Cachorro na cama, pode?

By Dog Dicas on 8 de novembro de 2010

Cachorro na cama
Especialistas não recomendam cães na cama dos donos  (foto: Vincent Garcia / Flickr)

O dilema de dividir ou não a cama com seu cão atormenta muitos proprietários, que, na maioria das vezes, geram esse hábito nos animais enquanto ainda filhotes e precisam de ajuda para subir na cama. Contudo, o ato de carinho pode se tornar um problema com o passar do tempo. Mas, afinal, é certo que os proprietários dividam a cama com seu animal?

Segundo a pesquisa Radar Pet, realizada em 2010 pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), 55% dos cães brasileiros passam a noite dentro de casa, dos quais 23% ficam no quarto dos proprietários e 12% têm seu próprio quarto. Os demais 11% passam a noite na sala e apenas 9% dorme no banheiro ou na lavanderia.

Apesar do resultado da pesquisa, para muitos especialistas não é recomendado que os cães, assim como acontece com as crianças, durmam na mesma cama que os ‘pais’. A medida serve para evitar, principalmente, a possessividade, carência e até mesmo a agressividade do animal quando alguém se aproxima de seu dono. Além disso, dormir junto com o cão pode ser prejudicial se o animal não estiver devidamente higienizado.

Para aqueles que não abrem mão da companhia do cão na hora do sono, as recomendações são vermifugação e vacinação do animal em dia; higiene das patas antes de colocá-lo na cama (pode-se até utilizar um secador após lavar as patas para evitar que fiquem úmidas) e troca diária de lençóis e fronhas.

 dormir junto com o cão pode ser prejudicial se o animal não estiver devidamente higienizado

Já para os proprietários que querem abandonar o costume, a tarefa é um pouco mais difícil, mas não impossível. Seguem as dicas: A primeira coisa a se fazer é escolher uma cama confortável e ideal para o tamanho do animal. Em segundo lugar, não permita mais que o cão suba na sua cama e, caso o faça, você deve retirá-lo imediatamente e repetir a ação sempre que o animal insistir.

Uma orientação para facilitar a separação entre o dono e o cão na hora de dormir é passear todos os dias com o cão antes de dormir com o objetivo de cansá-lo, para que ele adormeça facilmente. E finalmente, conduzir o cão até a nova cama dele, tirando-o do seu colchão caso volte a subir.

Para ajudar o cão a se acostumar com o novo local de descanso, a dica é colocar a cama dele no ambiente onde ele está acostumado a dormir (no quarto ou na sala, por exemplo), deitar-se ao lado dela, chamar o animal pelo nome, usando comandos como ‘cama’, ‘senta’, ‘deita’ e ‘fica’ (recompensando-o sempre que acertar) e acariciar o cão até que ele relaxe e adormeça.

A tarefa pode ser um pouco cansativa, sim, mas especialistas garantem que o cão logo assimila o novo espaço para dormir e o resultado aparece em até uma semana.

Filhotes: 5 erros de comportamento dos donos

By Dog Dicas on 25 de outubro de 2010

Filhote mordendo
Dentre as inúmeras brincadeiras que se faz com um cão, muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la (foto: Jaybird – J. Star / Flickr)

No início, muitas pessoas acham graça ao ver um filhote destruindo o chinelo, rosnando para o dono ou brincando de cabo de guerra. Contudo, segundo especialistas, o comportamento do dono nessa frase é crucial pois 99% dos problemas que estes tem com seus cães decorrem da falta de imposição de regras nos primeiros meses de vida.

Os especialistas explicam que o comportamento do animal se constrói enquanto ele ainda é filhote e que este é o momento ideal para eliminar maus-hábitos e alinhar seu comportamento, já que até os três meses de idade a memória canina é similar a uma folha em branco.

Confira os cinco erros mais comuns dos proprietários com seus filhotes e dicas para suas respectivas soluções:

1. Falta de um líder: Os cães, por natureza, são animais de matilha e essa, por sua vez, necessita de um líder. Se nenhum morador da casa assumir esse papel, o filhote o assumirá. Portanto, desde os primeiros meses o dono deve se impôr como líder e deixar claro quem comanda o território.

