e eles irão se beneficiar, definitivamente, de todo esforço extra que o dono dispensar durante o período inicial de aprendizado. Na verdade, se este esforço inicial não for aplicado, no início do treinamento, o cão parecerá perder rapidamente o hábito de aprender. Normalmente eles respondem no primeiro comando em 50% dos casos, mas o grau de obediência final e confiabilidade irão depender da quantidade de prática e repetições durante o treinamento. Ele também poderá responder de uma forma consideravelmente mais lenta do que as raças em níveis mais elevados de inteligência.

Graduações de 55 a 69 – São cães cuja capacidade de obediência e de trabalho é apenas razoável. Às vezes é preciso cerca de 25 repetições antes que eles comecem a mostrar algum sinal de entendimento do comando novo e provavelmente serão precisas outras 40 a 80 repetições antes que eles se tornem confiáveis em tal comando. Ainda sim o hábito de obedecer ao comando pode parecer fraco. Se eles não forem treinados várias vezes, com dose extra de persistência, estes cães irão agir como se tivessem esquecido completamente o que se espera deles. Sessões ocasionais de reforço são necessárias para manter a performance do cão num nível aceitável. Se os donos trabalharem apenas o “normal” para manter seus cães treinados, os cães irão responder prontamente no primeiro comando em apenas 30% dos casos. E mesmo assim, eles obedecerão melhor se o dono estiver muito perto deles fisicamente. Esses cães parecem estar sempre distraídos e obedecem apenas quando eles assim desejam.

Graduações de 70 a 79 – São as raças julgadas como as mais difíceis, com o menor grau de inteligência de trabalho e obediência. Durante o treinamento inicial, podem precisar de 30 a 40 repetições de simples comandos antes de mostrarem algum sinal de que fazem idéia do que se trata. Não é raro que esses cães precisem executar mais de 100 vezes um comando antes de se tornarem confiáveis na sua performance.

Veja abaixa uma lista com as raças de cães mais inteligentes (segundo Stanley Coren):

1º – Border Collie
2º – Poodle
3º – Pastor Alemão
4º – Golden Retriever
5º – Dobermann
6º – Pastor de Shetland
7º – Labrador
8º – Papillon
9º – Rottweiler
10º – Australian Cattle Dog
11º – Welsh Corgi (Pembroke)
12º – Schnauzer Miniatura
13º – Springer Spaniel Inglês
14º – Pastor Belga Tervuren
15º – Pastor Belga Groenland, Schipperke
16º – Collie, Keeshond
17º – Pointer Alemão de Pêlo Curto
18º – Cocker Spaniel Inglês, Flat-Coated Retriever, Schnauzer Standard
19º – Brittany
20º – Cocker Spaniel Americano
21º – Weimaraner
22º – Pastor Belga Malinois, Bernese Mountain Dog
23º -Spitz Alemão
24º – Irish Water Spaniel
25º – Viszla
26º – Cardigan Welsh Corgi
27º – Yorkshire Terrier, Chesapeake Bay Retriever, Puli
28º – Schnauzer Gigante
29º – Airedale Terrier, Bouvier de Flandres
30º – Border Terrier, Briard
31º – Welsh Springer Spaniel
32º – Manchester Terrier
33º – Samoieda
34º – Field Spaniel, Terra Nova, Terrier Australiano, American Staffordshire Terrier, Setten Gordon, Bearded Collie
35º – Setter Irlandês, Cairn Terrier, Kerry Blue Terrier
36º – Norwegian Elkhound
37º – Pinscher Miniatura, Affenpinscher, Silky Terrier, Setter Inglês, Pharaoh Hound, Clumber Spaniel
38º – Norwich Terrier
39º – Dálmata
40º – Soft-Coated Wheaten Terrier, Bedlington Terrier, Fox Terrier Pêlo Liso
41º – Curly-Coated Retriever, Irish Wolfhound
42º – Kuvasz, Pastor Australiano
43º – Pointer, Saluki, Finnish Spitz
44º – Cavalier King Charles Spaniel, Pointer Alemão de Pêlo Duro, Black & Tan Coonhound, American Water Spaniel
45º – Husky Siberiano, Bichon Frisé, English Toy Spaniel
46º – Tibetan Spaniel, English Foxhound, Otterhound, American Foxhound, Greyhound, Wirehaired Pointing Griffon
47º – West Higland White Terrier, Deerhound Escocês
48º – Boxer, Dogue Alemão
49º – Daschund, Staffordshire Bull Terrier
50º – Malamute do Alasca
51º – Whippet, Shar-Pei, Fox Terrier Pêlo Duro
52º – Rhodesian Ridgeback
53º – Ibizan Hound, Welsh Terrier, Irish Terrier
54º – Boston Terrier, Akita
55º – Skye Terrier
56º – Norfolk Terrier, Sealyham Terrier
57º – Pug
58º – Bulldog Francês
59º – Griffon de Bruxelas, Maltês
60º – Greyhound Italiano
61º – Chinese Crested
62º – Dandie Dinmont Terrier, Pequeno Basset Grifo da Vendéia, Terrier Tibetano, Japanese Chin, Lakeland Terrier
63º – Old English Sheepdog
64º – Cão dos Pirineus
65º – São Bernardo, Scottish Terrier
66º – Bull Terrier
67º – Chihuahua
68º – Lhasa Apso
69º – Bullmastiff
70º – Shih Tzu
71º – Basset Hound
72º – Mastino Napoletano, Beagle
73º – Pequinês
74º – Bloodhound
75º – Borzoi
76º – Chow Chow
77º – Bulldog
78º – Basenji
79º – Afghan Hound

