9 dicas de Victoria Stilwell para o treinamento do seu cão

By Dog Dicas on 2 de setembro de 2012

Victoria Stilwell DogDicas
Pense como um cão, diz Victoria Stilwell (foto: youtube)

Reconhecida mundialmente por sua metodologia de treinamento que utiliza o reforço positivo, Victoria Stilwell é treinadora de cães e apresentadora do programa ‘Ou Eu ou o Cachorro’. Veja aqui alguma dicas que ela dá aos donos:

1. Continue treinando
Proprietários muitas vezes pensam que, uma vez que um cão foi treinado não há necessidade de continuar a fazê-lo. Mas o seu cão nunca para de aprender, e sua formação deve ser reforçada ao longo da vida.

2. Pense como um cão
Tire um tempo para pensar em como o seu cão percebe o mundo, e usar esse conhecimento para tornar o treinamento mais fácil.

3. Exercite seu cão
Para se sentir seguro, todos os cães precisam de um líder calmo e confiante. A liderança eficaz não é sobre dominar o seu cão e fazê-lo submisso à sua liderança. É sobre ser um professor e construir sua confiança. Você pode conseguir isso incentivando e recompensando o bom comportamento.

4. Melhore sua dieta canina
Olhe para a dieta do seu cão e veja como você pode melhorá-la. Você é o que você come, e o mesmo é verdade para ele. Comportamentos e muitos problemas médicos podem ser atribuídos à má alimentação, por isso certifique-se que seu cão está se alimentando corretamente.

5. Mantenha seu cão ativo
Matricule-se em uma atividade que você goste, como uma turma de agilidade, flyball, canicross, etc. Cães se entediam com facilidade, então coloque o seu em movimento.

6. Cuide dele
Coloque um microchip no seu cão, se ele já não o tiver. Além disso, não esqueça do check-up anual com seu médico veterinário.

7. Continue brincando
Uma das melhores maneiras de se relacionar com o seu cão é brincar com o que você gosta. Brincadeiras são um grande aliviador de stress para o cão e para os humanos.

8. Mantenha seu cão seguro
Não deixe o seu cão sozinho em um carro ou amarrado do lado de fora de uma loja. Roubo de cães está em crescimento, por isso tenha cuidado.

9. Divirta-se com seu cão
Divirta-se e aproveite seu cão. Um cão nunca deve ser um fardo. Se você tomar o tempo para treinar o seu cão, você vai dar-lhe as ferramentas que ele precisa para viver com sucesso em um mundo humano.

Ou Eu ou o Cachorro, de Victoria Stilwell, ensina a educar seu cão

By Dog Dicas on 15 de dezembro de 2010

Ou Eu ou o Cachorro, livro de Victoria Stilwell, ensina aos donos como educar seu cão (foto: divulgação)

Seu cão anda desobedecendo, vive estragando suas coisas e ainda se comporta mal? Talvez a solução para esses problemas possa ser encontrada no livro “Ou eu ou o cachorro – dicas infalíveis para ter uma relação melhor com cães desobedientes”, escrito por Victoria Stilwell, treinadora de cães reconhecida por seu método da recompensa e apresentadora do Programa “Ou eu ou o Cachorro” (It´s Me or the Dog).

O livro, dentre outros assuntos, traz explicações sobre como funciona o mecanismo de aprendizagem dos cães e sobre o que fazer quando a situação com o pet está fora de controle.

Na introdução da obra a autora avisa que dará conselhos sobre cuidados gerais com os cães e apresentará soluções testadas na prática para os principais problemas com cães indisciplinados. Contudo, Victoria também ressalta logo de início que é contra o método da dominância: “treinamento não tem nada a ver com impôr sua vontade ao cachorro, mas, sim, dar a eles as ferramentas para que viva em seu mundo”.

Além disso, em todos os capítulos a treinadora reitera que para convivermos harmoniosamente com os cães é preciso que, desde filhotes, aprendamos a pensar como eles, falar sua língua e ver o mundo com seus olhos.

A grande novidade encontrada nas páginas do livro é o programa para aplicação em cães de todas as idades e raças. Elaborado por Victoria, o programa didático traz o passo-a-passo para educar os cães corretamente, falar com os animais, fornecer alimentação adequada e, finalmente, harmonizar a convivência dos seres humanos com seus animais de estimação.

Rico em ilustrações e com uma linguagem simples e atrativa, o livro – publicado no país em 2009 pela editora Panda Books – é um excelente guia tanto para donos de filhotes quanto para quem possui cães adultos com hábitos desagradáveis. Fica a dica para escolhê-lo como um ótimo presente de Natal.

