Retriever – O que significa?

By Dog Dicas on 6 de outubro de 2020

Labrador retriever com a caça
Labrador retriever retornando com a caça (foto: deingel)

Você deve conhecer as raças golden retriever, labrador retriever e outros ‘retrievers’. Porém, o que talvez você não saiba é que o termo retriever se refere a uma subdivisão funcional dos cães de caça que designa os cães ‘recuperadores de caça’. Explicamos: Dentre o grupo dos cães de caça existe uma categoria chamada gundogs (cães que auxiliam os caçadores a encontrar e recuperar a caça). Nesta categoria encontram-se três classificações principais: retrievers, spaniels e pointers.

Os retrievers foram produzidos para o resgate de caças e pássaros abatidos, devolvendo-os ao caçador sem causar danos a elas. Para funcionar adequadamente como um gundog desta finalidade, um retriever deve ser treinado em tarefas como controle frente ao tiro, marcação do local de queda da caça, sacudidela somente após comando (sacudida que os cães dão para secarem, após entrar em um lago ou rio), e assim por diante. Além disso, deve-se observar traços de formação como obediência, instinto, memória, olfato, boca macia, resistência, socialização, entre outros.

Embora os spaniels, pointers e outras raças também sejam usados como gundogs, são os retrievers que se distinguem dos outros pela recuperação sem danos como função principal. Como consequência, as raças retriever possuem ‘bocas macias’ e uma disposição natural para o aprendizado e a obediência. Uma boca macia é um termo que se refere a disposição do cão em carregar a caça sem mordê-la ou danificá-la, enquanto que uma boca dura é o inverso, constituindo-se em falha grave em um cão de caça e algo difícil de corrigir. Um cão agressivo pode danificar a caça.

Essas características, associadas a gentileza e a facilidade para o treinamento fizeram dos retrievers os populares cães de companhia que você conhece hoje. Seu desejo de agradar, sua natureza paciente e a capacidade de treinamento tornaram raças como o labrador retriever e o golden retriever famosos como cães de assistência para deficientes físicos e sua excelente reputação os colocaram entre os 10 melhores cães para crianças e famílias em todo o mundo.

Golden retriever caçando
Golden retriever em ação. Retrievers possuem bocas macias (foto: xan latta / Flickr)

Raças retriver

  • Chesapeake Bay Retriever
  • Curly Coated Retriever
  • Flat Coated Retriever
  • Golden Retriever
  • Labrador Retriever
  • Nova Scotia Duck Tolling Retriever

Habilidades de um retriever para caça

Para realizar as funções de um cão de caça, um retriever deve ser treinado para realizar as seguintes tarefas:

Permanecer sob controle: em seus países de origem os retrievers são normalmente usados para caça de aves aquáticas. Uma vez que a maioria das caças às aves aquáticas emprega o uso de pequenos barcos em condições de inverno, os retrievers são treinados para permanecerem parados, sentando-se calmamente e em silêncio até serem enviados para resgate. Isso é conhecido como “estabilidade”. A estabilidade ajuda a evitar um emborcamento acidental, atrapalhando a pontaria do caçador ou até um possível disparo. Um cão estável também é mais capaz de “marcar” a caça abatida e seu local de queda.

Marcar local da queda: a marcação é o processo de observar a queda de um pássaro ou vários pássaros. Quando o comando é dado, o cão deve olhar para os pássaros e lembrar onde cada um deles caiu. Retrievers bem treinados são ensinados a acompanhar a direção que o cano da arma está apontando para marcar os pássaros.

Recuperar às cegas: às vezes, um cão não verá a caça caiu, então os retrievers são treinados para receber comandos de mão, voz e apito do condutor, direcionando-o para o local. Isso é chamado de “recuperação cega”. A precisão entre o cão e o condutor é extremamente importante para minimizar o tempo de recuperação e limitar a perturbação do entorno.

Entregar na mão: embora alguns caçadores prefiram que um pássaro seja entregue a seus pés, a maioria exige que o cão entregue a caça em suas mãos. Ou seja, uma vez que o cão tenha concluído a recuperação, ele segurará o pássaro com cuidado até ser instruído a entregá-lo. A entrega em mãos reduz o risco de fuga de um pássaro ainda vivo.