Comida fresca e boa pra cachorro

By Dog Dicas on 21 de outubro de 2011

Pet Delícia
Pet Delícia – quatro tipos de sabores em embalagens de 100 e 200 gramas: frango, carne, cordeiro e frango para filhotes (foto: Pet Delícia)

Uma marca brasileira exclusiva para cães que oferece pratos saborosos preparados cuidadosamente com alimentos cozidos, sem conservantes ou corantes e com suplementação de vitaminas e minerais. Essa é a “Pet Delícia – Cozinha com Amor”, cujas instalações e escritório central, inaugurados no final de 2010, ficam em Copacabana, no Rio de Janeiro.

De propriedade do casal Roberta Camara e Jorgen Dehlbom, a Pet Delícia – a primeira ração fresca do Brasil – está presente em várias cidades, como São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba. E tamanho sucesso é a materialização do sonho de um sueco que trabalhava com investimentos na bolsa de valores de Nova York, mas viu nas receitas que preparava para seus cães uma oportunidade de negócios.

“Na Suécia é tradição ingerir alimentos naturais. Minha família sempre teve restaurantes e meus avós cozinhavam todos os dias para nossos pastores alemães. Desse modo, eu cresci numa família onde isso era natural e, consequentemente, quando vim para o Brasil trouxe comigo esse costume sueco”, conta Dehlbom.

Segundo o empresário, tudo começou com as tentativas dele e da esposa em encontrar as receitas naturais adequadas para seus cães que despertaram o interesse dos amigos e pessoas próximas.

“Fazíamos vários testes até descobrir as receitas ideais para nossos cães: saborosas e nutritivas. Assim, nossos amigos começaram a se interessar pela idéia e, então, decidimos largar nossos empregos para passar a comercializar nossas receitas. Convidamos especialistas em nutrição de animais para elaborar as fórmulas e fazer testes e assim surgiu o Pet Delícia”, disse.

Atualmente, a marca possui quatro tipos de sabores em embalagens de 100 e 200 gramas: frango, carne, cordeiro e frango para filhotes. Além disso, também são comercializadas embalagens de 900 gramas de alimentos congelados para que os proprietários possam servir em casa a alimentação natural para os cães. Mas, se os donos têm dúvidas se os cães aprovarão ou não as delícias naturais, o escritório central da Pet Delícia, em Copacabana, oferece também degustação das comidas frescas para que o animal experimente as diferentes texturas e sabores.

O diferencial da Pet Delícia, de acordo com Dehlbom, é que todos os pratos são preparados com alimentos naturais, frescos, sem conservantes nem corantes e possuem alta digestibilidade e palatabilidade. A marca realiza, ainda, a campanha Carne Legal, que consiste na utilização apenas de carnes bovinas oriundas de gados criados em fazendas que seguem a legislação ambiental, social, trabalhista e fundiária.

Pet Delícia
Pet Delícia – pratos frescos e saborosos preparados exclusivamente para cães (foto: Pet Delícia)

Para preservar os nutrientes, matar os microorganismos e tornar os pratos mais saborosos, todos os ingredientes são cozidos em fogo brando. Para assegurar as informações do rótulo das embalagens comercializadas, logo após o cozimento realiza-se a pesagem e, somente então, os ingredientes são misturados.

Outro fator que garante o sabor e a qualidade dos alimentos da Pet Delícia, segundo seus proprietários, é o fato dos alimentos serem feitos em pequenos lotes e congelados num freezer rápido para evitar a formação de cristais d’água na refeição.

