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	<title>DogDicas &#187; Veterinanda</title>
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	<description>A DogDicas é uma revista online e gratuita, sobre cães e o universo canino. Em nosso site são publicadas semanalmente, notícias, idéias e dicas para melhorar a vida e o relacionamento com seu cão, sempre através de uma leitura simples, rápida e agradável.</description>
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		<title>Prato principal: cachorro</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 21:55:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Martins</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu, como o país inteiro, fiquei perplexa com a descoberta do abatedouro clandestino de cães em São Paulo na semana passada. O casal dono do local foi detido pela polícia por possuir um abatedouro nos fundos de uma borracharia, onde os cães recolhidos da rua eram mantidos em regime de engorda, depois mortos a machadadas e a carne vendida para restaurantes orientais. Em média eram vendidos 10 animais por semana e, como o abatedouro funcionava há cerca de 3 anos,  mais de 1400 cachorros foram mortos pelo casal.</p>
<p>Nas culturas orientais, o consumo de carne de cachorro é comum, mas para nós ocidentais é um hábito que causa, no mínimo, estranhamento. No Brasil, por lei, não é permitido matar e comer animais domésticos, como cachorro e gato.  E ainda, segundo a lei estadual 11.977, os &#8220;animais domésticos, aqueles de convívio do ser humano, dele dependentes, e que não repelem o jugo humano&#8221; não podem ser criados para o consumo. A lei também proíbe &#8220;a prática de sacrifício de cães e gatos em todos os Municípios do Estado, por métodos cruéis (&#8230;) e qualquer outro procedimento que provoque dor, estresse ou sofrimento&#8221;. Assim, o casal será acusado por crimes contra o meio ambiente, maus-tratos a animais, crimes contra o consumo e formação de quadrilha.</p>
<p>O consumo dessas carnes traz risco à saúde, uma vez que os animais eram capturados nas ruas e poderiam estar contaminadas por doenças transmissíveis ao homem (zoonoses). As carnes apreendidas no abatedouro e nos restaurantes serão analisadas pela Vigilância Sanitária, que também fará exames de DNA para confirmar a que espécies essas carnes pertencem. Qualquer alimento de origem animal deve sofrer fiscalização sanitária, e, de acordo com o decreto n° 30.691 de 29 de março de 1952 (Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal), a fiscalização deve ser realizada não só antes ou após o abate, mas também em todo o percurso que a carne percorre até o seu destino. Portanto toda carne sem fiscalização, sendo de cachorro ou de outro animal, pode trazer risco à saúde humana.</p>
<p>Deixando de lado as questões sanitárias, um fato nesse caso foi positivo. Finalmente as autoridades brasileiras agiram contra os maus-tratos a cães. Enquanto em outros países existe uma polícia que trabalha somente investigando crimes contra animais, os chamados “animal cops”, aqui no Brasil infelizmente isto está longe de acontecer. Apesar de serem ações tomadas por se tratar de uma carne que pode afetar a saúde pública, de fato houve uma mobilização por parte das autoridades. Quem sabe isto não se torne uma realidade aqui no Brasil e os crimes contra animais, de qualquer espécie, sejam sempre punidos?</p>
<p>Antes de me despedir, gostaria de deixar uma questão a ser refletida. Por que o consumo da carne de cachorro causa espanto e o de outras espécies não? Outros animais, como suínos, bovinos e aves, são abatidos diariamente e fazem parte da alimentação humana sem causar nenhuma repulsa. Por que o abate desses animais, que nem sempre é feito de maneira &#8220;correta&#8221;, não causa, na maioria das pessoas, o mesmo sentimento que gerou o abate daqueles cães? Será que um dia esses “animais de produção” serão criados, mantidos e abatidos de uma forma que seja realmente humanitária? Eu, particularmente, torço para que esse dia chegue em breve, não só no Brasil, mas em todos os países do mundo.</p>
<p>Boa semana!</p>