Honrando: Ao caçar com vários cães, um retriever precisa permanecer sob controle enquanto os outros cães trabalham, aguardando a sua vez. Esta é uma das razões pelas quais muitos treinadores usam o nome do cão como o comando para recuperar a caça.
Agitar sob comando: após pegar a caça um cão bem treinado não sacudirá a água de seu pelo até que receba um comando. Isso porque, como visto, há risco de virar pequenos barcos ou, na melhor das hipóteses, respingará no caçador e seus equipamentos. Além disso, um cão sacudindo enquanto ainda segura a caça na boca poderá danificá-la. Por isso, há um comando distinto para liberá-los para sacudir.

Características naturais

Embora a maioria dos retrievers tenha a capacidade bruta de ser treinada para atuar como um cão de caça, há um empenho geral na criação de linhagens que já apresentem características genéticas específicas que melhoram o processo de treinamento. Algumas dessas características são:

Conformidade: Como desenvolver um retriever treinado, capaz de realizar as tarefas descritas acima, requer uma quantidade significativa de tempo e esforço, um recuperador inteligente, controlável e com facilidade ao aprendizado (para receber e entender comandos) é de extrema importância.

Desejo e impulso: Denotam o desejo, quase obsessivo, de resgate de itens (inclusive enfrentando obstáculos significativos para isso), incluindo um interesse natural e excepcional por pássaros, penas de pássaros e cheiro de pássaros – característica denominada “birdiness”.

Marcação e memória: Como a visão e a percepção de profundidade e memória são de suma importância para a habilidade de um cão em marcar uma caça abatida e lembrar-se do local, um bom retriever nasce com essas ferramentas brutas.
Visão, lembrança e percepção de profundidade.

Olfato: Um bom retriever usa seu olfato para encontrar a caça abatida em cobertura pesada e, ao mesmo tempo, destrincha o campo para localizar e fazer voar aves de caça.

Boca macia: Um cão de boca macia pega e segura a caça suavemente, mas com firmeza na recuperação. Cães que deixam cair pássaros, trituram, mastigam ou até comem os pássaros antes de entregá-los não são desejáveis. Embora o treinamento possa superar a maioria destes problemas, um cão com uma boca inerentemente macia é preferido ao iniciar o processo de treinamento.

Resistência: A caça de aves aquáticas é um esporte de clima frio, praticado em uma ampla variedade de locais e condições; desde florestas densas e inundadas, a lagoas geladas e cobertas de gelo até mares frígidos. Um bom retriever entra voluntariamente na água para resgates sob essas e outras condições extremas.

Por isso, se seu retriever naturalmente se sentir compelido a correr atrás de pássaros, entrar na água e trazer itens até você, saiba que isso faz parte da sua natureza.

7 raças de cães indicadas para crianças

By Dog Dicas on 18 de dezembro de 2012

Criança cachorro sofá DogDicas
Algumas raças são mais indicadas ao convício com crianças (foto: fotomircea / Depositphotos)

Existem raças de cães mais adequadas para famílias com crianças. Estas são as raças que são inteligentes, afetuosas e com um algum nível de atividade diária. A personalidade do cão deve ser suave e o tamanho do cão também é importante – cães maiores podem ser mais tolerantes e resistentes aos ‘testes infantis’ enquanto os menores podem ser mais frágeis. Se você tem, ou terá, crianças em casa e está planejando também ter um cão, nós sugerimos cinco raças para este ambiente:

Labrador
Brincalhão e amoroso. É uma raça companheira que adora crianças e suas brincadeiras.

Boxer
Grande, doce e paciente, o boxer é conhecido como o “cachorro das crianças”.

Pastor alemão
O pastor é um cão de maior porte, mas, apesar de seu tamanho, ele é um animal de estimação afetuoso, leal e protetor da família. Características adequadas para casas com crianças.

Golden Retriever

Golden retrievers são gentis na natureza e são também muito inteligente, de modo que não vai bem com as famílias com crianças de todas as idades.

Beagle
O beagle é um cão ativo e brincalhão que acompanhará o ritmo da criança. Adoram brincadeiras, são sociáveis e protetores. Além de geralmente se darem bem com outros animais.

Collie
Um cão educado, fácil de ser treinado e ligado a família.

Shih-tzu
Os shih-tzus são cães gentis que adoram humanos. São amigáveis e adaptáveis a casa e aos moradores.

