Metas para um novo ano por Cesar Millan

By Dog Dicas on 11 de janeiro de 2011

Cesar Millan em seu habitat (foto: cesarsway.com)

Um novo ano é um grande momento para definir novas metas para si mesmo, sua vida e seu relacionamento com os cães. Por isso, aqui vão algumas dicas de Cesar Millan para você pôr em prática com o seu companheiro e começar bem o seu próximo ano:

Deixe as desculpas de lado e encontre tempo para se dedicar ao seu cão: Ficar menos tempo longe de casa e reservar um tempo maior para seu animal de estimação fará com que você possa melhorar o vínculo com seu cão e fortalecerá ainda mais a sua imagem como o líder do grupo.

Desacelere e viva o momento: Os problemas e a correria do dia-a-dia podem, muitas vezes, nos cegar para as coisas boas em nossas vidas. Mas você não deve se esquecer de participar ativamente da vida de seu cão. Tente não se preocupar com o passado nem com os obstáculos que podem surgir no meio do caminho. Planeje um dia só para você e seu cão. Acorde, sinta-se feliz e dê um passeio para limpar sua mente. Desfrute das paisagens, sons e cheiros do mundo ao seu redor e, é claro, da companhia de seu cão. Afinal, todo mundo merece um pouco de férias. Com organização e dedicação, você poderá incluir no seu dia-a-dia essa atividade com seu cão.

Deixe seu cão ser um cão! Muitos proprietários agem como se seus cães fossem pessoas e pensam que suas mentes e emoções funcionam exatamente como as nossas. Contudo, humanizar um cão causa desequilíbrio e, consequentemente, torna o animal insatisfeito e perturbado. Então, ao invés de tentar fazer de seu cão um humano, dedique-se em conhecê-lo a fundo para saber quem e como ele realmente é. Lembre-se de que, em primeiro lugar, os cães são animais; em segundo, a espécie; em seguida, a raça; e, por último, o nome.

Restabeleça sua conexão com a natureza: Por inúmeros motivos, nós, seres humanos, somos diferentes de qualquer outro ser que vive nesse planeta. Nós temos o poder de racionalização, o que inclui o poder de enganar. Ao contrário dos demais animais, nós devastamos a Terra. Os cães, contudo, são exemplos que deveriam ser seguidos por nós para a salvação do ecossistema. Eles têm o instinto que muitos seres humanos perderam: o contato com a ‘Mãe Natureza’. Por meio de seu focinho, olhos e ouvidos, os cães passam horas desfrutando da natureza que os rodeia. Assim, aprenda com seu cão e vá fazer uma caminhada; respire o ar e as flores; vá acampar; faça uma viagem ou, simplesmente, sente-se e tome um sol ou medite sob as estrelas.

Canicross, um esporte para você e para o seu cão

By Dog Dicas on 10 de dezembro de 2010

Canicross
Canicross em Quebec, Canadá (foto: Michael Carpentier / Flickr)

Criado no início da década de 90, no Reino Unido, como uma espécie de treinamento para cães de trenó ou de tração, o canicross tornou-se um esporte de corrida com cães muito popular na Europa e chegou ao Brasil. Segundo informações da Fábrica Brasileira de Shows e Eventos, a criação da Federação Brasileira de Canicross está em andamento.

O canicross é uma corrida cross country, isto é, na natureza, onde o dono e seu cão competem juntos. O primeiro usa um cinto (Waist Belt) e o segundo um arreio especial (Running Harness) e ambos são unidos por uma guia com uma parte elástica (Canicross Line) para evitar trancos.

Durante a corrida, o cão vai na frente do corredor, que compete com as mãos livres mas tem que estar atento para projetar o corpo para trás, no caso de reduzir o ritmo do animal, e dar comandos de “esquerda” ou “direita” para o cão, de acordo com a direção da trilha da competição.

O primeiro Campeonato Mundial de canicross aconteceu em 2002 na província de Ravena (Itália). No canicross competido por profissionais não existe limite máximo de faixa etária, mas a idade dos cães não pode ser inferior a 1 ano e dos competidores não pode ser inferior a 7. As categorias (masculino e feminino) são divididas por idade dos corredores.

Ao contrário de outros tipos de competições profissionais que envolvem cães, o canicross não exige pedigree, por isso é permitida a participação de cães de todos os tamanhos e raças, incluindo os vira-latas.

Por trabalhar todos os músculos do corpo, o canicross é uma atividade física com inúmeros benefícios para a saúde dos cães e dos seres humanos. Por isso, para aqueles que querem manter a forma física ao lado do seu cão, seguem algumas dicas:

  • Antes de sair correndo, é aconselhável que tanto o cão quanto o dono realizem exames para verificar suas condições físicas e de saúde;
  • O cão e o corredor devem beber bastante água fresca antes, durante e após a corrida para ficarem hidratados;
  • Não alimente o cão antes ou logo após a corrida para evitar complicações;
  • O ideal é praticar o canicross em terrenos irregulares, com terra e área verde. Contudo, aqueles que desejam treinar aos finais de semana nas proximidades de sua residência devem evitar fazê-lo por longos períodos no asfalto, especialmente em dias quentes, visto que a alta temperatura desse tipo de solo pode acabar queimando as patas dos cães;
  • Para acostumar o cão com o esporte, inicie com uma corrida moderada e por um curto período de tempo, aumentando aos poucos o ritmo e a distância a ser percorrida;
  • E lembre-se: mais importante do que competir ou praticar exercícios, no canicross o principal objetivo é a diversão e o entrosamento entre o cão e seu dono.

A história de Laika: progresso ou crueldade?

By Dog Dicas on 28 de novembro de 2010

Laika em testes na pequena cabine que iria ao espaço (foto: reprodução / internet)

Recolher um jovem cão de rua e treiná-lo para uma experiência pública de progresso, que o matará em poucas horas, em condições inóspitas, solitárias, imprevisíveis, apavorantes e sem chance de sobrevivência, lhe parece cruel? Pois foi isso que aconteceu com Laika, uma cadela vira-lata de aproximadamente 2 anos de idade, 6 kg e sem dono, encontrada nas ruas de Moscou.

A história de Laika começa em 14 de outubro de 1957, dez dias após o primeiro satélite artificial (Sputnik 1) ser colocado em órbita, quando, para se provar ao mundo o poder da União Soviética, se ordenou que fosse lançado um satélite com um ser vivo a bordo em comemoração aos 40 anos da Revolução Russa.

Laika passou então a fazer parte de um grupo de dez cães treinados por Oleg Gazenko, no Instituto de Medicina da Força Aérea, para vôos espaciais. Somente três cadelas, Albina, Laika e Mukha, foram escolhidas para passar por treinamentos intensos e estressantes de resistência a vibrações (simulador de vôo), acelerações, cargas G em máquinas centrífugas, altos ruídos e permanência em compartimentos cada vez menores, por até 20 dias. A escolha de fêmeas se deu, entre outros fatores, pelo fato de que, ao contrário dos machos, elas não têm a necessidade de ficar em pé e erguer uma perna para urinar, o que era impossível de ser realizado na pequena cabine pressurizada destinada ao cão dentro da nave. Dentre as três, Laika foi escolhida por sua personalidade tranqüila e paciente.

