Cães serviam de alimento para humanos pré-históricos

By Dog Dicas on 17 de fevereiro de 2011

Samuel Belknap III
Samuel Belknap III posando com crânio de cão doméstico (foto: Associated Press)

O cachorro é o melhor amigo do homem. Disso, todo mundo sabe. Afinal, assim vem sendo há milhares de anos. Desde os tempos em que nossos ancestrais viviam em cavernas, os cães vem oferecendo proteção e companhia ao ser humano.

Mas, algo que ninguém sabia sobre o nosso amigo canino acaba de ser revelado por uma equipe de paleontólogos dos Estados Unidos. Dez mil anos atrás, os cães também serviam de alimento para humanos. Esse estranho hábito alimentar ficou provado quando foi achado um pedaço de osso de cachorro em meio a excrementos humanos pré-históricos.

O pesquisador responsável pela descoberta, Samuel Belknap III disse não ter se surpreendido com o fato de cachorros servirem de alimentação aos seres humanos. Segundo ele, era uma prática aceita em diversas populações.

O hábito pode parecer estranho e causar repulsa aos amantes de cães, mas ainda é comum nas culturas orientais. Na China, é um prato muito apreciado. Mas, até mesmo aqui no Brasil, já foi encontrado um abatedouro de cachorros.

Se você ficou com medo de seu melhor amigo ir parar na panela, não se preocupe. No Brasil, por lei, não é permitido matar e comer animais domésticos, como cachorro e gato. Mas, a verdade é que existe muita carne suspeita sendo vendida pelas ruas, seja no cachorro-quente ou no famoso “filé miau”.

Metas para um novo ano por Cesar Millan

By Dog Dicas on 11 de janeiro de 2011

Cesar Millan em seu habitat (foto: cesarsway.com)

Um novo ano é um grande momento para definir novas metas para si mesmo, sua vida e seu relacionamento com os cães. Por isso, aqui vão algumas dicas de Cesar Millan para você pôr em prática com o seu companheiro e começar bem o seu próximo ano:

Deixe as desculpas de lado e encontre tempo para se dedicar ao seu cão: Ficar menos tempo longe de casa e reservar um tempo maior para seu animal de estimação fará com que você possa melhorar o vínculo com seu cão e fortalecerá ainda mais a sua imagem como o líder do grupo.

Desacelere e viva o momento: Os problemas e a correria do dia-a-dia podem, muitas vezes, nos cegar para as coisas boas em nossas vidas. Mas você não deve se esquecer de participar ativamente da vida de seu cão. Tente não se preocupar com o passado nem com os obstáculos que podem surgir no meio do caminho. Planeje um dia só para você e seu cão. Acorde, sinta-se feliz e dê um passeio para limpar sua mente. Desfrute das paisagens, sons e cheiros do mundo ao seu redor e, é claro, da companhia de seu cão. Afinal, todo mundo merece um pouco de férias. Com organização e dedicação, você poderá incluir no seu dia-a-dia essa atividade com seu cão.

Deixe seu cão ser um cão! Muitos proprietários agem como se seus cães fossem pessoas e pensam que suas mentes e emoções funcionam exatamente como as nossas. Contudo, humanizar um cão causa desequilíbrio e, consequentemente, torna o animal insatisfeito e perturbado. Então, ao invés de tentar fazer de seu cão um humano, dedique-se em conhecê-lo a fundo para saber quem e como ele realmente é. Lembre-se de que, em primeiro lugar, os cães são animais; em segundo, a espécie; em seguida, a raça; e, por último, o nome.

Restabeleça sua conexão com a natureza: Por inúmeros motivos, nós, seres humanos, somos diferentes de qualquer outro ser que vive nesse planeta. Nós temos o poder de racionalização, o que inclui o poder de enganar. Ao contrário dos demais animais, nós devastamos a Terra. Os cães, contudo, são exemplos que deveriam ser seguidos por nós para a salvação do ecossistema. Eles têm o instinto que muitos seres humanos perderam: o contato com a ‘Mãe Natureza’. Por meio de seu focinho, olhos e ouvidos, os cães passam horas desfrutando da natureza que os rodeia. Assim, aprenda com seu cão e vá fazer uma caminhada; respire o ar e as flores; vá acampar; faça uma viagem ou, simplesmente, sente-se e tome um sol ou medite sob as estrelas.