A inteligência dos cães em 6 graduações

By Dog Dicas on 15 de agosto de 2012

Pastor alemão inteligência DogDicas
(foto: Lesly Juarez / Unsplash)

Quem tem cachorro em casa sabe o quanto esses seres são inteligentes e afetuosos. Além de reconhecer o dono, são capazes de aprender diversos truques “só faltando falar”, dizem os donos. Quem se lembra da collie Lassie e do pastor alemão Rin-tin-tin sabe que esses animais podem realizar feitos incríveis. Isso sem falar nos formidáveis cães-guia, capazes de guiar cegos pelas caóticas cidades modernas.

Mas você já parou para pensar qual é a raça canina mais inteligente? Foi pensando nisso que o professor de psicologia da Universidade da Columbia Britânica e também treinador e especialista em comportamento canino, Stanley Coren, resolveu fazer um ranking das raças mais inteligentes. O resultado está em seu livro, ‘A inteligência dos cães’.

Porém antes de ver essa lista é preciso saber que inteligência, para Stanley Coren, é a inteligência de obediência e capacidade de trabalho. Ou seja, a capacidade de responder prontamente aos comandos do dono ou adestrador. Os cães classificados como menos inteligentes apenas não seriam bons em receber ordens. Quer saber como fazer esse teste no seu cão?

Para realizar este trabalho, Coren formulou um questionário que foi respondido por 208 juízes especializados em provas de obediência e de trabalho. O autor de ‘A inteligência dos cães’ fez as seguintes observações sobre a classificação dos cachorros (em uma ordem dos mais inteligentes para os menos inteligentes, segundo Corey):

Graduações de inteligência dos cães

Graduações de 1 a 10 – Correspondem aos melhores cães em termos de inteligência e trabalho. A maioria dos cães destas raças começam a mostrar sinais de compreensão de comandos simples após apenas 5 repetições e não precisam de muita prática para manter esses comandos. Eles obedecem à primeira ordem dada pelo dono ou treinador em cerca de 95% dos casos, e, além disso, eles costumam obedecer a esses comandos apenas alguns segundos depois de solicitado, mesmo que o dono esteja longe fisicamente.

Graduações de 11 a 26 – São excelentes cães de trabalho. Treinamento simples de comandos depois de 5 a 15 repetições. Os cães lembram destas ordens muito bem, embora possam melhorar com a prática. Eles respondem ao primeiro comando em cerca de 85% dos casos, ou mais. Em casos de comandos mais complexos, é possível notar, ocasionalmente, uma pequena demora no tempo de resposta, mas que também pode ser eliminada com a prática destes comandos. Cães deste grupo também podem demorar mais a responder se seus donos ou treinadores estiverem fisicamente distantes.

Graduações de 27 a 39 – São cães de trabalho acima da média. Embora eles demonstrem um entendimento preliminar de novas tarefas simples depois de 15 repetições, em média vão precisar de 15 a 20 repetições antes que eles obedeçam de formas mais imediata. Os cães desse grupo se beneficiam enormemente de sessões extras de treinamento, principalmente no começo da aprendizagem. Depois que eles aprendem e adquirem o hábito do novo comportamento, geralmente eles retêm os comandos com uma certa facilidade. Outra característica destes cães é que eles costumam responder no primeiro comando em 70% dos casos, ou ainda melhor que isso, dependendo da quantidade de tempo investido no treinamento deles. A única coisa que os separa dos melhores cães em obediência é que eles tendem a demorar um pouco mais de tempo entre o comando dado e a resposta. Além disso, eles parecem ter um pouco mais de dificuldade em se concentrar no comando, na medida em que o dono se distancia fisicamente deles. No entanto, quanto maior a dedicação, paciência e persistência do dono ou treinador, maior o grau de obediência desta raça.

Graduações de 40 a 54 – São cães de inteligência de trabalho e obediência intermediária. Durante o aprendizado, eles irão demonstrar sinais rudimentares de compreensão após 15 a 20 repetições. No entanto, para que eles obedeçam razoavelmente serão necessárias de 25 a 40 experiências bem sucedidas. Se forem treinados adequadamente, estes cães irão apresentar boa retenção e eles irão se beneficiar, definitivamente, de todo esforço extra que o dono dispensar durante o período inicial de aprendizado. Na verdade, se este esforço inicial não for aplicado, no início do treinamento, o cão parecerá perder rapidamente o hábito de aprender. Normalmente eles respondem no primeiro comando em 50% dos casos, mas o grau de obediência final e confiabilidade irão depender da quantidade de prática e repetições durante o treinamento. Ele também poderá responder de uma forma consideravelmente mais lenta do que as raças em níveis mais elevados de inteligência.