Laika antes de ser colocada na cabine do Sputnik 2 (foto: reprodução / internet)

No dia 3 de novembro de 1957 (2 de novembro, no Brasil) é lançado então o Sputnik 2, na Rússia, com Laika a bordo. Fixada ao chão da nave com uma espécie de cadeira que a impedia de se movimentar e equipada com um recipiente para armazenar seus excrementos, Laika começa a uivar apavoradamente devido ao barulho ensurdecedor e às vibrações do lançamento. Seu ritmo cardíaco dispara e chega a três vezes acima do normal.

Moscou afirmava ao mundo que em poucos dias Laika retornaria numa cápsula espacial ou em um pára-quedas. Mas apesar do que era divulgado, Moscou sabia, desde o início, que Laika não retornaria com vida de sua missão, pois o Sputnik 2 não possuía tecnologia para regressar à Terra.

Era uma viagem só de ida.

Então, depois de várias especulações sobre o assunto, finalmente foi feito o anúncio oficial de que Laika não mais voltaria, mas morreria sem dor no espaço, após uma semana.

Foto rara feita por um astrônomo amador dos últimos quinze segundos de existência do Sputinik 2 e sua tripulante, morta há meses. (foto: Spacenews.geoman.net)

Deste momento em diante, muitas versões para a morte da solitária tripulante foram apresentadas, inclusive de que que Laika teria morrido após cerca de 10 dias em órbita, através de uma injeção letal. Mas foi somente em 2002, quarenta e cinco anos depois, que Dimitri Malashenkov, um dos cientistas da equipe na época, revelou que Laika morreu devido a um problema na desacoplagem de uma parte do satélite que interrompeu o sistema de controle térmico e, consequentemente, elevou a temperatura interna do Sputinik 2 para 40ºC.

Submetida a um cenário de pânico, calor extremo e desespero, Laika finalmente morreu, entre cinco e sete horas depois do lançamento.

O Sputnik 2 deu 2.570 voltas ao redor da Terra, cerca de 100 milhões de quilômetros, até consumir-se na atmosfera com os restos mortais de Laika, no dia 14 de abril de 1958.

Apesar de sua morte, os cientistas afirmaram que a viagem de Laika possibilitou o conhecimento da reação de um ser vivo em órbita e, conseqüentemente, deu início aos vôos espaciais tripulados por seres humanos.

Laika foi o primeiro ser vivo terrestre a orbitar a Terra. Após sua missão, nenhuma outra foi realizada sem que se tivesse a possibilidade tecnológica de retorno do animal.

Homenagens

Ainda nos dias atuais a história de Laika emociona milhares de pessoas pelo mundo. Desde 1997 Laika possui sua placa em Baikonur, a cidade das estrelas, juntamente com as dos demais cosmonautas mortos. Em 2008, no centro de Moscou, foi inaugurado um monumento de 2 metros de atura próximo ao Instituto de Medicina Militar (onde foram feitos os cruéis testes com o grupo de cães) que consiste numa parte de uma espaçonave no formato de uma mão humana que segura o seu corpo.

Dentre as homenagens pelo mundo todo à Laika estão cadelas com seu nome, selos postais com sua imagem, marcas com seu nome e uma série de produtos com sua foto.

Victoria Stilwell é referência no método da recompensa

By Dog Dicas on 24 de novembro de 2010

Victoria Stilwell
Victoria Stilwell é contra técnicas de dominância e defende que cães não devem ser punidos (foto: reprodução / internet)

Na atual era da sociedade midiática, assistir semanalmente à programas internacionais de reality shows para aprender a educar cães corretamente já faz parte do cotidiano de milhões de pessoas. Mas você conhece Victoria Stilwell, a ‘supernanny’ dos cães indisciplinados?

Reconhecida mundialmente por sua metodologia de treinamento que utiliza o reforço positivo, Victoria Stilwell é treinadora de cães e apresentadora do programa ‘Ou Eu ou o Cachorro’ cuja transmissão, no Brasil, acontece no canal GNT.

Nascida em 1969, em Wimbledon (Inglaterra), Victoria iniciou sua carreira em 1990, quando, ao criar sua própria Cia. de cães de passeio, percebeu a dificuldade dos treinadores em educar os cães com um método bem sucedido. Posteriormente, ainda em Londres, Victoria fez diversas participações em filmes, séries de TV e comerciais e, simultaneamente, iniciou seus estudos sobre treinamento de cães pela aprendizagem do reforço positivo com renomados behavioristas da Grã-Bretanha. A treinadora mudou-se para os Estados Unidos (New York) em 1999 e trabalhou como consultora comportamental em diversas organizações de resgate animal ministrando palestras e seminários de resgate, formação e reabilitação de cães.

O reforço positivo mostra ao cão como se comportar e de que forma se comportar bem traz prazer

Admirado e seguido por milhões de profissionais e proprietários de cães, seu método de educação canina é embasado no reforço positivo de treinamento, que, por meio de petiscos e agrados, mostra ao cão que atitudes positivas têm recompensa, e combate, veementemente, a dominância, a agressividade e a punição diante de maus comportamentos do animal.

“Muitos comportamentos negativos de nossos cães acontecem porque eles vivem sob as regras de nossa casa, estranhas aos animais, e acabam desenvolvendo problemas como estresse, ansiedade e insegurança. Se você punir esse animal, poderá fazê-lo se comportar de forma ainda pior e incentivá-los a se tornarem agressivos. O reforço positivo mostra ao cão como se comportar e de que forma se comportar bem traz prazer”, explica Victoria.

Além disso, Victoria também é autora do livro “Ou eu ou o cachorro” (Panda Books, 2009) e criadora do licenciamento para adestradores adeptos do reforço positivo, que permite que, ao acessar seu site, os donos de cães saibam onde há adestradores que utilizam sua metodologia.

Atualmente, Victoria mora em Atlanta com seu marido, sua filha e seu cão Sadie.

Cachorro na cama, pode?

By Dog Dicas on 8 de novembro de 2010

Cachorro na cama
Especialistas não recomendam cães na cama dos donos  (foto: Vincent Garcia / Flickr)

O dilema de dividir ou não a cama com seu cão atormenta muitos proprietários, que, na maioria das vezes, geram esse hábito nos animais enquanto ainda filhotes e precisam de ajuda para subir na cama. Contudo, o ato de carinho pode se tornar um problema com o passar do tempo. Mas, afinal, é certo que os proprietários dividam a cama com seu animal?