Sempre ao seu Lado estréia dia 18 no Telecine Premium

By Dog Dicas on 13 de dezembro de 2010

Sempre ao seu lado / Hachiko – A Dog’s Story (foto: divulgação)

Até onde vai a lealdade de um cão ao seu dono? Esse é o questionamento levantado pelo filme “Sempre ao seu lado” (Hachiko – A Dog’s Story), que no próximo dia 18 (sábado), às 22 horas, estreará no Telecine Premium.

Lançado em 2009, o filme é uma refilmagem de “Hachikô monogatari”, um longa japonês de 1987. A narrativa é baseada na real e emocionante história de um professor da Universidade de Tóquio, Hidesaburo Ueno, e seu cão, Hachiko.

Após ser encontrado numa estação ferroviária pelo professor (Parker Wilson, no filme), um cão, da raça Akita, é adotado pelo personagem e sua esposa. Hachiko então passa a acompanhar o dono todos os dias até a estação de trem e o espera no mesmo local para retornarem juntos para casa depois do expediente. Contudo, um acontecimento inesperado prova que a relação de ambos é tão forte que transcende até mesmo os limites da morte.

Em japonês, Hachi significa o numeral oito que, devido ao seu formato entrelaçado, simboliza a ligação entre o plano espiritual e o terreno. Assim, “Sempre ao seu lado” é uma linda história de companhia e amor eterno que vale a pena ser assistida.

Livro explica a morte dos animais para crianças

By Dog Dicas on 10 de novembro de 2010

"Por que o Elvis não latiu?", explica a morte dos animais para crianças (capa:Tayla Nicoletti)

Dialogar com os pequenos sobre um assunto tão triste e ao mesmo tempo tão complexo: a morte do animal de estimação. Esse é o tema do livro infantil “Por que o Elvis não latiu?”, lançado pela Editora 8Inverso no início de novembro.

Com linguagem poética e palavras fáceis para o público infantil, no decorrer do livro o autor (Robertson Frizero) constrói uma narrativa que aborda aos poucos a questão da morte com as crianças de um modo muito particular, mas sem fugir da realidade.

O livro é uma dica para os pais que têm dificuldade de conversar sobre esse assunto com os filhos, pois também ensina aos adultos como abordar a perda do bichinho de estimação com as crianças, sem mentir ou fazer rodeios.

Cachorro na cama, pode?

By Dog Dicas on 8 de novembro de 2010

Cachorro na cama
Especialistas não recomendam cães na cama dos donos  (foto: Vincent Garcia / Flickr)

O dilema de dividir ou não a cama com seu cão atormenta muitos proprietários, que, na maioria das vezes, geram esse hábito nos animais enquanto ainda filhotes e precisam de ajuda para subir na cama. Contudo, o ato de carinho pode se tornar um problema com o passar do tempo. Mas, afinal, é certo que os proprietários dividam a cama com seu animal?

Segundo a pesquisa Radar Pet, realizada em 2010 pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), 55% dos cães brasileiros passam a noite dentro de casa, dos quais 23% ficam no quarto dos proprietários e 12% têm seu próprio quarto. Os demais 11% passam a noite na sala e apenas 9% dorme no banheiro ou na lavanderia.

Apesar do resultado da pesquisa, para muitos especialistas não é recomendado que os cães, assim como acontece com as crianças, durmam na mesma cama que os ‘pais’. A medida serve para evitar, principalmente, a possessividade, carência e até mesmo a agressividade do animal quando alguém se aproxima de seu dono. Além disso, dormir junto com o cão pode ser prejudicial se o animal não estiver devidamente higienizado.