Graduações de 55 a 69 – São cães cuja capacidade de obediência e de trabalho é apenas razoável. Às vezes é preciso cerca de 25 repetições antes que eles comecem a mostrar algum sinal de entendimento do comando novo e provavelmente serão precisas outras 40 a 80 repetições antes que eles se tornem confiáveis em tal comando. Ainda sim o hábito de obedecer ao comando pode parecer fraco. Se eles não forem treinados várias vezes, com dose extra de persistência, estes cães irão agir como se tivessem esquecido completamente o que se espera deles. Sessões ocasionais de reforço são necessárias para manter a performance do cão num nível aceitável. Se os donos trabalharem apenas o “normal” para manter seus cães treinados, os cães irão responder prontamente no primeiro comando em apenas 30% dos casos. E mesmo assim, eles obedecerão melhor se o dono estiver muito perto deles fisicamente. Esses cães parecem estar sempre distraídos e obedecem apenas quando eles assim desejam.

Graduações de 70 a 79 – São as raças julgadas como as mais difíceis, com o menor grau de inteligência de trabalho e obediência. Durante o treinamento inicial, podem precisar de 30 a 40 repetições de simples comandos antes de mostrarem algum sinal de que fazem idéia do que se trata. Não é raro que esses cães precisem executar mais de 100 vezes um comando antes de se tornarem confiáveis na sua performance.

Veja abaixa uma lista com as raças de cães mais inteligentes (segundo Stanley Coren):

1º – Border Collie
2º – Poodle
3º – Pastor Alemão
4º – Golden Retriever
5º – Dobermann
6º – Pastor de Shetland
7º – Labrador
8º – Papillon
9º – Rottweiler
10º – Australian Cattle Dog
11º – Welsh Corgi (Pembroke)
12º – Schnauzer Miniatura
13º – Springer Spaniel Inglês
14º – Pastor Belga Tervuren
15º – Pastor Belga Groenland, Schipperke
16º – Collie, Keeshond
17º – Pointer Alemão de Pêlo Curto
18º – Cocker Spaniel Inglês, Flat-Coated Retriever, Schnauzer Standard
19º – Brittany
20º – Cocker Spaniel Americano
21º – Weimaraner
22º – Pastor Belga Malinois, Bernese Mountain Dog
23º -Spitz Alemão
24º – Irish Water Spaniel
25º – Viszla
26º – Cardigan Welsh Corgi
27º – Yorkshire Terrier, Chesapeake Bay Retriever, Puli
28º – Schnauzer Gigante
29º – Airedale Terrier, Bouvier de Flandres
30º – Border Terrier, Briard
31º – Welsh Springer Spaniel
32º – Manchester Terrier
33º – Samoieda
34º – Field Spaniel, Terra Nova, Terrier Australiano, American Staffordshire Terrier, Setten Gordon, Bearded Collie
35º – Setter Irlandês, Cairn Terrier, Kerry Blue Terrier
36º – Norwegian Elkhound
37º – Pinscher Miniatura, Affenpinscher, Silky Terrier, Setter Inglês, Pharaoh Hound, Clumber Spaniel
38º – Norwich Terrier
39º – Dálmata
40º – Soft-Coated Wheaten Terrier, Bedlington Terrier, Fox Terrier Pêlo Liso
41º – Curly-Coated Retriever, Irish Wolfhound
42º – Kuvasz, Pastor Australiano
43º – Pointer, Saluki, Finnish Spitz
44º – Cavalier King Charles Spaniel, Pointer Alemão de Pêlo Duro, Black & Tan Coonhound, American Water Spaniel
45º – Husky Siberiano, Bichon Frisé, English Toy Spaniel
46º – Tibetan Spaniel, English Foxhound, Otterhound, American Foxhound, Greyhound, Wirehaired Pointing Griffon
47º – West Higland White Terrier, Deerhound Escocês
48º – Boxer, Dogue Alemão
49º – Daschund, Staffordshire Bull Terrier
50º – Malamute do Alasca
51º – Whippet, Shar-Pei, Fox Terrier Pêlo Duro
52º – Rhodesian Ridgeback
53º – Ibizan Hound, Welsh Terrier, Irish Terrier
54º – Boston Terrier, Akita
55º – Skye Terrier
56º – Norfolk Terrier, Sealyham Terrier
57º – Pug
58º – Bulldog Francês
59º – Griffon de Bruxelas, Maltês
60º – Greyhound Italiano
61º – Chinese Crested
62º – Dandie Dinmont Terrier, Pequeno Basset Grifo da Vendéia, Terrier Tibetano, Japanese Chin, Lakeland Terrier
63º – Old English Sheepdog
64º – Cão dos Pirineus
65º – São Bernardo, Scottish Terrier
66º – Bull Terrier
67º – Chihuahua
68º – Lhasa Apso
69º – Bullmastiff
70º – Shih Tzu
71º – Basset Hound
72º – Mastino Napoletano, Beagle
73º – Pequinês
74º – Bloodhound
75º – Borzoi
76º – Chow Chow
77º – Bulldog
78º – Basenji
79º – Afghan Hound

