São bernardo – salvadores sim, mas sem barril

Ao contrário do que se pensa, cães da raça São Bernardo nunca utilizaram o famoso barril de vinho em volta do pescoço.

São Bernardo

São Bernardos não usavam barril (foto: Elaine Ashton / Flickr)

A imagem de salvador de viajantes dos cães são bernardo surgiu na Suíça em meados do século XVIII. Foi em Valais, na ‘Pousada do Grande São Bernardo‘, um monastério localizado num dos pontos mais altos das montanhas e passagem obrigatória para os viajantes que cruzavam os Alpes.

Os monges que adestravam os cães como auxiliares em trabalhos domésticos começaram a treiná-los também para guiar os viajantes e buscar vítimas soterradas por avalanches.

Apesar de realmente serem cães de salvamento (ou cães de resgate), os monges negam que qualquer São Bernardo tenha carregado barris em torno do pescoço (freqüentemente vistos nas ilustrações e desenhos animados). Eles acreditam que a origem da imagem do barril é fruto de pinturas da época, mantidas para os turistas. Em especial, uma de 1820 feita por Edwin Landseer

A estratégia de salvamento utilizada pelos São Bernardos envolvia até 4 animais simultaneamente: dois deitavam lado a lado com a pessoa para mantê-la aquecida e um terceiro lambia sua face, tentando reanimá-la, enquanto o quarto cão retornava ao monastério para buscar ajuda.

O mais conhecido desses cães chamava-se Barry, que salvou entre 40 e 100 pessoas durante sua vida.

Um monumento à Barry foi erguido e ele ainda pode ser visto, empalhado, no Museu de História Natural de Berna.

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