Para aqueles que não abrem mão da companhia do cão na hora do sono, as recomendações são vermifugação e vacinação do animal em dia; higiene das patas antes de colocá-lo na cama (pode-se até utilizar um secador após lavar as patas para evitar que fiquem úmidas) e troca diária de lençóis e fronhas.

 dormir junto com o cão pode ser prejudicial se o animal não estiver devidamente higienizado

Já para os proprietários que querem abandonar o costume, a tarefa é um pouco mais difícil, mas não impossível. Seguem as dicas: A primeira coisa a se fazer é escolher uma cama confortável e ideal para o tamanho do animal. Em segundo lugar, não permita mais que o cão suba na sua cama e, caso o faça, você deve retirá-lo imediatamente e repetir a ação sempre que o animal insistir.

Uma orientação para facilitar a separação entre o dono e o cão na hora de dormir é passear todos os dias com o cão antes de dormir com o objetivo de cansá-lo, para que ele adormeça facilmente. E finalmente, conduzir o cão até a nova cama dele, tirando-o do seu colchão caso volte a subir.

Para ajudar o cão a se acostumar com o novo local de descanso, a dica é colocar a cama dele no ambiente onde ele está acostumado a dormir (no quarto ou na sala, por exemplo), deitar-se ao lado dela, chamar o animal pelo nome, usando comandos como ‘cama’, ‘senta’, ‘deita’ e ‘fica’ (recompensando-o sempre que acertar) e acariciar o cão até que ele relaxe e adormeça.

A tarefa pode ser um pouco cansativa, sim, mas especialistas garantem que o cão logo assimila o novo espaço para dormir e o resultado aparece em até uma semana.

Filhotes: 5 erros de comportamento dos donos

By Dog Dicas on 25 de outubro de 2010

Filhote mordendo
Dentre as inúmeras brincadeiras que se faz com um cão, muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la (foto: Jaybird – J. Star / Flickr)

No início, muitas pessoas acham graça ao ver um filhote destruindo o chinelo, rosnando para o dono ou brincando de cabo de guerra. Contudo, segundo especialistas, o comportamento do dono nessa frase é crucial pois 99% dos problemas que estes tem com seus cães decorrem da falta de imposição de regras nos primeiros meses de vida.

Os especialistas explicam que o comportamento do animal se constrói enquanto ele ainda é filhote e que este é o momento ideal para eliminar maus-hábitos e alinhar seu comportamento, já que até os três meses de idade a memória canina é similar a uma folha em branco.

Confira os cinco erros mais comuns dos proprietários com seus filhotes e dicas para suas respectivas soluções:

1. Falta de um líder: Os cães, por natureza, são animais de matilha e essa, por sua vez, necessita de um líder. Se nenhum morador da casa assumir esse papel, o filhote o assumirá. Portanto, desde os primeiros meses o dono deve se impôr como líder e deixar claro quem comanda o território.

2. Receio de repreender o filhote: Logo nos primeiros dias de vida o filhote não possui experiência prévia para lhe indicar o que seja certo ou errado – o que pode e o que não pode -, por isso é o dono quem deverá ensiná-lo. Não repreendê-lo quando fizer algo incorreto, por exemplo, poderá acarretar problemas futuros. Repreender não significa maltratar, mas sim lhe apresentar uma situação indesejada como conseqüência do que ele fez, desestimulando sua repetição. Pronunciar uma palavra de repreensão em tom firme no momento em que o cão praticar a ação indesejada, como um ‘não!’ enérgico, é um exemplo.

3. Brincadeiras de morder: Dentre as inúmeras brincadeiras que se faz com um cão, muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la, resultando em pequenos cortes e arranhões. A brincadeira, engraçada no início, pode trazer uma série de problemas sociais quando o cão estiver adulto, pois se ele aprende que é permitido morder, provavelmente utilizará dentadas freqüentemente ao longo de sua vida. Para corrigi-lo, pode-se usar uma técnica que consiste em colocar o polegar na língua do cachorro e pressionar até que ele tente empurrá-lo para fora de sua boca. Essa técnica deve ser feita de modo rápido e somente no ato da mordida (jamais deve-se utilizá-la como maneira preventiva). Não se deve esquecer de sempre utilizar a palavra de repreensão enquanto aplica a correção e de não permitir que nenhum outro membro da família ou amigos deixe-se morder. Brinquedos próprios para cães são uma alternativa para suprir esta necessidade.

Muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la… A brincadeira, engraçada no início, pode trazer uma série de problemas sociais quando o cão estiver adulto

4. Falta de controle nos passeios: Para muitas pessoas a hora do passeio é sinônimo de confusão, pois enquanto o dono vai para um lado, o cão puxa para o outro, seja buscando postes, outros animais ou mesmo correndo atrás de carros e motos. Primeiramente só se deve passear na rua com o cão após ele ter tomado todas as vacinas, enquanto isso, segundo comportamentalistas, pode-se acostumá-lo com a coleira folgada algumas horas por dia, dentro de casa. A partir do momento em que o animal puder passear em locais públicos, e o ideal é fazê-lo diariamente, deve-se aumentar o tempo dos passeios de forma gradativa. Sempre que for sair de casa para dar uma volta, a orientação é, primeiramente, colocar guia e coleira adequada ao tamanho do cachorro, posicioná-lo do lado esquerdo e começar a andar levando o cão ao lado. Todas as vezes que ele puxar a guia ou travar deve ser repreendido com as palavras de repreensão e um puxão. Quando o cão andar junto e sem puxar, o dono deve elogiar o animal com palavras ou petiscos, manter a guia folgada e dar comandos que indiquem sincronismo, como, por exemplo, ‘junto!’.

5. Isolamento na hora das refeições: A maioria das pessoas coloca ração para o filhote no pote e sai para fazer outras coisas, deixando-o se alimentar sozinho. Desse modo, o cão aprende que a hora da refeição deve ser um momento solitário e pode reagir agressivamente todas as vezes em que está comendo e alguém chega perto dele ou do próprio pote de ração. Uma dica para evitar essa agressividade desde os primeiros dias de vida é sempre que possível ficar próximo ao filhote durante as refeições, acariciando seu pêlo e colocando a mão no pote de ração do animal enquanto ele se alimenta. Isso fará com que o cão se acostume com a presença humana durante sua alimentação e evitará que, futuramente, o animal avance nas pessoas na hora da comida ou se torne agressivo quando, por algum motivo, o dono precisar manusear seu pote de ração. Caso o filhote rosne ou morda o dono durante esse exercício, é importante que haja repreensão no mesmo instante e até mesmo, se necessário, a retirada da comida. Restabelecida a calma, o proprietário pode devolver o pote para dar continuidade à refeição. Segundo especialistas, essa atitude é fundamental para o cãozinho aprender que o dono é o líder e pode manusear ou simplesmente retirar o alimento a qualquer hora.

Mesmo com essas dicas, é de suma importância que você procure um médico veterinário para realizar um acompanhamento pediátrico com seu filhote. Só assim você garantirá orientação profissional correta, vermifugação e vacinação em dia.

Creche para cães: a solução para pais ocupados e filhos solitários

By Dog Dicas on 11 de outubro de 2010

Creche para cães
Comum na Europa e nos Estados Unidos as creches para cães conquistam os brasileiros (foto: Julián Rodriguez Orihuela / Flickr)

Você sai de casa e ele fica olhando com aquele ar de tristeza ou ansiedade. E apesar de não querer deixar seu cão sozinho sozinho, você não tem escolha, pois precisa trabalhar.

A nossa dica é para você que vive uma situação semelhante: Preparar todas as manhãs uma lancheira, uma bolsa com roupas e esperar o transporte ‘escolar’ chegar já faz parte do cotidiano de donos de cães que trabalham fora e não querem deixar seu melhor amigo sozinho em casa o dia inteiro.