Cruzamento entre pais e filhotes

By Fernanda Martins on 30 de novembro de 2009

Tenho uma cadela Rottweiler e ela deu cria. Meus filhos estão querendo ficar com um filhote macho mas eu queria saber se quando ele ficar adulto poderá cruzar com a mãe dele e se não haverá problemas.
(Cinobelino Mendes Leal Neto – Teresina / PI)

Não há nenhum impedimento em ter mãe e filho juntos, porém não é recomendável que eles cruzem. Porque se houver cruzamento entre eles, ocorrerá consanguinidade, isto é, cruzamento entre parentes próximos: mãe e filho, pai e filha e entre irmãos.

Este tipo de cruzamento é bastante utilizado pelos criadores com o intuito de aperfeiçoamento das raças, mas ele também traz o grande problema do empobrecimento genético. Pois ao mesmo tempo que fixa qualidades desejáveis, também aumenta as chances de aparecimento de doenças, uma vez que ressalta características recessivas indesejáveis que estavam inaparentes. Ou seja, os genes “ruins” que determinavam a doença estavam encobertos por genes “bons”, que não deixavam que a doença aparecesse.

O mecanismo pelo qual essas doenças surgem, através da consangüinidade, é o seguinte: dois cães irmãos possuem um gene x (x pequeno) que determina uma certa doença. Porém esse gene x está encoberto por um gene X (x grande), que não permite o aparecimento da doença. Se cada um dos irmãos cruzar com um outro cão que não possua esse gene x, a doença não ocorrerá, porque certamente esse gene estará encoberto. Mas, se os irmãos cruzarem entre si, haverá 25% de chance de que os dois genes x se encontrem e de que essa doença ocorra. Logo, o cruzamento entre animais que não são parentes acrescenta genes novos à linhagem e diminui as chances de surgirem doenças hereditárias.

Uma pesquisa realizada pelo Imperial College de Londres mostrou que os cruzamentos entre cães com parentesco próximos são tão comuns em Pugs que os cerca de 10 mil animais registrados na Grã-Bretanha vêm de uma linhagem de apenas 50 indivíduos distintos. O professor de genética do University College of London, Steve Jones, alertou: “Isto é absolutamente insano do ponto de vista da saúde dos animais. Algumas raças estão pagando um preço terrível em termos de doenças genéticas”.

Muitas anormalidades podem ocorrer devido a esse tipo de cruzamento, desde alterações genéticas, como displasias e criptorquidismo (testículo localizado fora da bolsa escrotal), até doenças neurológicas, como epilepsia. É uma pena que muitos criadores se preocupem apenas com o aperfeiçoamento da raça em detrimento à saúde dos descendentes, muitas vezes gerando sofrimento nos animais, não só devido a doenças, mas também por exagero em algumas características. Um exemplo são alguns cães da raça Pug que simplesmente não respiram direito porque possuem focinhos extremamente achatados, prejudicando suas vias respiratórias; ou cadelas de raças mini, como Yorkshire Terrier e Poodle Toy, que por serem muito pequenas, não conseguem ter um parto natural e precisam de intervenção cirúrgica para conseguir dar a luz a seus filhotes.

Portanto, evite cruzar animais que possuem parentesco próximo. Se macho e fêmea parentes morarem no mesmo ambiente, retire o macho do local no período de cio da fêmea, porque os cães sempre tentarão encontrar um jeito de acasalar. Uma medida bem mais eficaz é esterilizá-los, pois dessa forma não haverá sustos. E se a intenção for acasalar os cães, procure um cão que não seja parente, assim haverá maiores chances de nascerem filhotes saudáveis. A variabilidade genética agradece!