“Achamos muito importante que os donos reflitam sobre o custo-benefício desse tipo de alimentação natural para os cães. Muitas pessoas reclamam do trabalho para se dar um alimento natural para os animais, mas se esquecem que isso traz inúmeros benefícios para a saúde deles. Nossa experiência nos mostra que os cães realmente gostam da comida que preparamos e isso é muito gratificante”, destaca o empresário.

Mais informações sobre a Pet Delícia podem ser obtidas pelo e-mail contato@petdelicia.com.br ou pelo telefone (21) 2236.4493.

Programa natural para cães obesos

Quem pensa que a Pet Delícia se preocupa apenas com os cães em forma está muito enganado. Levando-se em consideração o fato de que muitos cães sofrem com a obesidade, a marca possui também o Programa individualizado para Cães Gordinhos.

Ao invés de oferecer alimentos light, a Pet Delícia possui em sua sede zootecnistas e veterinários que, juntamente com o dono e o veterinário do animal, desenvolvem um programa específico para cada cão que proporciona maiores chances do animal emagrecer e continuar saudável a longo prazo.

“Nós acreditamos que é necessário mudar os hábitos dos cães e dos donos num tempo maior – de 6 a 12 meses – para que o emagrecimento não seja algo temporário. Assim, esse programa é todo estruturado para que essa meta seja alcançada com sucesso”, ressalta o proprietário.

O Programa atende cães de todo o Brasil e os interessados podem obter mais informações pelo e-mail ana@petdelicia.com.br.

Novo conceito traz reformulação das rações DogChow

By Dog Dicas on 14 de junho de 2011

Ração para filhotes Purina DogChow
O novo aspecto visual das embalagens da Purina DogChow (foto: Nestlé Purina)

Todos nós sabemos o quanto é importante alimentarmos nossos cães adequadamente, com uma dieta equilibrada, saudável, saborosa e adequada para cada fase da vida de nossos melhores amigos. E, é claro, para isso não medimos esforços e cuidamos da alimentação de nossos cães assim como fazemos com os membros de nossas famílias.

Pensando nisso, é que a Nestlé Purina, presente em 75 países, lançou recentemente um novo conceito para a linha de alimentos DogChow: “Ele é mais que um cão, é parte da família”.

Definido após uma pesquisa com mais de 4 mil proprietários de cães e gatos, cujos resultados demonstraram que a preocupação dos donos com a alimentação dos animais de estimação é a mesma que com os demais membros da família.

O novo conceito da marca DogChow Nutrição + Vida Saudável chegou no começo de junho ao mercado brasileiro – composto por cea de 32 milhões de cães, segundo dados de 2010 da Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (ANFAL) – com novo aspecto visual das embalagens, que vêm com cores marcantes e com mais informações sobre nutrientes, idade e porte do cão.

Além disso, de acordo com a fabricante, a DogChow Nutrição + Vida Saudável, apresentada em sete tipos de alimentos secos, teve sua composição nutricional enriquecida para auxiliar o desenvolvimento do sistema imunológico nos filhotes, melhorar as funções orgânicas e o funcionamento de órgãos como o pulmão e o coração e ainda servir como um alimento completo para a saúde de cães e gatos com idade acima de 7 anos.

Ainda segundo a Nestlé Purina, cuja fábrica fica em Ribeirão Preto (SP), a DogChow Nutrição + Vida Saudável será sua primeira marca a ingressar nas redes sociais. A previsão é de que até o final do mês de junho a DogChow Nutrição + Vida Saudável já esteja com perfis ativos no Orkut, Twitter e Facebook.

Cães serviam de alimento para humanos pré-históricos

By Dog Dicas on 17 de fevereiro de 2011

Samuel Belknap III
Samuel Belknap III posando com crânio de cão doméstico (foto: Associated Press)

O cachorro é o melhor amigo do homem. Disso, todo mundo sabe. Afinal, assim vem sendo há milhares de anos. Desde os tempos em que nossos ancestrais viviam em cavernas, os cães vem oferecendo proteção e companhia ao ser humano.

Mas, algo que ninguém sabia sobre o nosso amigo canino acaba de ser revelado por uma equipe de paleontólogos dos Estados Unidos. Dez mil anos atrás, os cães também serviam de alimento para humanos. Esse estranho hábito alimentar ficou provado quando foi achado um pedaço de osso de cachorro em meio a excrementos humanos pré-históricos.

O pesquisador responsável pela descoberta, Samuel Belknap III disse não ter se surpreendido com o fato de cachorros servirem de alimentação aos seres humanos. Segundo ele, era uma prática aceita em diversas populações.