Com origem na Europa e nos Estados Unidos, o serviço de creches para cães, também conhecido como Day Care, já faz parte da realidade de milhares de brasileiros.

O Day Care funciona como uma escola infantil. Um espaço com horários de entrada e saída definidos, monitores, brinquedoteca, local de descanso com almofadas, recreação, banho, escovação de pêlos e dentes, exercícios, piscina e, até mesmo, transporte que busca e deixa o cão em casa.

Nas creches, cães convivem com outros cães (foto: jumping lab)

No primeiro dia de ‘aula’ o proprietário acompanha o cão até a creche para que seja feita a verificação das vacinas e do controle de pulgas e carrapatos do animal, assim como a avaliação de seu temperamento e comportamento em grupo. A separação de cães de diferentes tamanhos varia de creche para creche, assim como a idade mínima para efetuar a matrícula. Mas todas as raças de cães podem frequentar o serviço.

Na maioria das creches o horário de permanência do cão é integral e, para adequar ao horário de trabalho dos donos, existem dois horários de entrada e saída. Caso o proprietário não apareça até o fim do expediente, cobra-se o serviço de hospedagem ou uma diária proporcional, dependendo da creche.

A mensalidade varia de acordo com a quantidade de dias da semana contratados e do local, mas pode-se ter uma base considerando-se 1 salário mínimo por mês para uma freqüência de segunda a sexta-feira e R$ 50,00 para diárias avulsas (exceto feriados e finais de semana). Além disso, o serviço de transporte costuma ser cobrado à parte e o preço também varia.

Além da companhia permanente e das atividades físicas diárias, outra vantagem das creches é ensinar o seu animal a conviver diariamente, de maneira satisfatória, com outros cães, diminuindo assim a agressividade, timidez, medo, tédio e mau comportamento, característicos de cães que crescem isolados.

Para tranqüilizar os proprietários, muitas creches já oferecem uma novidade: o serviço de webcam ao vivo. Os cães podem ser acompanhados por seus ‘pais’, em tempo real, pelo computador, garantindo que o animal está sendo bem cuidado em um ambiente seguro e agradável.

Dica importante
Antes de matricular seu cão numa creche é importante que você faça uma visita ao local e observe os seguintes fatores:

  • Segurança, controle epidemiológico e higiênico do local;
  • Profissionais experientes, treinados e que realmente gostem de cães;
  • Assistência veterinária;
  • Permanência integral dos animais soltos, mas com supervisão;
  • Áreas livres e espaçosas com brinquedos e estruturas em boas condições para recreação e descanso dos animais;
  • Condições e tratamento dos cães no momento da sua visita.

O bocejo é contagioso para os cães

By Fernanda Martins on 30 de novembro de 2009

Filhote bocejando
Os cães bocejam ao verem seus donos bocejarem (foto: David Kaspar / Flickr)

Todo mundo sabe que bocejar perto de outra pessoa faz com que ela também boceje, não é mesmo? Mas você sabia que seu bocejo também faz seu cão bocejar?

Um dos estudos feitos sobre isso inclui os pesquisadores de Birkbeck College, da Universidade de Londres, que sugeriram que este seria um sinal de empatia dos cães com seus donos. O experimento que eles realizaram criaram duas situações:

Na primeira, uma pessoa estranha ao cão sentava em frente a ele e após um primeiro contato visual, bocejava.

Na segunda situação, repetia-se o mesmo procedimento, mas desta vez o estranho apenas abria e fechava a boca, sem bocejar. Segundo o cientista Atsushi Senju, esta foi uma providencia para se certificar de que o cachorro não estava apenas respondendo ao movimento de abrir e fechar a boca.

Os resultados da pesquisa foram que, 21 dos 29 cães testados bocejaram logo após o estranho – em média 1,9 vez. Porém nenhum cão bocejou quando o estranho apenas abria e fechava a boca.

“Cães têm uma capacidade especial de ler a comunicação humana. Respondem quando apontamos e quando sinalizamos”, disse Senju.