Você sabe o que é um pedigree?

By Dog Dicas on 23 de setembro de 2009

Pedigree
Modelo de pedigree emitido pela CBKC – o pedigree é a única garantia de que seu cão pertence a uma determinada linhagem (foto: José Reynaldo da Fonseca)

Pedigree é o certificado de registro (CR) de um animal doméstico, que apresenta suas características genéticas básicas de acordo com a raça, variedade e pelagem (cor e tipo) além da árvore genealógica do animal até a terceira geração.

A palavra pedigree originou-se do francês antigo ‘pied de grue’ (pé de grou), pois o grou deixa uma pegada com três traços para frente e um para trás, semelhante a composição dos genealogistas para representar um registro de ancestralidade nos livros de linhagem.

Inicialmente o pedigree era usado para definir a genealogia de seres humanos, mas a partir de 1.608 começou a ser utilizado para registrar a linhagem de animais.

Atualmente o pedigree é a única garantia de que seu cão pertence a uma determinada linhagem, onde deverão ser registrados seus títulos (se houver), ascendência, linha de sangue ou de criação e demais características. Ele é o documento que deverá ser consultado quando você desejar cruzar seu cão, pois evitará consanguinidade. Além disso, para participação em exposições, o pedigree é obrigatório.

Cães com pedigree são mais caros, porém o pedigree custa muito menos do que alguns maus criadores divulgam e atualmente, para um filhote registrado até noventa (90) dias, o preço está em torno de R$ 30,00 (trinta reais).

Para obter um pedigree é necessário que os pais também o tenham e que o dono da fêmea possua um canil registrado. O documento também serve como título de propriedade.

Para mais informações sobre pedigree e como obtê-lo, entre em contato com a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia).

São bernardo – salvadores sim, mas sem barril

By Dog Dicas on 5 de agosto de 2009

São Bernardo
São Bernardos não usavam barril (foto: Elaine Ashton / Flickr)

A imagem de salvador de viajantes dos cães são bernardo surgiu na Suíça em meados do século XVIII. Foi em Valais, na ‘Pousada do Grande São Bernardo‘, um monastério localizado num dos pontos mais altos das montanhas e passagem obrigatória para os viajantes que cruzavam os Alpes.

Os monges que adestravam os cães como auxiliares em trabalhos domésticos começaram a treiná-los também para guiar os viajantes e buscar vítimas soterradas por avalanches.

Apesar de realmente serem cães de salvamento (ou cães de resgate), os monges negam que qualquer São Bernardo tenha carregado barris em torno do pescoço (freqüentemente vistos nas ilustrações e desenhos animados). Eles acreditam que a origem da imagem do barril é fruto de pinturas da época, mantidas para os turistas. Em especial, uma de 1820 feita por Edwin Landseer

A estratégia de salvamento utilizada pelos São Bernardos envolvia até 4 animais simultaneamente: dois deitavam lado a lado com a pessoa para mantê-la aquecida e um terceiro lambia sua face, tentando reanimá-la, enquanto o quarto cão retornava ao monastério para buscar ajuda.

O mais conhecido desses cães chamava-se Barry, que salvou entre 40 e 100 pessoas durante sua vida.

Um monumento à Barry foi erguido e ele ainda pode ser visto, empalhado, no Museu de História Natural de Berna.

Spaniel – o que significa?

By Dog Dicas on 24 de julho de 2009

Cocker spaniel
Um english springer spaniel em ação (foto: Xan Latta / Flickr)

Os spaniels são um grupo de cães de caça de pêlo sedoso (liso ou ondulado) e longas orelhas. Sua função é, pelo faro, encontrar e ‘desalojar’ aves selvagens como patos, gansos, galinhas e codornas para que o caçador possa abatê-la em pleno vôo*.

Assim que o caçador abate a ave, sua tarefa passa a ser a de procurá-la e trazê-la de volta.

Na idade média os spaniels eram utilizados na falcoaria, desalojando a caça para que o falcão a abatesse. Com o invento das armas de fogo o falcão perdeu sua função, mas os spaniels não.