O hábito pode parecer estranho e causar repulsa aos amantes de cães, mas ainda é comum nas culturas orientais. Na China, é um prato muito apreciado. Mas, até mesmo aqui no Brasil, já foi encontrado um abatedouro de cachorros.

Se você ficou com medo de seu melhor amigo ir parar na panela, não se preocupe. No Brasil, por lei, não é permitido matar e comer animais domésticos, como cachorro e gato. Mas, a verdade é que existe muita carne suspeita sendo vendida pelas ruas, seja no cachorro-quente ou no famoso “filé miau”.

Ruppy, uma cadela com luz própria

By Dog Dicas on 27 de janeiro de 2011

Ruppy recebeu genes de anêmonas marinhas (foto:newscientist.com)

Já imaginou um cão capaz de brilhar no escuro? Você não precisa mais ficar imaginando. Pois o primeiro cão transgênico do mundo é capaz desse feito incrível. Ruppy – diminutivo de Ruby Puppy (ou cachorrinho rubi) – é uma cadela beagle clonada pelo time de cientistas liderado por Byeong-Chung Lee da Universidade Nacional de Seul, na Coréia do Sul.

Durante sua clonagem, Ruppy recebeu genes de anêmonas marinhas. Isto possibilita a cadela produzir uma proteína fluorescente. O resultado é que sob luz ultravioleta ela adquire um brilho avermelhado. Mas, tirando essa característica surreal, ela é uma beagle normal.

O objetivo não foi criar um animal de estimação diferente, mas estudar doenças humanas. Como cães são mais próximos de seres humanos do que camundongos – normalmente usados em experiências –, Ruppy representa mais um passo na direção do estudo de doenças humanas.

Não há previsão da comercialização de cães transgênicos. Mas, se você gostou do Ruppy, não perca as esperanças de ter um companheiro iluminado. Peixes fluorescentes – ou GloFish – são vendidos nos Estados Unidos desde 2003. Quem sabe uma empresa se interessa pelo assunto? Então, no futuro, você não poderá ter o seu próprio Ruby Puppy.

Enquanto isso não acontece, Ruppy vai levando uma vida normal – ou quase, afinal ela brilha. O tempo passou, a cadela fluorescente cresceu e arrumou um namorado – um beagle não-transgênico. Eles cruzaram e tiveram três filhotes. Dois deles herdaram o brilho avermelhado da mãe. Quando esses cães tiverem seus próprios filhotes há grande possibilidade deles também herdarem a fluorescência.

Cães órfãos pedem ajuda depois de desastre ambiental na serra

By Dog Dicas on 20 de janeiro de 2011

Mais de vinte cães já foram adotados (foto: Glauco Araújo / G1)

O maior desastre ambiental da história do país devastou a região serrana do Rio de Janeiro. No desespero para salvar a própria vida – ao mesmo tempo em que se perdia casa e familiares – muitos cães foram deixados para trás.

Muitos desses órfãos caninos sobreviveram e 150 foram resgatados em Teresópolis – uma das cidades afetadas pelas enchentes e deslizamentos. Depois das chuvas, muitos donos voltaram às suas casas para procurar seus animais de estimação e não os encontraram.

Alguns animais desaparecidos puderam ser localizados por seus antigos proprietários no abrigo da ONG Estimação. Entretanto, a maioria deles aguarda para ser adotada. Enquanto novos donos não aparecem, eles são cuidados por voluntários.

20 adoções já foram realizadas, mas é preciso mais. Mesmo quem não pode dar um novo lar para esses cães, também pode ajudar. Os abrigos pedem doações de ração, coleiras ou dinheiro.

Conheça os locais para doação:

Pelo Próximo e Clube do Totó (Postos de Coletas no Rio de Janeiro):
Flamengo: Rua Correa Dutra-99/loja5
Méier: Carla Bello -8829-9026Copacabana: Loja Bicho Bacana- Rua Sta. Clara, 110
Lojas Patas & Penas: Botafogo, Urca e Norte Shopping
Gávea: loja Pet Gávea- R. Marquês de São Vicente

Suipa – Sociedade União Internacional Protetora Dos Animais
Banco Itaú
Agência: 0584
Conta Poupança: 54979-4 / 511 (complemento)
CNPJ: 00.108.055/0001-10

Univida – Instituto Univida de Proteção Animal
Banco Itaú
Agência: 6542
Conta corrente: 06841-3

Grupo Estimação
Banco Itaú
Agência: 6103
Conta Corrente: 19918-5
CNPJ: 08.996.430/0001-17

WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal)
Banco Bradesco
Agência: 0279
Conta-poupança: 172813-0
CNPJ: 04.363.242/0001-09