Segundo a pesquisa Radar Pet, realizada em 2010 pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), 55% dos cães brasileiros passam a noite dentro de casa, dos quais 23% ficam no quarto dos proprietários e 12% têm seu próprio quarto. Os demais 11% passam a noite na sala e apenas 9% dorme no banheiro ou na lavanderia.

Apesar do resultado da pesquisa, para muitos especialistas não é recomendado que os cães, assim como acontece com as crianças, durmam na mesma cama que os ‘pais’. A medida serve para evitar, principalmente, a possessividade, carência e até mesmo a agressividade do animal quando alguém se aproxima de seu dono. Além disso, dormir junto com o cão pode ser prejudicial se o animal não estiver devidamente higienizado.

Para aqueles que não abrem mão da companhia do cão na hora do sono, as recomendações são vermifugação e vacinação do animal em dia; higiene das patas antes de colocá-lo na cama (pode-se até utilizar um secador após lavar as patas para evitar que fiquem úmidas) e troca diária de lençóis e fronhas.

 dormir junto com o cão pode ser prejudicial se o animal não estiver devidamente higienizado

Já para os proprietários que querem abandonar o costume, a tarefa é um pouco mais difícil, mas não impossível. Seguem as dicas: A primeira coisa a se fazer é escolher uma cama confortável e ideal para o tamanho do animal. Em segundo lugar, não permita mais que o cão suba na sua cama e, caso o faça, você deve retirá-lo imediatamente e repetir a ação sempre que o animal insistir.

Uma orientação para facilitar a separação entre o dono e o cão na hora de dormir é passear todos os dias com o cão antes de dormir com o objetivo de cansá-lo, para que ele adormeça facilmente. E finalmente, conduzir o cão até a nova cama dele, tirando-o do seu colchão caso volte a subir.

Para ajudar o cão a se acostumar com o novo local de descanso, a dica é colocar a cama dele no ambiente onde ele está acostumado a dormir (no quarto ou na sala, por exemplo), deitar-se ao lado dela, chamar o animal pelo nome, usando comandos como ‘cama’, ‘senta’, ‘deita’ e ‘fica’ (recompensando-o sempre que acertar) e acariciar o cão até que ele relaxe e adormeça.

A tarefa pode ser um pouco cansativa, sim, mas especialistas garantem que o cão logo assimila o novo espaço para dormir e o resultado aparece em até uma semana.

Latidos excessivos: existe solução?

By Dog Dicas on 3 de novembro de 2010

Cão latindo
Latidos demasiados podem incomodar as pessoas e deixar o próprio cão ansioso e estressado (foto: Pedro Moura Pinheiro / Flickr)

O que fazer quando o cão late muito, incomoda os vizinhos e causa uma série de transtornos ao dono, como ameaças e brigas? Primeiramente, vale lembrar que latir é uma condição natural do cão (o seu modo de comunicação), por isso as ações acerca desse assunto apresentadas aqui têm a intenção de amenizar os latidos excessivos, mas jamais de eliminá-los.

Latir é saudável para o cão, exceto quando este comportamento é demasiado e acaba por incomodar as pessoas e deixar o próprio animal num quadro de ansiedade e estresse. Segundo especialistas, além de ser muito comum, a situação muitas vezes é culpa do próprio dono que, para fazer o cão parar de latir, acaba cedendo e dando o que o cão quer. Assim, o animal logo percebe que quando late seu problema é resolvido e, inconscientemente, os proprietários acabam ‘treinando’ o cão para latir sempre que quiser alguma coisa.

O primeiro passo para resolver o problema de um cachorro que late muito é, sem dúvida, descobrir a causa dos excessos para, posteriormente, iniciar as medidas. Alguns cães latem demais para chamar a atenção, pedir carinho, proteger o território, por ciúmes, excesso de estímulos, condicionamento (latir quando tocam a campainha, por exemplo), tédio, solidão e, até mesmo, depressão. Por isso, é fundamental que se procure um médico veterinário que o ajudará a identificar a causa. Uma vez identificada, você pode por em prática algumas dicas para resolver o problema:

1. Se possível, elimine a fonte que estimula os latidos (se seu cão late muito quando vê pessoas, coloque uma barreira visual entre ele e a área externa, como, por exemplo, insulfilme ou placas de madeira);

2. Faça com que sua saída e chegada em casa seja algo natural para o cão. Para tanto, não faça ‘festa’ com o cão imediatamente quando retornar para casa. Ignore-o a princípio e, passada a euforia, faça carinho e lhe dê atenção;

3. Não dê atenção ao cão até que ele pare de latir excessivamente; espere que silencie e se acalme e, somente então, atenda-o.

4. Para que o cão não fique entediado com o silêncio, experimente deixar o rádio ligado quando você sai de casa (hoje em dia existem no mercado pet, CDs com músicas que relaxam e acalmam os cães);

5. Exercite o animal diariamente com passeios e brincadeiras. Além de ajudá-lo a gastar as energias acumuladas durante o dia, as atividades físicas ajudam a combater e aliviar o estresse, além de trazerem inúmeros benefícios à saúde do cão;

6. Crie situações em que seu cão latiria em excesso (como, por exemplo, o toque do telefone ou da campainha) e repreenda-o, imediatamente, pelo mau comportamento. Mas não esqueça de agradá-lo sempre que fizer algo correto;

7. Preste atenção a outras formas de comunicação utilizadas pelo cão e, quando esses sinais aparecem, atenda-o. Assim, ele aprenderá que não precisa latir para conseguir o que quer;

8. Ensine ao cão o comando ‘quieto’. Sempre que o animal latir por mais de três vezes seguidas, o dono pode dar o comando e segurar o focinho, sem machucá-lo, ou utilizar um spray de água em sua cara. Além de indolor, esse último método é simples e causa apenas um desconforto.

Apesar das informações acima, é importante salientar a importância de se procurar um médico veterinário para obter as orientações corretas quanto à causa e tratamento adequado quando os latidos deixam de ser um comportamento comum e se tornam um problema.

Obesidade canina e a saúde dos cães

By Dog Dicas on 25 de outubro de 2010

Disfunções hormonais, solidão e carência também podem ser causas de obesidade nos cães (foto: Vandelizer | Flickr)

Ter um corpo com os, popularmente chamados, ‘pneus’ e ver o ponteiro da balança elevar-se rapidamente faz parte da realidade de 44% dos cães dos Estados Unidos, segundo um estudo da Association for Pet Obesity Prevention (Associação para Prevenção da Obesidade em Animais de Estimação). No Brasil, a estimava é que o problema atinja 40% da população canina.

A obesidade corresponde ao excesso de gordura corporal e, nos cães, pode estar associada à falta de atividades físicas, estresse, má alimentação ou disfunções hormonais.