2. Receio de repreender o filhote: Logo nos primeiros dias de vida o filhote não possui experiência prévia para lhe indicar o que seja certo ou errado – o que pode e o que não pode -, por isso é o dono quem deverá ensiná-lo. Não repreendê-lo quando fizer algo incorreto, por exemplo, poderá acarretar problemas futuros. Repreender não significa maltratar, mas sim lhe apresentar uma situação indesejada como conseqüência do que ele fez, desestimulando sua repetição. Pronunciar uma palavra de repreensão em tom firme no momento em que o cão praticar a ação indesejada, como um ‘não!’ enérgico, é um exemplo.

3. Brincadeiras de morder: Dentre as inúmeras brincadeiras que se faz com um cão, muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la, resultando em pequenos cortes e arranhões. A brincadeira, engraçada no início, pode trazer uma série de problemas sociais quando o cão estiver adulto, pois se ele aprende que é permitido morder, provavelmente utilizará dentadas freqüentemente ao longo de sua vida. Para corrigi-lo, pode-se usar uma técnica que consiste em colocar o polegar na língua do cachorro e pressionar até que ele tente empurrá-lo para fora de sua boca. Essa técnica deve ser feita de modo rápido e somente no ato da mordida (jamais deve-se utilizá-la como maneira preventiva). Não se deve esquecer de sempre utilizar a palavra de repreensão enquanto aplica a correção e de não permitir que nenhum outro membro da família ou amigos deixe-se morder. Brinquedos próprios para cães são uma alternativa para suprir esta necessidade.

Muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la… A brincadeira, engraçada no início, pode trazer uma série de problemas sociais quando o cão estiver adulto

4. Falta de controle nos passeios: Para muitas pessoas a hora do passeio é sinônimo de confusão, pois enquanto o dono vai para um lado, o cão puxa para o outro, seja buscando postes, outros animais ou mesmo correndo atrás de carros e motos. Primeiramente só se deve passear na rua com o cão após ele ter tomado todas as vacinas, enquanto isso, segundo comportamentalistas, pode-se acostumá-lo com a coleira folgada algumas horas por dia, dentro de casa. A partir do momento em que o animal puder passear em locais públicos, e o ideal é fazê-lo diariamente, deve-se aumentar o tempo dos passeios de forma gradativa. Sempre que for sair de casa para dar uma volta, a orientação é, primeiramente, colocar guia e coleira adequada ao tamanho do cachorro, posicioná-lo do lado esquerdo e começar a andar levando o cão ao lado. Todas as vezes que ele puxar a guia ou travar deve ser repreendido com as palavras de repreensão e um puxão. Quando o cão andar junto e sem puxar, o dono deve elogiar o animal com palavras ou petiscos, manter a guia folgada e dar comandos que indiquem sincronismo, como, por exemplo, ‘junto!’.

5. Isolamento na hora das refeições: A maioria das pessoas coloca ração para o filhote no pote e sai para fazer outras coisas, deixando-o se alimentar sozinho. Desse modo, o cão aprende que a hora da refeição deve ser um momento solitário e pode reagir agressivamente todas as vezes em que está comendo e alguém chega perto dele ou do próprio pote de ração. Uma dica para evitar essa agressividade desde os primeiros dias de vida é sempre que possível ficar próximo ao filhote durante as refeições, acariciando seu pêlo e colocando a mão no pote de ração do animal enquanto ele se alimenta. Isso fará com que o cão se acostume com a presença humana durante sua alimentação e evitará que, futuramente, o animal avance nas pessoas na hora da comida ou se torne agressivo quando, por algum motivo, o dono precisar manusear seu pote de ração. Caso o filhote rosne ou morda o dono durante esse exercício, é importante que haja repreensão no mesmo instante e até mesmo, se necessário, a retirada da comida. Restabelecida a calma, o proprietário pode devolver o pote para dar continuidade à refeição. Segundo especialistas, essa atitude é fundamental para o cãozinho aprender que o dono é o líder e pode manusear ou simplesmente retirar o alimento a qualquer hora.