Não se sabe ao certo a origem da palavra ‘spaniel’. Alguns acreditam ser uma referência à Espanha (de fato há registros deles em toda Península Ibérica, porém, em datas anteriores ao nome ‘Espanha’). Outros acreditam ser uma referência à palavra celta ‘spain’, que quer dizer ‘coelho’, sugerindo uma alternativa à sua função.

Algumas raças de spaniels: cocker spaniel inglês, field spaniel, sussex spaniel, english water spaniel, cocker spaniel americano e springer spaniel inglês.

Spaniels são bastante inteligentes, afetuosos, e obedientes. Qualidades que combinadas com sua beleza, lhe tornam muito desejados como cães de companhia.


(*) Grupo de raças número 8, conforme reconhecimento da Fédération Cynologique Internationale (FCI), Clube Português de Canicultura (CPC) e Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC).

Terrier – o que significa?

By Dog Dicas on 22 de julho de 2009

Bull terrier
Terriers eram usados para caçar ratos sob a terra e competiam em eventos de extermínio (foto: me’nthedogs / Flickr)

Bravos, resistentes e com forte e energética personalidade. Terriers se refere a um grupo de raças de cães produzidos para caça e matança (diferente dos retrievers, que foram produzidos para a recuperação da caça abatida).

Sua origem remonta as ilhas britânicas onde eram usados para caçar raposas, fuinhas, e ratos sob a terra (a palavra terrier vem do Francês Médio ‘terrier’ e anteriormente do latim, ‘terra’), chegando a competir em eventos de extermínio de poços de ratos onde o cão mais rápido em matar os roedores vencia.

Existe o registro de uma bull terrier chamada Jenny Lind que foi desafiada a matar quinhentos ratos em menos de três horas. Ela completou o trabalho em uma hora e trinta e seis segundos (!).

Hoje, contudo, a maioria dos terriers são utilizados como cães de companhia. São leais e afetuosos com seus donos mas sua personalidade forte exige pulso firme.

Os terriers podem ser divididos em grupos de caça ou de trabalho, show terriers, toys (yorkshire) e fighting (bull terrier, pit bull terrier, etc).

Destaque para o terrier brasileiro, resultado da cruza entre cães europeus (trazidos para o Brasil pelos jovens que voltavam de seus estudos na Europa) e os cães nacionais.

O menor cachorro do mundo

By Dog Dicas on 19 de julho de 2009

Tweety Piolin o menor cão do mundo
Tweety Piolin nasceu em janeiro de 2019 (foto: divulgação)

O menor cachorro do mundo se chama Tweety Piolin, O Chihuahua. Pesando 170 gramas e medindo apenas 6,3 centímetros de altura, Tweety (proprietário Vanesa Semler), recebeu o título de Menor Cachorro do Mundo em 18 de julho de 2019, de acordo com a World Record Academy.

O relatório do veterinário Dr. Emir Sanchez do Centro Veterinario Salud Vital, diz:

“Exame físico e medição do paciente Tweety Piolin, saudável, seis meses e meio de idade, Chihuahua, aniversário 01/01/2019, pelagem comprida feminina, cor de chocolate e branco.

Medida 6,3 centímetros de altura e 6 centímetros de comprimento. Peso 170 gramas.

Espera-se que sua linhagem, que vem do titular do recorde anterior (Miracle Millys) continue produzindo os menores filhotes do mundo.

Poodles, em busca da caça… e das trufas

By Dog Dicas on 17 de julho de 2009

Poodle DogDicas
Poodles eram usados para caçar trufas (foto: Matthew Fournier / Unsplash)

O poodle é um dos cães mais procurados para companhia doméstica. Mas você sabia que devido ao seu excelente faro ele era usado para buscar aves abatidas na caça e localizar trufas (aqueles cogumelos que ficam alguns metros debaixo da terra)?

Além disso, a tosa tradicional em forma de bracelete nas pernas tem sua origem nas caçadas na neve, onde a maioria do pelo era tosado baixo para facilitar a natação. Juntas, pulmões, coração e rins eram mantidos com pelo alto para protegê-lo contra o frio.

Já o famoso pompom no fim do rabo seria uma espécie de “bandeira” para ser avistada pelos donos, durante seus mergulhos no fundo da água.

Hoje existem vários métodos de tosa para poodles, mas em competições apenas três tipos são aceitos: o “corte de filhote” (para cães com até um ano), o “corte continental” ou “corte de leão” (com a inconfundível juba) e a “tosa inglesa de sela” (com braceletes nas pernas).