Para os pesquisadores, estes resultados são a primeira evidência de que cães têm capacidade de estabelecer empatia com humanos e que esta pode ser a explicação para a longa relação de parceria entre as duas espécies.

Correr com seu cão: Alguns bons motivos para isso

By Dog Dicas on 16 de novembro de 2009

Cães de corrida
Correr com seu cão ajuda a dar vazão à agressividade  (foto: Liang Liao)

A cada dia, mais pessoas aderem à prática de jogging (ou cooper), que consiste em correr num ritmo moderado e regular. Com o aumento de praticantes, houve também um aumento no número de pessoas que levam seus cães como acompanhantes em suas corridas diárias.

Além de companhia, essa combinação traz diversos outros benefícios, tanto para você, quanto para o seu cão. Existe até uma modalidade oficial famosa, conhecida como Canicross, em que corredores e seus respectivos cães, correm juntos, unidos por uma espécie de coleira presa ao cachorro e à cintura do dono.

Se você gosta de correr, mesmo que eventualmente, conheça alguns bons motivos para levar seu cão com você:

  1. Ter um cão ao seu lado pode deixar a corrida mais prazerosa e menos maçante.
  2. É uma ótima maneira de combater a obesidade (para ambos).
  3. Seu cão não se importa com o que você está vestindo. Ele quer apenas sair com você.
  4. É um bom método para seu cão dar vazão àquela energia acumulada, que muitas vezes aparece em forma de agressividade.
  5. Para o seu cão nunca será tarde demais ou cedo demais para se exercitar. Ele sempre estará pronto para lhe acompanhar.
  6. Assim como as pessoas, cães se desenvolvem com exercícios. O exercício físico regular torna os cães mais felizes, mais saudáveis e mais fortes.
  7. Vai tirá-lo da rotina.
  8. Cães não perdem tempo falando. Eles não querem parar e conversar no meio da corrida. Eles não se importam com quem disse o quê ou a quem. Eles irão, no máximo, querer saber quem fez xixi aonde.
  9. Você não precisa comprar roupa, calçado, ou um iPod para o seu cão correr com você.
  10. É uma excelente oportunidade de socializar seu cachorro, de proporcionar-lhe vivência em novos ambientes e situações e vê-lo em ação nesses lugares.
  11. O entusiasmo de um cão ao ar livre é contagiante. Quando você vir o seu cão correr em campo aberto com o vento na cara, língua para fora e o olhar de alegria desenfreada, sentirá uma vontade incontrolável de se juntar a ele. E ele vai adorar!
  12. Corrida + cão + avistamento de pombos = TURBO!

3 regras para a escolha do nome do seu cão

By Dog Dicas on 19 de outubro de 2009

Filhote cachorro
O nome de um cão será pronunciado cerca de 35.000 vezes ao longo da vida (foto: Hungriger Hugo / Flickr)

Esqueça qualquer palavra de comando. A palavra mais importante na vida do seu cão é o seu próprio nome.

Dentre os vários sons emitidos por nós, o nome é o código fonético único, utilizado para identificar o alerta da sua atenção. Seu cão será capaz de detectar sua pronúncia, mesmo em meio aos mais diversos ruídos e sons. E isso será importante, pois você dirá seu nome várias vezes.

Ao longo da vida, um cão é chamado aproximadamente 35.000 vezes. Pense nisso quando for escolher um nome para ele. Você gostaria de ser chamado de ‘Fofucho’ por mais de 10 anos?

Então seguem aqui, 3 regras fundamentais para a escolha de um bom nome.

1. Escolha um nome curto (uma ou duas sílabas)

Um nome curto é mais fácil para o seu cão aprender e lembrar. Quanto mais curto o nome, mais fácil a resposta do seu cachorro. Nomes como ‘Skip’ ou ‘Rock’ são uma boa escolha. São simples, curtos e fáceis para seu cão reconhecer.