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		<title>Ivermectina &#8211; o que é?</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 03:14:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Veterinanda]]></category>
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		<description><![CDATA[Na rotina clínica, frequentemente uso a Ivermectina para tratamento de algumas parasitoses. Como seu uso é diversificado e existem a vários mitos que cercam esse medicamento, muitos clientes ficam em dúvida a respeito dele. Algumas coisas ditas sobre ela são verdadeiras e outras não. Portanto, meu objetivo é esclarecer o que é Ivermectina, para que [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Na rotina clínica, frequentemente uso a Ivermectina para tratamento de algumas parasitoses. Como seu uso é diversificado e existem a vários mitos que cercam esse medicamento, muitos clientes ficam em dúvida a respeito dele. Algumas coisas ditas sobre ela são verdadeiras e outras não. Portanto, meu objetivo é esclarecer o que é Ivermectina, para que deve ser usada e quais as suas contra-indicações.</p>
<p>A Ivermectina é uma substância produzida por um fungo chamado <em>Streptomyces</em>, e é usada em animais e em humanos. Ela atua contra alguns vermes (anti-helmíntica) e contra ectoparasitas (ácaros, carrapatos, larvas de moscas e piolhos).  É comercializada com diversos nomes e usada sob a forma injetável e oral. Seu uso é prático, eficaz e a duração dos seus efeitos é relativamente longa, permanecendo por certo tempo no organismo do animal. Geralmente uma dose se mantém efetiva por duas a quatro semanas.</p>
<p>A Ivermectina pode causar intoxicação. Isto pode ocorrer quando a dose é grande o suficiente para penetrar na barreira hemato-encefálica, ou seja, ultrapassar a barreira que protege o sistema nervoso central (encéfalo) de certas substâncias que estão circulando no sangue do animal. Filhotes com menos de 6 semanas de vida e cães idosos são mais sujeitos à intoxicação do que os adultos. Algumas raças são predispostas à intoxicação por Ivermectina, como Collie, Pastor Alemão, Pastor de Shetland, Pastor Australiano, Setters, Old English Sheepdog e seus cruzamentos. Isto se deve à deficiência de uma enzima que atua limitando a concentração da droga no sistema nervoso. Nessas raças a Ivermectina pode causar ataxia, tremores, desorientação, hiperestesia, hiperreflexia, hipersalivação, midríase, depressão, cegueira, coma e morte do animal.</p>
<p>A indicação para o uso de Ivermectinas inclui o combate a:</p>
<ol>
<li><strong>Ácaros:</strong> sarna demodécica, sarna sarcóptica, sarna notoédrica (felina), otocaríase (sarna de ouvido);</li>
<li><strong>Nematódeos:</strong> <em>Toxocara sp</em> (larva migrans visceral e ocular em humanos), <em>Ancylostoma sp</em> (larva migrans cutânea);</li>
<li><strong>Infestações de carrapatos;</strong></li>
<li><strong>Larvas de moscas</strong> (miíases ou “bicheiras”);</li>
<li><strong>Alguns piolhos;</strong></li>
<li><strong>Profilaxia e tratamento de dirofilariose</strong> (verme do coração de cães) – aprovado pela FDA (Food and Drog Administration) &#8211; os cães devem ser testados para <em>Dirofilaria</em> antes de começarem o uso da ivermectina.</li>
</ol>
<p>Lembrando que o seu uso deve sempre ser feito sob prescrição do médico veterinário, que irá ajustar a dosagem e determinar a freqüência de aplicação da droga de acordo com o caso clínico e as condições do animal.</p>


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		<title>Cuidados antes do primeiro passeio do filhote</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 04:20:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegou um filhote na família e você está ansioso para sair, passear a apresentá-lo a todos, não é? Porém logo surge uma pergunta: quando seu novo amigo poderá sair para passear? Vejo muitos clientes com essa dúvida, principalmente aqueles que nunca tiveram cães.
A regra é que o filhote só poderá sair para passear após terem [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou um filhote na família e você está ansioso para sair, passear a apresentá-lo a todos, não é? Porém logo surge uma pergunta: quando seu novo amigo poderá sair para passear? Vejo muitos clientes com essa dúvida, principalmente aqueles que nunca tiveram cães.</p>
<p>A regra é que o filhote só poderá sair para passear após terem sido aplicadas todas as vacinas. Sim, todas! Antes que isso ocorra, o cãozinho não está totalmente protegido contra as doenças que elas evitam. Se, durante o período entre as doses das vacinas, os filhotes forem expostos a animais doentes ou circularem em locais onde estes animais estiveram, eles poderão se infectar. Por isso, aconselho que nessa primeira fase da vida do seu cão, as saídas devam ser apenas para ir ao veterinário e preferencialmente no colo. Também oriento meus clientes a terem um cuidado importante em casa: evitar que o filhote, que adora roer tudo, morda ou brinque com sapatos que vieram da rua porque podem estar contaminados. Evite também contato do seu filhote com outros cães que não sejam vacinados.</p>
<p>De maneira geral, utilizo na minha rotina clínica o seguinte protocolo de vacinação: A vacina múltipla (que protege contra as principais doenças infecciosas do cão) é dada em três doses, sendo a primeira aplicada entre 45 a 60 dias de vida. As doses seguintes serão feitas 30 e 60 dias após a primeira. A partir dos 4 meses deve ser dada a vacina contra a raiva, em uma única dose. Além dessas, existem outras vacinas que também devem ser administradas, como a vacina contra tosse dos canis e a vacina contra <em>Giardia</em>.</p>
<p>Consulte o médico veterinário para que ele faça um esquema de vacinação ideal para seu filhote e lembre-se de que após completar o calendário, as vacinas terão repetição anual (um ano após a última dose).</p>
<p>Se o seu filhote for mais velho e estiver fora desse protocolo geral de vacinação, a minha recomendação é administrar duas doses da vacina múltipla, com 30 dias de intervalo entre elas, e uma dose da vacina contra raiva. O mesmo procedimento vale para os cães que são adotados adultos. Em ambos os casos, refiro-me aos cães que não possuem histórico de vacinação comprovado.</p>
<p>Um outro detalhe importante que nunca deixo de mencionar é, que além das vacinas, os cãezinhos também precisam ser vermifugados. Assim como as vacinas, os vermífugos (remédios que matam os vermes) devem ter três administrações: aos 30, 45 e 60 dias de idade. Depois das doses iniciais, o vermífugo deve ser repetido, pelo menos, a cada 4 meses durante toda a vida do cão.</p>
<p>Enquanto os passeios não acontecem, uma dica é acostumar seu filhote com a coleira, pois muitos estranham aquela “coisa” no pescoço nas primeiras saídas. Coloque a coleira e passeie dentro de casa mesmo. Faça brincadeiras e dê petiscos para que ele associe a coleira a coisas boas e goste de usá-la.</p>
<p>Completado o calendário de vacinação e vermifugação você e seu cão poderão, com segurança, sair e se divertir bastante!</p>
<p>Bom passeio!</p>


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