Victoria Stilwell é referência no método da recompensa

By Dog Dicas on 24 de novembro de 2010

Victoria Stilwell
Victoria Stilwell é contra técnicas de dominância e defende que cães não devem ser punidos (foto: reprodução / internet)

Na atual era da sociedade midiática, assistir semanalmente à programas internacionais de reality shows para aprender a educar cães corretamente já faz parte do cotidiano de milhões de pessoas. Mas você conhece Victoria Stilwell, a ‘supernanny’ dos cães indisciplinados?

Reconhecida mundialmente por sua metodologia de treinamento que utiliza o reforço positivo, Victoria Stilwell é treinadora de cães e apresentadora do programa ‘Ou Eu ou o Cachorro’ cuja transmissão, no Brasil, acontece no canal GNT.

Nascida em 1969, em Wimbledon (Inglaterra), Victoria iniciou sua carreira em 1990, quando, ao criar sua própria Cia. de cães de passeio, percebeu a dificuldade dos treinadores em educar os cães com um método bem sucedido. Posteriormente, ainda em Londres, Victoria fez diversas participações em filmes, séries de TV e comerciais e, simultaneamente, iniciou seus estudos sobre treinamento de cães pela aprendizagem do reforço positivo com renomados behavioristas da Grã-Bretanha. A treinadora mudou-se para os Estados Unidos (New York) em 1999 e trabalhou como consultora comportamental em diversas organizações de resgate animal ministrando palestras e seminários de resgate, formação e reabilitação de cães.

O reforço positivo mostra ao cão como se comportar e de que forma se comportar bem traz prazer

Admirado e seguido por milhões de profissionais e proprietários de cães, seu método de educação canina é embasado no reforço positivo de treinamento, que, por meio de petiscos e agrados, mostra ao cão que atitudes positivas têm recompensa, e combate, veementemente, a dominância, a agressividade e a punição diante de maus comportamentos do animal.

“Muitos comportamentos negativos de nossos cães acontecem porque eles vivem sob as regras de nossa casa, estranhas aos animais, e acabam desenvolvendo problemas como estresse, ansiedade e insegurança. Se você punir esse animal, poderá fazê-lo se comportar de forma ainda pior e incentivá-los a se tornarem agressivos. O reforço positivo mostra ao cão como se comportar e de que forma se comportar bem traz prazer”, explica Victoria.

Além disso, Victoria também é autora do livro “Ou eu ou o cachorro” (Panda Books, 2009) e criadora do licenciamento para adestradores adeptos do reforço positivo, que permite que, ao acessar seu site, os donos de cães saibam onde há adestradores que utilizam sua metodologia.

Atualmente, Victoria mora em Atlanta com seu marido, sua filha e seu cão Sadie.

Faltam cães-guia para cegos no Brasil

By Dog Dicas on 18 de novembro de 2010

Levantamento feito por Organizações não governamentais (ONGs) e pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia aponta que o Brasil possui cerca de 60 cães-guia treinados diante de um universo de 1,4 milhão de cegos.

Não precisa ser nenhum gênio da matemática para saber que esse número é mais do que insuficiente para atender a demanda do país. A principal causa desse déficit, segundo o levantamento, é o número reduzido de instituições brasileiras que realizam esse treinamento, além da falta de recursos agravada pela carência de apoio financeiro governamental ou de organizações privadas. Assim, há duas opções para os cegos brasileiros que desejam a companhia de um cão-guia: ficar por tempo indeterminado na fila de espera de uma ONG que treina cães-guia ou adquirir um desses animais fora do país.

No Brasil, o treinamento desses cães em ONGs especializadas demora aproximadamente dois anos e custa, em média, R$ 25 mil. Contudo, existem ONGs onde as pessoas não pagam pelos animais – os cães são cedidos e, caso não sejam bem cuidados, são retirados – mas têm que aguardar na fila. Um exemplo é a Escola de Cães-Guia Helen Keller.

Para aqueles que não querem esperar e estão dispostos a comprar um animal em outros países, o custo médio de um cão-guia é de US$ 5 mil (cerca de R$ 8,7 mil) além das despesas de viagem e dos gastos no período de adaptação (aproximadamente 30 dias) para integrar e sintonizar o cão com o dono. Entretanto, ao optar por essa alternativa deve-se ter em mente que mesmo assim pode haver espera, visto que em outros países os estrangeiros não são prioridade para aquisição de cães-guia.

Se comparados às bengalas, os cães-guias oferecerem segurança e uma autonomia de locomoção infinitamente maior aos cegos. Eles necessitam de uma reciclagem anual no treinamento e devem se aposentar após, aproximadamente, 7 anos de trabalho.

3 regras para a escolha do nome do seu cão

By Dog Dicas on 19 de outubro de 2009

Filhote cachorro
O nome de um cão será pronunciado cerca de 35.000 vezes ao longo da vida (foto: Hungriger Hugo / Flickr)

Esqueça qualquer palavra de comando. A palavra mais importante na vida do seu cão é o seu próprio nome.