De acordo com estudos, a obesidade em cães é causada, principalmente, pela superalimentação (alimentos com alto teor de gorduras e carboidratos), mas também há outros fatores como as disfunções hormonais, que atingem 25% dos cães, e o estresse, que provoca obesidade em 15% dos cães que passam muito tempos sozinhos ou que têm carência de atenção e, conseqüentemente, consomem alimentos em excesso como alívio de tensão.

O problema é mais comum entre animais adultos e idosos, especialmente entre fêmeas e cães castrados, e pode ser facilmente identificado pelo excesso de gordura ao redor do pescoço ou pelo aparecimento de dobras que não são características da raça.

Complicações

Assim como acontece em seres humanos, nos cães a obesidade provoca problemas na coluna vertebral (especialmente em raças caracterizadas pela coluna mais comprida, como teckel e basset hound) e, por conseqüência, transtornos no aparelho locomotor. Problemas nas articulações também são comuns, assim como agravamento da displasia em cães adultos e idosos e outras complicações, como hérnia e reumatismo, prejudicando o desenvolvimento do animal.

Além disso, o cão com excesso de gordura corporal pode apresentar dificuldades respiratórias, transtornos cutâneos (dentre os quais, eczema), aumento de colesterol, hipertensão e predisposição a diabetes e enfermidades infecciosas, o que diminui o seu tempo de vida.

Avaliação

A obesidade é um risco para a saúde do seu cão (foto: polietileno | Flickr)

Antes de tomar qualquer decisão, é importantíssimo avaliar se, de fato, o cão está obeso, visto que algumas raças são naturalmente mais ‘fofinhas’ que outras. Para tanto, é indispensável que o dono leve seu cão ao veterinário para constatar se o animal está, ou não, obeso.

Contudo, uma dica para saber se o cão está com excesso de gordura é agarrar a pele da região da costela e verificar se há uma dobra muito grossa (o que indica obesidade).

Dicas

Na luta contra a obesidade, é preciso uma mudança nos hábitos dos cães e de seus donos, visto que os animais não ingerem guloseimas por conta própria e dependem exclusivamente de seus proprietários para se alimentar. Diante disso, um dos fatores essenciais para o emagrecimento do cão, sem dúvida, é a consciência do dono, especialmente quando seu melhor amigo pede algo durante as refeições da família.

Outra dica é a prática regular de atividades físicas, como, por exemplo, a caminhada.
Veja abaixo outras dicas para colocar seu cão em forma:

  1. Faça com que seu cão pratique exercícios regularmente (caminhadas longas; brincadeiras com bola dentro e fora de casa). Para quem não tem tempo, há excelentes serviços no mercado que realizam – uma ou duas vez por semana – diversas atividades, como trilhas, aulas de natação e até mesmo exercícios com esteira para o cão;
  2. Caso o animal seja castrado, além de praticar atividades físicas, procure um veterinário e solicite uma dieta adequada (uma boa dica são as rações específicas para cães castrados, que são menos calóricas);
  3. Substitua a ração tradicional por uma light, que contém mais fibras, menos gordura e substâncias de suma importância para o animal, como a l-carnitina;
  4. Leia e siga as indicações do fabricante quanto à quantidade de ração a ser fornecida;
  5. Divida a ração em pequenas porções ao longo do dia para que seu cão tenha sempre a sensação de estar saciado;
  6. Dispense as guloseimas, como, por exemplo, biscoitos e petiscos – elas não são essenciais;
  7. Evite comer perto do cão e, se possível, mantenha-o longe na hora das refeições para não cair na tentação de alimentá-lo com comidas inapropriadas;
  8. Mantenha uma alimentação adequada desde os primeiros dias de vida. O cão que ingere uma quantidade de calorias maior do que seu organismo consome, inicia um processo onde pode se tornar um adulto obeso.

É importante ressaltar que a figura do cão gordo traduzida como um animal saudável é coisa do passado, pois a obesidade é um fator de risco e pode causar diversos agravos à saúde dos cães. Além disso, é fundamental que o dono procure um veterinário antes de agir por conta própria. Somente o profissional saberá precisar qual a origem da obesidade do animal e indicar o tratamento apropriado.

Filhotes: 5 erros de comportamento dos donos

By Dog Dicas on 25 de outubro de 2010

Filhote mordendo
Dentre as inúmeras brincadeiras que se faz com um cão, muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la (foto: Jaybird – J. Star / Flickr)

No início, muitas pessoas acham graça ao ver um filhote destruindo o chinelo, rosnando para o dono ou brincando de cabo de guerra. Contudo, segundo especialistas, o comportamento do dono nessa frase é crucial pois 99% dos problemas que estes tem com seus cães decorrem da falta de imposição de regras nos primeiros meses de vida.

Os especialistas explicam que o comportamento do animal se constrói enquanto ele ainda é filhote e que este é o momento ideal para eliminar maus-hábitos e alinhar seu comportamento, já que até os três meses de idade a memória canina é similar a uma folha em branco.

Confira os cinco erros mais comuns dos proprietários com seus filhotes e dicas para suas respectivas soluções:

1. Falta de um líder: Os cães, por natureza, são animais de matilha e essa, por sua vez, necessita de um líder. Se nenhum morador da casa assumir esse papel, o filhote o assumirá. Portanto, desde os primeiros meses o dono deve se impôr como líder e deixar claro quem comanda o território.

2. Receio de repreender o filhote: Logo nos primeiros dias de vida o filhote não possui experiência prévia para lhe indicar o que seja certo ou errado – o que pode e o que não pode -, por isso é o dono quem deverá ensiná-lo. Não repreendê-lo quando fizer algo incorreto, por exemplo, poderá acarretar problemas futuros. Repreender não significa maltratar, mas sim lhe apresentar uma situação indesejada como conseqüência do que ele fez, desestimulando sua repetição. Pronunciar uma palavra de repreensão em tom firme no momento em que o cão praticar a ação indesejada, como um ‘não!’ enérgico, é um exemplo.

3. Brincadeiras de morder: Dentre as inúmeras brincadeiras que se faz com um cão, muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la, resultando em pequenos cortes e arranhões. A brincadeira, engraçada no início, pode trazer uma série de problemas sociais quando o cão estiver adulto, pois se ele aprende que é permitido morder, provavelmente utilizará dentadas freqüentemente ao longo de sua vida. Para corrigi-lo, pode-se usar uma técnica que consiste em colocar o polegar na língua do cachorro e pressionar até que ele tente empurrá-lo para fora de sua boca. Essa técnica deve ser feita de modo rápido e somente no ato da mordida (jamais deve-se utilizá-la como maneira preventiva). Não se deve esquecer de sempre utilizar a palavra de repreensão enquanto aplica a correção e de não permitir que nenhum outro membro da família ou amigos deixe-se morder. Brinquedos próprios para cães são uma alternativa para suprir esta necessidade.

Muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la… A brincadeira, engraçada no início, pode trazer uma série de problemas sociais quando o cão estiver adulto

4. Falta de controle nos passeios: Para muitas pessoas a hora do passeio é sinônimo de confusão, pois enquanto o dono vai para um lado, o cão puxa para o outro, seja buscando postes, outros animais ou mesmo correndo atrás de carros e motos. Primeiramente só se deve passear na rua com o cão após ele ter tomado todas as vacinas, enquanto isso, segundo comportamentalistas, pode-se acostumá-lo com a coleira folgada algumas horas por dia, dentro de casa. A partir do momento em que o animal puder passear em locais públicos, e o ideal é fazê-lo diariamente, deve-se aumentar o tempo dos passeios de forma gradativa. Sempre que for sair de casa para dar uma volta, a orientação é, primeiramente, colocar guia e coleira adequada ao tamanho do cachorro, posicioná-lo do lado esquerdo e começar a andar levando o cão ao lado. Todas as vezes que ele puxar a guia ou travar deve ser repreendido com as palavras de repreensão e um puxão. Quando o cão andar junto e sem puxar, o dono deve elogiar o animal com palavras ou petiscos, manter a guia folgada e dar comandos que indiquem sincronismo, como, por exemplo, ‘junto!’.

5. Isolamento na hora das refeições: A maioria das pessoas coloca ração para o filhote no pote e sai para fazer outras coisas, deixando-o se alimentar sozinho. Desse modo, o cão aprende que a hora da refeição deve ser um momento solitário e pode reagir agressivamente todas as vezes em que está comendo e alguém chega perto dele ou do próprio pote de ração. Uma dica para evitar essa agressividade desde os primeiros dias de vida é sempre que possível ficar próximo ao filhote durante as refeições, acariciando seu pêlo e colocando a mão no pote de ração do animal enquanto ele se alimenta. Isso fará com que o cão se acostume com a presença humana durante sua alimentação e evitará que, futuramente, o animal avance nas pessoas na hora da comida ou se torne agressivo quando, por algum motivo, o dono precisar manusear seu pote de ração. Caso o filhote rosne ou morda o dono durante esse exercício, é importante que haja repreensão no mesmo instante e até mesmo, se necessário, a retirada da comida. Restabelecida a calma, o proprietário pode devolver o pote para dar continuidade à refeição. Segundo especialistas, essa atitude é fundamental para o cãozinho aprender que o dono é o líder e pode manusear ou simplesmente retirar o alimento a qualquer hora.

Mesmo com essas dicas, é de suma importância que você procure um médico veterinário para realizar um acompanhamento pediátrico com seu filhote. Só assim você garantirá orientação profissional correta, vermifugação e vacinação em dia.

Calçado ou não? Eis a questão

By Dog Dicas on 11 de outubro de 2010

Sapatos para cães; benefício ou futilidade? (foto: miss kAz)

Com o crescimento da indústria da moda e a exigência cada vez maior do público consumidor de produtos para animais de estimação, o Brasil é responsável por movimentar, anualmente, mais US$ 10 bilhões no mercado pet, que inclui alimentos, medicamentos, higiene, estética, centros de adestramento e hotéis para atender cerca de 48 milhões de animais de estimação.

Com tudo isso, usar calçados no dia-a-dia já deixou, há tempos, de ser exclusividade dos seres humanos. Botas, tênis e até mesmo sandálias de todas as cores e marcas para cães podem ser facilmente encontradas em lojas especializadas em venda de produtos para o mundo pet. Mas a questão é: será que os sapatos para cães incomodam ou prejudicam o cachorro de alguma forma?

Especialistas apontam que, como tudo na vida, os sapatos para cães têm seu lado positivo e negativo. Dentre as vantagens, pode-se citar a higiene (já que, ao chegar em casa, os cães estão com as patas limpas, uma vez que estavam dentro dos calçados) e a proteção das patas contra queimaduras e eventuais machucados causados por espinhos, vidros e outros tipos de materiais.

Contudo, há profissionais que combatem veementemente o uso de tais acessórios, alegando que esta não é a condição natural do cão, que são desconfortáveis e ainda podem prejudicar sua postura e equilíbrio. Além disso, uma das desvantagens é que, se usado freqüentemente, os sapatos podem impedir que o cachorro lixe naturalmente suas unhas ao caminhar resultando em unhas grandes demais. Um inconveniente para o cão e seu dono.

Mesmo assim, os donos que querem calçar seus cães devem procurar seguir algumas dicas:

  • Acostume os cães a usarem sapatos desde filhotes para que, futuramente, não tentem retirá-los;
  • Observe se o calçado é confortável e anatômico;
  • Preste atenção ao tamanho da pata do seu cão: calçados apertados ou grandes demais incomodam e podem acabar machucando as patas;
  • Utilize o calçado durante o passeio, deixando-o com as patas livres quando estiver dentro de casa, pois o uso por muitas horas pode ser prejudicial ao animal. Lembre-se de que esta não é a sua condição natural.

Os sapatos para cães podem ser adquiridos por, em média, 60 reais em lojas do setor.

Um outra boa idéia é acompanhar as novidades em eventos como a Pet Fashion Week que sempre trazem novidades e tendências no ramo de animais de estimação.

Creche para cães: a solução para pais ocupados e filhos solitários

By Dog Dicas on 11 de outubro de 2010

Creche para cães
Comum na Europa e nos Estados Unidos as creches para cães conquistam os brasileiros (foto: Julián Rodriguez Orihuela / Flickr)

Você sai de casa e ele fica olhando com aquele ar de tristeza ou ansiedade. E apesar de não querer deixar seu cão sozinho sozinho, você não tem escolha, pois precisa trabalhar.

A nossa dica é para você que vive uma situação semelhante: Preparar todas as manhãs uma lancheira, uma bolsa com roupas e esperar o transporte ‘escolar’ chegar já faz parte do cotidiano de donos de cães que trabalham fora e não querem deixar seu melhor amigo sozinho em casa o dia inteiro.

Com origem na Europa e nos Estados Unidos, o serviço de creches para cães, também conhecido como Day Care, já faz parte da realidade de milhares de brasileiros.

O Day Care funciona como uma escola infantil. Um espaço com horários de entrada e saída definidos, monitores, brinquedoteca, local de descanso com almofadas, recreação, banho, escovação de pêlos e dentes, exercícios, piscina e, até mesmo, transporte que busca e deixa o cão em casa.

Nas creches, cães convivem com outros cães (foto: jumping lab)

No primeiro dia de ‘aula’ o proprietário acompanha o cão até a creche para que seja feita a verificação das vacinas e do controle de pulgas e carrapatos do animal, assim como a avaliação de seu temperamento e comportamento em grupo. A separação de cães de diferentes tamanhos varia de creche para creche, assim como a idade mínima para efetuar a matrícula. Mas todas as raças de cães podem frequentar o serviço.

