Enterrando ossos

By Dog Dicas on 28 de setembro de 2009

Cão enterrando ossos
Cão com osso – um comportamento ancestral (foto: Carrie Cizauskas)

Apesar da domesticação, o cão continua a ser o mesmo carnívoro que seus parentes selvagens (lobos e chacais) são, conservando diversos instintos de seus ancestrais, como enterrar ossos quando saciados. Os lobos pegavam a presa, comiam parte dela e depois enterravam o que restava para se alimentar novamente quando sentissem fome.

Dos alimentos enterrados, eles ainda retiravam nutrientes para o seu crescimento e manutenção, pois ossos e cartilagens possuem cálcio, mineral necessário para a formação dos dentes, ossificação, crescimento, atividade muscular, reprodução, etc.

Os cães domésticos não enterram mais comida, mas ainda escondem e enterram seus ossos e pertences. Isso pode ser visto também quando eles guardam seus objetos pessoais, como brinquedos e roupas.

Embora seja natural para o cão enterrar ossos, muitos proprietários não o permitem já que em alguns casos isso danifica seu jardim, ou área de lazer, além de aumentar a agressividade do cão na proteção do local onde os escondeu. Uma criança, por exemplo, pode ser atacada simplesmente por chegar próximo a área protegida.

Uma dica para quem quer preservar o seu jardim: se seu cachorro adora fazer buracos para enterrar ossos ou se refrescar, construa um pequeno tanque de areia em uma parte isolada. Assim ele pode cavar a vontade sem acabar com a sua grama.

Terrier – o que significa?

By Dog Dicas on 22 de julho de 2009

Bull terrier
Terriers eram usados para caçar ratos sob a terra e competiam em eventos de extermínio (foto: me’nthedogs / Flickr)

Bravos, resistentes e com forte e energética personalidade. Terriers se refere a um grupo de raças de cães produzidos para caça e matança (diferente dos retrievers, que foram produzidos para a recuperação da caça abatida).

Sua origem remonta as ilhas britânicas onde eram usados para caçar raposas, fuinhas, e ratos sob a terra (a palavra terrier vem do Francês Médio ‘terrier’ e anteriormente do latim, ‘terra’), chegando a competir em eventos de extermínio de poços de ratos onde o cão mais rápido em matar os roedores vencia.

Existe o registro de uma bull terrier chamada Jenny Lind que foi desafiada a matar quinhentos ratos em menos de três horas. Ela completou o trabalho em uma hora e trinta e seis segundos (!).

Hoje, contudo, a maioria dos terriers são utilizados como cães de companhia. São leais e afetuosos com seus donos mas sua personalidade forte exige pulso firme.

Os terriers podem ser divididos em grupos de caça ou de trabalho, show terriers, toys (yorkshire) e fighting (bull terrier, pit bull terrier, etc).

Destaque para o terrier brasileiro, resultado da cruza entre cães europeus (trazidos para o Brasil pelos jovens que voltavam de seus estudos na Europa) e os cães nacionais.

Poodles, em busca da caça… e das trufas

By Dog Dicas on 17 de julho de 2009

Poodle DogDicas
Poodles eram usados para caçar trufas (foto: Matthew Fournier / Unsplash)

O poodle é um dos cães mais procurados para companhia doméstica. Mas você sabia que devido ao seu excelente faro ele era usado para buscar aves abatidas na caça e localizar trufas (aqueles cogumelos que ficam alguns metros debaixo da terra)?

Além disso, a tosa tradicional em forma de bracelete nas pernas tem sua origem nas caçadas na neve, onde a maioria do pelo era tosado baixo para facilitar a natação. Juntas, pulmões, coração e rins eram mantidos com pelo alto para protegê-lo contra o frio.

Já o famoso pompom no fim do rabo seria uma espécie de “bandeira” para ser avistada pelos donos, durante seus mergulhos no fundo da água.

Hoje existem vários métodos de tosa para poodles, mas em competições apenas três tipos são aceitos: o “corte de filhote” (para cães com até um ano), o “corte continental” ou “corte de leão” (com a inconfundível juba) e a “tosa inglesa de sela” (com braceletes nas pernas).