Mesmo com essas dicas, é de suma importância que você procure um médico veterinário para realizar um acompanhamento pediátrico com seu filhote. Só assim você garantirá orientação profissional correta, vermifugação e vacinação em dia.

Creche para cães: a solução para pais ocupados e filhos solitários

By Dog Dicas on 11 de outubro de 2010

Creche para cães
Comum na Europa e nos Estados Unidos as creches para cães conquistam os brasileiros (foto: Julián Rodriguez Orihuela / Flickr)

Você sai de casa e ele fica olhando com aquele ar de tristeza ou ansiedade. E apesar de não querer deixar seu cão sozinho sozinho, você não tem escolha, pois precisa trabalhar.

A nossa dica é para você que vive uma situação semelhante: Preparar todas as manhãs uma lancheira, uma bolsa com roupas e esperar o transporte ‘escolar’ chegar já faz parte do cotidiano de donos de cães que trabalham fora e não querem deixar seu melhor amigo sozinho em casa o dia inteiro.

Com origem na Europa e nos Estados Unidos, o serviço de creches para cães, também conhecido como Day Care, já faz parte da realidade de milhares de brasileiros.

O Day Care funciona como uma escola infantil. Um espaço com horários de entrada e saída definidos, monitores, brinquedoteca, local de descanso com almofadas, recreação, banho, escovação de pêlos e dentes, exercícios, piscina e, até mesmo, transporte que busca e deixa o cão em casa.

Nas creches, cães convivem com outros cães (foto: jumping lab)

No primeiro dia de ‘aula’ o proprietário acompanha o cão até a creche para que seja feita a verificação das vacinas e do controle de pulgas e carrapatos do animal, assim como a avaliação de seu temperamento e comportamento em grupo. A separação de cães de diferentes tamanhos varia de creche para creche, assim como a idade mínima para efetuar a matrícula. Mas todas as raças de cães podem frequentar o serviço.

Na maioria das creches o horário de permanência do cão é integral e, para adequar ao horário de trabalho dos donos, existem dois horários de entrada e saída. Caso o proprietário não apareça até o fim do expediente, cobra-se o serviço de hospedagem ou uma diária proporcional, dependendo da creche.

A mensalidade varia de acordo com a quantidade de dias da semana contratados e do local, mas pode-se ter uma base considerando-se 1 salário mínimo por mês para uma freqüência de segunda a sexta-feira e R$ 50,00 para diárias avulsas (exceto feriados e finais de semana). Além disso, o serviço de transporte costuma ser cobrado à parte e o preço também varia.

Além da companhia permanente e das atividades físicas diárias, outra vantagem das creches é ensinar o seu animal a conviver diariamente, de maneira satisfatória, com outros cães, diminuindo assim a agressividade, timidez, medo, tédio e mau comportamento, característicos de cães que crescem isolados.

Para tranqüilizar os proprietários, muitas creches já oferecem uma novidade: o serviço de webcam ao vivo. Os cães podem ser acompanhados por seus ‘pais’, em tempo real, pelo computador, garantindo que o animal está sendo bem cuidado em um ambiente seguro e agradável.

Dica importante
Antes de matricular seu cão numa creche é importante que você faça uma visita ao local e observe os seguintes fatores:

  • Segurança, controle epidemiológico e higiênico do local;
  • Profissionais experientes, treinados e que realmente gostem de cães;
  • Assistência veterinária;
  • Permanência integral dos animais soltos, mas com supervisão;
  • Áreas livres e espaçosas com brinquedos e estruturas em boas condições para recreação e descanso dos animais;
  • Condições e tratamento dos cães no momento da sua visita.

3 regras para a escolha do nome do seu cão

By Dog Dicas on 19 de outubro de 2009

Filhote cachorro
O nome de um cão será pronunciado cerca de 35.000 vezes ao longo da vida (foto: Hungriger Hugo / Flickr)

Esqueça qualquer palavra de comando. A palavra mais importante na vida do seu cão é o seu próprio nome.