Na maioria das creches o horário de permanência do cão é integral e, para adequar ao horário de trabalho dos donos, existem dois horários de entrada e saída. Caso o proprietário não apareça até o fim do expediente, cobra-se o serviço de hospedagem ou uma diária proporcional, dependendo da creche.

A mensalidade varia de acordo com a quantidade de dias da semana contratados e do local, mas pode-se ter uma base considerando-se 1 salário mínimo por mês para uma freqüência de segunda a sexta-feira e R$ 50,00 para diárias avulsas (exceto feriados e finais de semana). Além disso, o serviço de transporte costuma ser cobrado à parte e o preço também varia.

Além da companhia permanente e das atividades físicas diárias, outra vantagem das creches é ensinar o seu animal a conviver diariamente, de maneira satisfatória, com outros cães, diminuindo assim a agressividade, timidez, medo, tédio e mau comportamento, característicos de cães que crescem isolados.

Para tranqüilizar os proprietários, muitas creches já oferecem uma novidade: o serviço de webcam ao vivo. Os cães podem ser acompanhados por seus ‘pais’, em tempo real, pelo computador, garantindo que o animal está sendo bem cuidado em um ambiente seguro e agradável.

Dica importante
Antes de matricular seu cão numa creche é importante que você faça uma visita ao local e observe os seguintes fatores:

  • Segurança, controle epidemiológico e higiênico do local;
  • Profissionais experientes, treinados e que realmente gostem de cães;
  • Assistência veterinária;
  • Permanência integral dos animais soltos, mas com supervisão;
  • Áreas livres e espaçosas com brinquedos e estruturas em boas condições para recreação e descanso dos animais;
  • Condições e tratamento dos cães no momento da sua visita.

O bocejo é contagioso para os cães

By Fernanda Martins on 30 de novembro de 2009

Filhote bocejando
Os cães bocejam ao verem seus donos bocejarem (foto: David Kaspar / Flickr)

Todo mundo sabe que bocejar perto de outra pessoa faz com que ela também boceje, não é mesmo? Mas você sabia que seu bocejo também faz seu cão bocejar?

Um dos estudos feitos sobre isso inclui os pesquisadores de Birkbeck College, da Universidade de Londres, que sugeriram que este seria um sinal de empatia dos cães com seus donos. O experimento que eles realizaram criaram duas situações:

Na primeira, uma pessoa estranha ao cão sentava em frente a ele e após um primeiro contato visual, bocejava.

Na segunda situação, repetia-se o mesmo procedimento, mas desta vez o estranho apenas abria e fechava a boca, sem bocejar. Segundo o cientista Atsushi Senju, esta foi uma providencia para se certificar de que o cachorro não estava apenas respondendo ao movimento de abrir e fechar a boca.

Os resultados da pesquisa foram que, 21 dos 29 cães testados bocejaram logo após o estranho – em média 1,9 vez. Porém nenhum cão bocejou quando o estranho apenas abria e fechava a boca.

“Cães têm uma capacidade especial de ler a comunicação humana. Respondem quando apontamos e quando sinalizamos”, disse Senju.

Para os pesquisadores, estes resultados são a primeira evidência de que cães têm capacidade de estabelecer empatia com humanos e que esta pode ser a explicação para a longa relação de parceria entre as duas espécies.

Viajando com seu cão de avião

By Fernanda Martins on 16 de novembro de 2009

TAM
As exigências para transporte de animais são diferentes em cada companhia aérea e se informar com antecedência ajuda a evitar surpresas (foto: Jorge Tiago / Flickr)

 

As férias estão chegando e você decide viajar com seu cão. Boa idéia! Porém logo surge uma pergunta: O que é preciso fazer para que tudo dê certo? Alguns cuidados e providências devem ser tomados para que a experiência da viagem seja boa, tanto para você quanto para o seu cão. Vamos às dicas:

Antes de qualquer coisa, certifique-se que o seu cão está em boas condições gerais de saúde e tenha atenção aos seguintes pontos:

  • As cadelas prenhes não podem viajar de avião (algumas companhias chegam a proibir o embarque);
  • Os cães idosos, por serem mais susceptíveis ao estresse, não devem fazer esse tipo de viagem, principalmente se tiverem algum problema de saúde, como problemas cardíacos, ou se não estiverem acostumados a viajar;
  • Filhotes são desaconselhados a viajar antes de completarem o calendário de vacinação pelo risco de contraírem alguma doença e pela exigência do comprovante de vacinação para o embarque;
  • Algumas raças com focinho achatado como pug, bulldog, boxer e shih tzu são mais propensas a terem falta de ar por causa da altitude devido à conformação anatômica das suas vias respiratórias – há casos de cães que morrem nas viagens;
  • Certifique-se sobre os riscos do cão contrair Dirofilaria (verme do coração) no local de destino e, se for o caso, faça a prevenção.

Ao escolher a companhia aérea é importante informar-se sobre as especificações para transporte de animais, pois cada companhia possui suas normas. Algumas permitem que cães com até 10 kg (peso do cão somado com a caixa de transporte) viajem na cabine junto com seu dono, outras só permitem que o cão viaje no compartimento de cargas. Apenas os cães-guia, chamados de animais de serviço, viajam sempre na cabine junto com o dono e algumas companhias nem mesmo exigem uso de focinheira, considerando o treinamento que esses cães têm. As companhias também fornecem as dimensões exatas que a caixa de transporte deve ter, de acordo com o peso do cão. Lembre-se de contatar a companhia aérea com antecedência para reservar o lugar do seu cão, pois há limite máximo de animais por vôo. Quanto ao tipo de vôo, a melhor opção é o vôo direto, sem escalas, principalmente se o cão for viajar com as cargas. Se isto ocorrer, evite os horários mais quentes do dia (em caso de verão) ou os mais frios (em caso de inverno).

A documentação exigida para o deslocamento de animais depende do destino. Para vôos dentro do território nacional, não é necessário GTA (Guia de Trânsito Animal) para cães e gatos. Exige-se apenas o atestado sanitário emitido por um médico veterinário registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária e a comprovação da vacinação contra a raiva, obrigatória para animais com mais de três meses de idade e que deve ter sido aplicada há mais de trinta dias e menos de um ano. A carteira de vacinação contra a raiva deve conter: o nome do laboratório fabricante da vacina, selo da vacina, número do lote ou partida, data de fabricação, data de aplicação e validade da vacina, e ainda carimbo e assinatura do médico veterinário. Para viajar, as vacinas dadas em campanhas de vacinação não são válidas, pois elas não possuem carimbo de um médico veterinário.