Porém se você prefere um nome um pouco maior, vá em frente. Mas evite a todo custo nomes com mais de 3 sílabas. Lembre-se ‘Worcestershire’ pode parecer imponente, mas além de longo e difícil, fará você perder um tempo enorme e valioso até conseguir pronunciá-lo, dando muita margem para dispersão.

2. Não utilize um nome que se pareça com palavras de repreensão

Um cão reconhece seu nome pelo final da palavra. Então se o nome do seu cão for ‘Anão’, ‘João’ ou ‘Tião’, a confusão com a palavra ‘não’ será inevitável. Assim, seu cão associará o chamado do seu nome a uma situação de negação, tensão ou impedimento. O que não é bom.

Também é necessário cuidado com nomes que se pareçam com comandos, como por exemplo ‘senta’, ‘deita’, ‘pega’, etc. Ou ainda, com palavras muito comuns, o que fará seu cão perder o estalo da resposta pela quantidade de vezes em que o som do seu nome foi emitido em vão.

3. Não utilize um nome que ridicularize o seu cão

Não faça as pessoas julgarem seu cão. Alguns proprietários não consideram a importância dessa regra. Mas se as pessoas ouvirem você chamar o seu cão pelo nome de ‘Boboca’, imediatamente farão um julgamento inconsciente sobre a personalidade dele. E apesar do cão não entender o significado da palavra ‘Boboca’, certamente entenderá o sentimento de ridicularização sobre ele.

Lembre-se: É preciso que além de entendê-lo como um chamado particular, o cão goste do seu nome e das consequências de sua pronúncia.

Depois de ter escolhido o nome, uma boa dica é testá-lo. Experimente-o por um dia ou dois. Você saberá imediatamente se é um nome sustentável, ou não.

O testamento de um cão

By Felipe Lopes on 18 de outubro de 2009

Boxer e dono
O testamento de um cão (foto: Brian Talbot / Flickr)

 

“Minhas posses materiais são poucas e eu deixo tudo para você…

Uma coleira mastigada em uma das pontas, faltando dois botões, uma desajeitada cama de cachorro e uma vasilha de água que se encontra rachada na borda.

Deixo para você a metade de uma bola de borracha, uma boneca rasgada que você vai encontrar debaixo da geladeira, um ratinho de borracha sem apito que está debaixo do fogão da cozinha e uma porção de ossos enterrados no canteiro de rosas e sob o assoalho da minha casinha.

Além disso, eu deixo para você a memória… que aliás são muitas.

Deixo para você a memória de dois enormes e meigos olhos, de uma caudinha curta e espetada, de um nariz molhado e de choradeira atrás da porta.

Deixo para você uma mancha no tapete da sala de estar junto à janela, quando muitas vezes eu me apropriava daquele lugar, como se fosse meu, e me enrolava feito uma bolinha para pegar um pouco de sol.

Deixo para você um tapete esfarrapado em frente da TV, o qual nunca foi consertado com o tipo de linha certa… isso é verdade. Eu o mastiguei todinho, quando ainda tinha cinco meses de idade, lembra?

Deixo para você um buraco que fiz no jardim perto da varanda da frente, onde eu enfiava a cara naqueles dias quentes. Ele deve estar cheio de folhas e por isso talvez você tenha dificuldades em encontrá-lo. Sinto muito.

Deixo também só para você, o barulho que eu fazia ao correr, quando íamos sair para passear.

Deixo ainda, a lembrança de vários momentos pelas manhãs, quando eu lhe acordava pulando em cima da cama, e você me colocava de volta no chão.

Recordo-me das suas risadas, porque eu ficava magro e engraçado depois do banho.

Deixo-lhe como herança minha devoção, minha simpatia, meu apoio quando as coisas não iam bem, meus latidos quando você chegava… e minha frustração quando você brigava comigo.

Eu sei que nunca fui à igreja, mas mesmo sem haver falado sequer uma palavra em toda a minha vida, deixo para você meu exemplo de paciência, amor e compreensão.

Nunca esquecerei de você…”
(autoria sugerida: Frank Reichstein)