Dentre os vários sons emitidos por nós, o nome é o código fonético único, utilizado para identificar o alerta da sua atenção. Seu cão será capaz de detectar sua pronúncia, mesmo em meio aos mais diversos ruídos e sons. E isso será importante, pois você dirá seu nome várias vezes.

Ao longo da vida, um cão é chamado aproximadamente 35.000 vezes. Pense nisso quando for escolher um nome para ele. Você gostaria de ser chamado de ‘Fofucho’ por mais de 10 anos?

Então seguem aqui, 3 regras fundamentais para a escolha de um bom nome.

1. Escolha um nome curto (uma ou duas sílabas)

Um nome curto é mais fácil para o seu cão aprender e lembrar. Quanto mais curto o nome, mais fácil a resposta do seu cachorro. Nomes como ‘Skip’ ou ‘Rock’ são uma boa escolha. São simples, curtos e fáceis para seu cão reconhecer.

Porém se você prefere um nome um pouco maior, vá em frente. Mas evite a todo custo nomes com mais de 3 sílabas. Lembre-se ‘Worcestershire’ pode parecer imponente, mas além de longo e difícil, fará você perder um tempo enorme e valioso até conseguir pronunciá-lo, dando muita margem para dispersão.

2. Não utilize um nome que se pareça com palavras de repreensão

Um cão reconhece seu nome pelo final da palavra. Então se o nome do seu cão for ‘Anão’, ‘João’ ou ‘Tião’, a confusão com a palavra ‘não’ será inevitável. Assim, seu cão associará o chamado do seu nome a uma situação de negação, tensão ou impedimento. O que não é bom.

Também é necessário cuidado com nomes que se pareçam com comandos, como por exemplo ‘senta’, ‘deita’, ‘pega’, etc. Ou ainda, com palavras muito comuns, o que fará seu cão perder o estalo da resposta pela quantidade de vezes em que o som do seu nome foi emitido em vão.

3. Não utilize um nome que ridicularize o seu cão

Não faça as pessoas julgarem seu cão. Alguns proprietários não consideram a importância dessa regra. Mas se as pessoas ouvirem você chamar o seu cão pelo nome de ‘Boboca’, imediatamente farão um julgamento inconsciente sobre a personalidade dele. E apesar do cão não entender o significado da palavra ‘Boboca’, certamente entenderá o sentimento de ridicularização sobre ele.

Lembre-se: É preciso que além de entendê-lo como um chamado particular, o cão goste do seu nome e das consequências de sua pronúncia.

Depois de ter escolhido o nome, uma boa dica é testá-lo. Experimente-o por um dia ou dois. Você saberá imediatamente se é um nome sustentável, ou não.

Cães na guerra

By Dog Dicas on 29 de julho de 2009

Rexo
Rexo – cão militar ou MWD (foto: Beverly & Pack / Flickr)

 

  • Cães-de-guerra são relatados entre os egípcios, os sumérios e nos exércitos de Ciro e Alexandre Magno. Os romanos utilizavam cães em suas legiões, cobertos de couro e portando fogo em recipientes de bronze para incendiar acampamentos inimigos
  • No século XVI, na guerra franco-britânica, Henrique VIII utilizou mais de 500 cães contra Carlos V da França;
  • Os conquistadores usaram cães no aniquilamento dos impérios inca e asteca. Os índios dos EUA aproveitavam seus cães como sentinelas, na captura de invasores e como fonte de alimento;
  • Na 1ª Guerra Mundial foram utilizados 400.000 pastores alemães. A Alemanha os incorporava desde 1883 possuindo cerca de 6.000 no início da guerra (em clara vantagem contra os cerca de 250 cães sanitários da França) e anexou mais 35.000;
  • Na 2ª Guerra Mundial a Alemanha tinha 200.000 cães. Por não os possuírem, os EUA desenvolveram centros especiais de treinamento militar denominados K9 e treinaram cerca de 15.000 cães que participaram de batalhas na Europa e até na África;
  • A União Soviética utilizou 40.000 cães ‘suicidas’, armados com bombas para conter o avanço da divisão Panzer alemã;
  • Os pastores alemães, na Itália se destacaram como cães pára-quedistas;
  • Como muitas mensagens eram interceptadas, o yorkshire, levava bilhetes e ordens por túneis que só ele passava. Depois disso tiveram início o uso de ‘cães de ligação’ que, além de transportar uma mensagem na sua coleira, ainda levavam um pombo-correio no colete destinado à resposta;
  • As Forças Armadas Americanas classificaram como ‘heróis anônimos’ os 281 cães mortos na Guerra do Vietnã. Atualmente, o Exército tem 500 deles, muitos no Iraque onde mais de 130 mil soldados são ajudados por cães conhecidos como MWD (Military Working Dog), treinados para detectar explosivos.