Quanto ao tipo de vôo, a melhor opção é o vôo direto, sem escalas, principalmente se o cão for viajar no porão

Para vôos internacionais é importante entrar em contato com o consulado do país de destino para informar-se sobre as exigências em relação à entrada de animais em seu território, uma vez que cada país possui suas próprias regras. Por exemplo, a Austrália é um dos países mais rigorosos quanto à entrada de animais, chegando até mesmo a proibir a entrada de animais provenientes do Brasil alegando não ser um país livre da raiva. Em contrapartida, o EUA é um dos países com menor rigidez quanto a entrada de animais. Para qualquer destino fora do Brasil é necessário um documento chamado CZI (Certificado Zoossanitário Internacional), emitido pelo Serviço Veterinário Oficial do país de origem, com o objetivo de garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional de animais até o país de destino. O CZI é obtido na Unidade do Ministério da Agricultura situada no aeroporto e a documentação e vacinas exigidas variam de acordo com o país. Um detalhe importante é que, para a emissão do CZI, a validade do atestado sanitário dado pelo médico veterinário é de apenas 72 horas. Para mais informações acesse: www.agricultura.gov.br.

Na hora de adquirir a caixa de transporte, atente para o fato de que ela deve ser adequada ao tamanho e peso do cão e se enquadrar nas especificações fornecidas pelas companhias aéreas. Independentemente das dimensões, a caixa de transporte deve:

  • Ter tamanho suficiente para que o animal fique de pé e dê uma volta de 360°;
  • Não ser grande demais, para evitar que o cão seja jogado contra as paredes da caixa em caso de turbulência;
  • Ser feita de material que evite vazamentos de dejetos do animal;
  • Ter abertura em pelo menos três lados para permitir uma boa ventilação;
  • Ter alças fortes, pois a caixa será manipulada pelos funcionários da bagagem;
  • Ter locais fixos para água e comida.

Dica: O cão deve se acostumar com a caixa antes da viagem. Para isso, deixe que ele entre, saia, brinque e coma dentro da caixa. Depois, deixe que ele fique dentro da caixa fechada por curtos períodos ao longo do dia. Estes procedimentos de familiarização do cão com a caixa de transporte diminuirão seu estresse com a viagem e o farão considerar a caixa como um lugar seguro.

Com tudo pronto, chegou a hora do embarque. O que fazer para preparar seu cão para o vôo? Seguem as dicas:

  • O primeiro passo é a identificação do cão, feita através de uma coleira com todos os dados do proprietário, contatos e local de destino;
  • Deixe-o sem comer por pelo menos três horas antes do embarque, para evitar vômitos durante o vôo;
  • Ande com seu cão pelo tempo suficiente para que ele fique cansado e urine ou defeque, assim ele ficará mais relaxado durante a viagem;
  • Colocar dentro da caixa o brinquedo preferido dele, também algo que contenha o seu cheiro (pode ser uma peça de roupa) e uma almofada ou travesseiro;
  • Evite despedidas longas e demoradas, pois deixam o cão mais ansioso durante a viagem;
  • A sedação altera os reflexos e equilíbrio do animal, o que pode ser bastante prejudicial durante o vôo. Ela deve ser evitada e feita somente sob prescrição do médico veterinário, quando necessária.

Agora é só aproveitar.
Boa viagem!

Correr com seu cão: Alguns bons motivos para isso

By Dog Dicas on 16 de novembro de 2009

Cães de corrida
Correr com seu cão ajuda a dar vazão à agressividade  (foto: Liang Liao)

A cada dia, mais pessoas aderem à prática de jogging (ou cooper), que consiste em correr num ritmo moderado e regular. Com o aumento de praticantes, houve também um aumento no número de pessoas que levam seus cães como acompanhantes em suas corridas diárias.

Além de companhia, essa combinação traz diversos outros benefícios, tanto para você, quanto para o seu cão. Existe até uma modalidade oficial famosa, conhecida como Canicross, em que corredores e seus respectivos cães, correm juntos, unidos por uma espécie de coleira presa ao cachorro e à cintura do dono.

Se você gosta de correr, mesmo que eventualmente, conheça alguns bons motivos para levar seu cão com você:

  1. Ter um cão ao seu lado pode deixar a corrida mais prazerosa e menos maçante.
  2. É uma ótima maneira de combater a obesidade (para ambos).
  3. Seu cão não se importa com o que você está vestindo. Ele quer apenas sair com você.
  4. É um bom método para seu cão dar vazão àquela energia acumulada, que muitas vezes aparece em forma de agressividade.
  5. Para o seu cão nunca será tarde demais ou cedo demais para se exercitar. Ele sempre estará pronto para lhe acompanhar.
  6. Assim como as pessoas, cães se desenvolvem com exercícios. O exercício físico regular torna os cães mais felizes, mais saudáveis e mais fortes.
  7. Vai tirá-lo da rotina.
  8. Cães não perdem tempo falando. Eles não querem parar e conversar no meio da corrida. Eles não se importam com quem disse o quê ou a quem. Eles irão, no máximo, querer saber quem fez xixi aonde.
  9. Você não precisa comprar roupa, calçado, ou um iPod para o seu cão correr com você.
  10. É uma excelente oportunidade de socializar seu cachorro, de proporcionar-lhe vivência em novos ambientes e situações e vê-lo em ação nesses lugares.
  11. O entusiasmo de um cão ao ar livre é contagiante. Quando você vir o seu cão correr em campo aberto com o vento na cara, língua para fora e o olhar de alegria desenfreada, sentirá uma vontade incontrolável de se juntar a ele. E ele vai adorar!
  12. Corrida + cão + avistamento de pombos = TURBO!

Seu cão como parte da decoração

By Dog Dicas on 3 de novembro de 2009

Na casa da designer, os pets fazem parte da decoração (foto: Alessandra Okazaki)
Na casa da designer, os pets fazem parte da decoração (foto: Alessandra Okazaki)

Lugar de animal de estimação é no quintal, certo? Errado! Na casa da designer de interiores Maria Cláudia Stephanes, os pets podem andar livremente. Mais do que isso – eles fazem parte da decoração. Esse novo conceito de integração entre os bichos e os ambientes sofisticados transcende as paredes da casa da designer, e também é empregado por ela em seus projetos.

Na sua própria casa, Maria Cláudia privilegiou a mistura de estilos de móveis e objetos, imprimindo um ar contemporâneo e sofisticado à casa. Em meio a tudo isso, o Elvis, bulldog inglês da família, circula livremente. “Elvis se encaixou perfeitamente em nossa decoração. Sempre fiz questão do cachorro branco, por causa da predominância desta cor em minha casa. Quem nos visita diz que o Elvis se parece com uma obra de arte em mármore, tamanha sua interação com o ambiente”, conta Maria Cláudia. Se o branco do Elvis combina com a cor predominante da casa, os pássaros da espécie Lóris servem para colorir os ambientes.