Dentre os vários sons emitidos por nós, o nome é o código fonético único, utilizado para identificar o alerta da sua atenção. Seu cão será capaz de detectar sua pronúncia, mesmo em meio aos mais diversos ruídos e sons. E isso será importante, pois você dirá seu nome várias vezes.

Ao longo da vida, um cão é chamado aproximadamente 35.000 vezes. Pense nisso quando for escolher um nome para ele. Você gostaria de ser chamado de ‘Fofucho’ por mais de 10 anos?

Então seguem aqui, 3 regras fundamentais para a escolha de um bom nome.

1. Escolha um nome curto (uma ou duas sílabas)

Um nome curto é mais fácil para o seu cão aprender e lembrar. Quanto mais curto o nome, mais fácil a resposta do seu cachorro. Nomes como ‘Skip’ ou ‘Rock’ são uma boa escolha. São simples, curtos e fáceis para seu cão reconhecer.

Porém se você prefere um nome um pouco maior, vá em frente. Mas evite a todo custo nomes com mais de 3 sílabas. Lembre-se ‘Worcestershire’ pode parecer imponente, mas além de longo e difícil, fará você perder um tempo enorme e valioso até conseguir pronunciá-lo, dando muita margem para dispersão.

2. Não utilize um nome que se pareça com palavras de repreensão

Um cão reconhece seu nome pelo final da palavra. Então se o nome do seu cão for ‘Anão’, ‘João’ ou ‘Tião’, a confusão com a palavra ‘não’ será inevitável. Assim, seu cão associará o chamado do seu nome a uma situação de negação, tensão ou impedimento. O que não é bom.

Também é necessário cuidado com nomes que se pareçam com comandos, como por exemplo ‘senta’, ‘deita’, ‘pega’, etc. Ou ainda, com palavras muito comuns, o que fará seu cão perder o estalo da resposta pela quantidade de vezes em que o som do seu nome foi emitido em vão.

3. Não utilize um nome que ridicularize o seu cão

Não faça as pessoas julgarem seu cão. Alguns proprietários não consideram a importância dessa regra. Mas se as pessoas ouvirem você chamar o seu cão pelo nome de ‘Boboca’, imediatamente farão um julgamento inconsciente sobre a personalidade dele. E apesar do cão não entender o significado da palavra ‘Boboca’, certamente entenderá o sentimento de ridicularização sobre ele.

Lembre-se: É preciso que além de entendê-lo como um chamado particular, o cão goste do seu nome e das consequências de sua pronúncia.

Depois de ter escolhido o nome, uma boa dica é testá-lo. Experimente-o por um dia ou dois. Você saberá imediatamente se é um nome sustentável, ou não.

Alimentação e nutrição do cão

By Fernanda Martins on 19 de outubro de 2009

Quem nunca ficou tentado em dividir a comida com seu cão? Essa vontade sempre aparece quando vemos aqueles olhos pedintes. Mas cuidado! Os cães possuem características metabólicas e fisiológicas próprias e reagem de maneira diferente aos alimentos que nós consumimos. Um exemplo de efeitos nocivos causados por nossos alimentos nos cães é o chocolate. Ele contém uma substância chamada Teobromina (composto da família da cafeína) que, no cão, pode causar intoxicação ou até mesmo matá-lo.

A alimentação tem influência direta nos cães, agindo de forma diferente, em cada etapa da sua vida. Vamos a elas:

Para os filhotes é de extrema importância a ingestão de colostro nas primeiras 24 horas de vida. Ele contém os anticorpos maternos que os protegerão contra infecções nas suas primeiras semanas de vida. Os filhotes devem mamar de quatro a seis vezes por dia. Com três a quatro semanas eles já começam a se interessar por alimento sólido e iniciam o desmame. Atenção pois o desmame não deve ser feito antes de completarem 40 dias de vida. Devido ao seu desenvolvimento acelerado, os filhotes possuem aproximadamente o dobro das necessidades energéticas de um adulto. Também precisam de mais proteínas, e, segundo a Association of American Feed Control Officials (AAFCO), em condições normais não se deve oferecer uma dieta com quantidades excessivas de cálcio e fósforo, pois as rações comerciais para filhotes já contém a quantidade necessária desses elementos.

Para os filhotes a dica é que, nos seis primeiros meses, os cãezinhos precisam de três a quatro refeições por dia, pois é nesse período que ocorre o crescimento mais rápido e aumentam as necessidades de nutrientes e energia. A partir dos seis meses, as necessidades diminuem à medida que o crescimento se torna mais lento, e apenas duas refeições por dia são suficientes.

O adulto necessita de uma dieta equilibrada e nutricionalmente completa para suprir suas necessidades diárias (dieta de manutenção). O alimento, ração ou comida caseira, deve ser balanceado para que não haja risco de obesidade ou deficiência de algum elemento.

Ração comercial (foto: stock.xchng)
Ração comercial (foto: stock.xchng)

A dica mais importante para os adultos é observar a quantidade de ração que deve ser consumida diariamente, seguindo a recomendação do fabricante fornecida na embalagem, de acordo com a raça ou tamanho do cão. Se o alimento fica disponível ao cão durante todo o dia, é mais difícil saber precisamente o quanto está sendo ingerido. Nos casos de acesso livre à comida, alguns cães podem ficar obesos, e outros podem ficar subnutridos, principalmente se houver relações de competição e/ou dominância com outros cães no mesmo ambiente.

No animal idoso a taxa metabólica é menor e as necessidades energéticas diminuem cerca de 30 a 40%. Nessa fase, o alimento deve ser de fácil digestão e com proteínas de alta qualidade. Existem no mercado diversos tipos de rações específicas que atendem todas as exigências dessa faixa etária. Se houver alguma enfermidade, uma ração terapêutica deve ser fornecida.

Para os idosos as dicas mais importantes são: prevenir a obesidade usando um esquema de alimentação em quantidades controladas; estabelecer exercícios moderados e regulares; e ter cuidado maior com os dentes e gengivas.

Situações especiais da vida do cão:

Gestação: nessa fase devem ser oferecidas refeições com alta digestibilidade, ricas em energia e nutrientes. Vale lembrar a importância de não superalimentar as cadelas prenhes, pois excesso de comida pode gerar filhotes pesados e problemas na hora do parto. O acréscimo de peso ao final da gestação deve ser de 15-25%. Após o parto a cadela deve ter 5-10% além do seu peso normal, para passar pelo desafio da amamentação sem que haja perda acentuada de peso. A dica para a gestação é que, até a quinta ou sexta semana não se deve aumentar a quantidade de comida, e no fim da gestação, a cadela deve comer várias pequenas porções ao longo do dia, uma vez que os fetos já estão grandes e ocupam bastante espaço na cavidade abdominal. Não estranhe se a cadela só quiser se alimentar 12 horas após o parto, este é um comportamento normal.

Amamentação: o fator nutricional mais importante é um suporte energético adequado para que haja produção suficiente de leite sem acarretar grande perda de peso e, ingestão de água para assegurar o volume de leite produzido. A dica durante a lactação é oferecer uma quantidade duas a três vezes maior de alimento para suprir o aumento da necessidade energética. Nesse período a dieta deve ser rica em nutrientes e altamente digestiva. O alimento deve ser oferecido várias vezes ao dia, ou deixar que a cadela tenha acesso livre à comida. Quando os filhotes começarem a comer alimentos sólidos, a quantidade de comida oferecida à mãe pode ser gradualmente reduzida.

No dia-a-dia apressado em que vivemos uma boa opção de alimentação para os cães são as rações comerciais, pois contém os nutrientes necessários nas quantidades corretas, além de serem muito práticas. Atualmente no mercado pet existem vários tipos de rações para diversas finalidades e fases da vida do cão, até mesmo para aqueles que precisam de dietas especiais, como nos casos de alergias alimentares ou problemas hepáticos e cardíacos. Para o cão, a hora da alimentação é um momento de socialização uma vez que seus ancestrais caçavam e se alimentavam em grupo. Aproveite esse momento para aumentar e melhorar a interação e amizade com seu cão. Lembrando que os petiscos e “agradinhos” devem ser específicos para cães e que não podem ser oferecidos em excesso e sim como recompensa!

Cuidados antes do primeiro passeio do filhote

By Fernanda Martins on 10 de outubro de 2009

Chegou um filhote na família e você está ansioso para sair, passear a apresentá-lo a todos, não é? Porém logo surge uma pergunta: quando seu novo amigo poderá sair para passear? Vejo muitos clientes com essa dúvida, principalmente aqueles que nunca tiveram cães.

A regra é que o filhote só poderá sair para passear após terem sido aplicadas todas as vacinas. Sim, todas! Antes que isso ocorra, o cãozinho não está totalmente protegido contra as doenças que elas evitam. Se, durante o período entre as doses das vacinas, os filhotes forem expostos a animais doentes ou circularem em locais onde estes animais estiveram, eles poderão se infectar. Por isso, aconselho que nessa primeira fase da vida do seu cão, as saídas devam ser apenas para ir ao veterinário e preferencialmente no colo. Também oriento meus clientes a terem um cuidado importante em casa: evitar que o filhote, que adora roer tudo, morda ou brinque com sapatos que vieram da rua porque podem estar contaminados. Evite também contato do seu filhote com outros cães que não sejam vacinados.

De maneira geral, utilizo na minha rotina clínica o seguinte protocolo de vacinação: A vacina múltipla (que protege contra as principais doenças infecciosas do cão) é dada em três doses, sendo a primeira aplicada entre 45 a 60 dias de vida. As doses seguintes serão feitas 30 e 60 dias após a primeira. A partir dos 4 meses deve ser dada a vacina contra a raiva, em uma única dose. Além dessas, existem outras vacinas que também devem ser administradas, como a vacina contra tosse dos canis e a vacina contra Giardia.

Consulte o médico veterinário para que ele faça um esquema de vacinação ideal para seu filhote e lembre-se de que após completar o calendário, as vacinas terão repetição anual (um ano após a última dose).

Se o seu filhote for mais velho e estiver fora desse protocolo geral de vacinação, a minha recomendação é administrar duas doses da vacina múltipla, com 30 dias de intervalo entre elas, e uma dose da vacina contra raiva. O mesmo procedimento vale para os cães que são adotados adultos. Em ambos os casos, refiro-me aos cães que não possuem histórico de vacinação comprovado.

Um outro detalhe importante que nunca deixo de mencionar é, que além das vacinas, os cãezinhos também precisam ser vermifugados. Assim como as vacinas, os vermífugos (remédios que matam os vermes) devem ter três administrações: aos 30, 45 e 60 dias de idade. Depois das doses iniciais, o vermífugo deve ser repetido, pelo menos, a cada 4 meses durante toda a vida do cão.

Enquanto os passeios não acontecem, uma dica é acostumar seu filhote com a coleira, pois muitos estranham aquela “coisa” no pescoço nas primeiras saídas. Coloque a coleira e passeie dentro de casa mesmo. Faça brincadeiras e dê petiscos para que ele associe a coleira a coisas boas e goste de usá-la.

Completado o calendário de vacinação e vermifugação você e seu cão poderão, com segurança, sair e se divertir bastante!

Bom passeio!

A idade do seu cão

By Dog Dicas on 17 de julho de 2009

Você já deve ter ouvido que cada ano de vida de um cão equivale a sete anos de um ser humano. Pois esta afirmação não está correta. A análise da idade do cachorro, em termos de evolução de etapas da vida (juventude, maturidade, velhice, etc), depende de outros fatores além da passagem de tempo.

Raças grandes, por exemplo, vivem menos enquanto raças menores, vivem mais. Um yorkshire com 8 anos é um cão adulto (equivalente a um homem de 46 anos), enquanto um dogue alemão com a mesma idade já é um cão idoso (equivalente a um homem de 75 anos!).

Conhecer estas correlações nos ajuda a entender o comportamento dos nossos animais. Veja aqui uma interessante tabela com a equivalência (aproximada) entre a idade dos cães e a do homem.

Idade canina tabela
Tabela comparativa idade cães e humanos (foto: DogDicas)