Ao mesmo tempo em que os animais combinam com a casa, alguns elementos decorativos foram pensados para se adaptar a eles, afinal o Elvis solta pêlos brancos e os pássaros, às vezes, fazem sujeira. A solução encontrada por Maria Cláudia foi optar por tecidos laváveis e pisos mais fáceis de limpar. “Utilizamos no sofá uma camurça italiana lavável que está sempre com o aspecto de nova. Além disso, não utilizamos em nosso piso o carpet; e sim o mármore e a madeira, pois além de serem de fácil limpeza e antialérgicos, eles são mais higiênicos para quem possui animais dentro de casa”, explica Maria Cláudia.

Maria Cláudia e Elvis, seu Bulldog Inglês (foto: Alessandra Okazaki)
Maria Cláudia e Elvis, seu Bulldog Inglês (foto: Alessandra Okazaki)

Toda essa preocupação com os animais compensa? Maria Cláudia é taxativa “o Elvis foi um presente para nossa família, ele não nos dá nenhum trabalho, mas sim muita alegria”. Para as crianças, a convivência é saudável, um dos filhos de Maria Cláudia, por exemplo, tinha muito medo de dormir sozinho, o que foi facilmente resolvido com a companhia do amigo cão a noite.

Sobre a designer
Com uma linguagem contemporânea, Maria Cláudia abusa das misturas: o novo e o antigo, as linhas retas combinadas com as orgânicas, o uso da tecnologia com a releitura de peças clássicas. “Procuro sempre ser eclética dentro de uma vanguarda que seja realista e que se identifique com o cliente”, explica.

“A partir do momento que o perfil do cliente é definido, assim como seu estilo de vida, começo um minucioso trabalho de concepção. Minha proposta é realizar projetos esteticamente agradáveis, inovadores, acolhedores e, ao mesmo tempo, funcionais”, conclui Maria Cláudia.

3 regras para a escolha do nome do seu cão

By Dog Dicas on 19 de outubro de 2009

Filhote cachorro
O nome de um cão será pronunciado cerca de 35.000 vezes ao longo da vida (foto: Hungriger Hugo / Flickr)

Esqueça qualquer palavra de comando. A palavra mais importante na vida do seu cão é o seu próprio nome.

Dentre os vários sons emitidos por nós, o nome é o código fonético único, utilizado para identificar o alerta da sua atenção. Seu cão será capaz de detectar sua pronúncia, mesmo em meio aos mais diversos ruídos e sons. E isso será importante, pois você dirá seu nome várias vezes.

Ao longo da vida, um cão é chamado aproximadamente 35.000 vezes. Pense nisso quando for escolher um nome para ele. Você gostaria de ser chamado de ‘Fofucho’ por mais de 10 anos?

Então seguem aqui, 3 regras fundamentais para a escolha de um bom nome.

1. Escolha um nome curto (uma ou duas sílabas)

Um nome curto é mais fácil para o seu cão aprender e lembrar. Quanto mais curto o nome, mais fácil a resposta do seu cachorro. Nomes como ‘Skip’ ou ‘Rock’ são uma boa escolha. São simples, curtos e fáceis para seu cão reconhecer.

Porém se você prefere um nome um pouco maior, vá em frente. Mas evite a todo custo nomes com mais de 3 sílabas. Lembre-se ‘Worcestershire’ pode parecer imponente, mas além de longo e difícil, fará você perder um tempo enorme e valioso até conseguir pronunciá-lo, dando muita margem para dispersão.

2. Não utilize um nome que se pareça com palavras de repreensão

Um cão reconhece seu nome pelo final da palavra. Então se o nome do seu cão for ‘Anão’, ‘João’ ou ‘Tião’, a confusão com a palavra ‘não’ será inevitável. Assim, seu cão associará o chamado do seu nome a uma situação de negação, tensão ou impedimento. O que não é bom.

Também é necessário cuidado com nomes que se pareçam com comandos, como por exemplo ‘senta’, ‘deita’, ‘pega’, etc. Ou ainda, com palavras muito comuns, o que fará seu cão perder o estalo da resposta pela quantidade de vezes em que o som do seu nome foi emitido em vão.

3. Não utilize um nome que ridicularize o seu cão

Não faça as pessoas julgarem seu cão. Alguns proprietários não consideram a importância dessa regra. Mas se as pessoas ouvirem você chamar o seu cão pelo nome de ‘Boboca’, imediatamente farão um julgamento inconsciente sobre a personalidade dele. E apesar do cão não entender o significado da palavra ‘Boboca’, certamente entenderá o sentimento de ridicularização sobre ele.

Lembre-se: É preciso que além de entendê-lo como um chamado particular, o cão goste do seu nome e das consequências de sua pronúncia.

Depois de ter escolhido o nome, uma boa dica é testá-lo. Experimente-o por um dia ou dois. Você saberá imediatamente se é um nome sustentável, ou não.

Alimentação e nutrição do cão

By Fernanda Martins on 19 de outubro de 2009

Quem nunca ficou tentado em dividir a comida com seu cão? Essa vontade sempre aparece quando vemos aqueles olhos pedintes. Mas cuidado! Os cães possuem características metabólicas e fisiológicas próprias e reagem de maneira diferente aos alimentos que nós consumimos. Um exemplo de efeitos nocivos causados por nossos alimentos nos cães é o chocolate. Ele contém uma substância chamada Teobromina (composto da família da cafeína) que, no cão, pode causar intoxicação ou até mesmo matá-lo.

A alimentação tem influência direta nos cães, agindo de forma diferente, em cada etapa da sua vida. Vamos a elas:

Para os filhotes é de extrema importância a ingestão de colostro nas primeiras 24 horas de vida. Ele contém os anticorpos maternos que os protegerão contra infecções nas suas primeiras semanas de vida. Os filhotes devem mamar de quatro a seis vezes por dia. Com três a quatro semanas eles já começam a se interessar por alimento sólido e iniciam o desmame. Atenção pois o desmame não deve ser feito antes de completarem 40 dias de vida. Devido ao seu desenvolvimento acelerado, os filhotes possuem aproximadamente o dobro das necessidades energéticas de um adulto. Também precisam de mais proteínas, e, segundo a Association of American Feed Control Officials (AAFCO), em condições normais não se deve oferecer uma dieta com quantidades excessivas de cálcio e fósforo, pois as rações comerciais para filhotes já contém a quantidade necessária desses elementos.

Para os filhotes a dica é que, nos seis primeiros meses, os cãezinhos precisam de três a quatro refeições por dia, pois é nesse período que ocorre o crescimento mais rápido e aumentam as necessidades de nutrientes e energia. A partir dos seis meses, as necessidades diminuem à medida que o crescimento se torna mais lento, e apenas duas refeições por dia são suficientes.

O adulto necessita de uma dieta equilibrada e nutricionalmente completa para suprir suas necessidades diárias (dieta de manutenção). O alimento, ração ou comida caseira, deve ser balanceado para que não haja risco de obesidade ou deficiência de algum elemento.

Ração comercial (foto: stock.xchng)
Ração comercial (foto: stock.xchng)

A dica mais importante para os adultos é observar a quantidade de ração que deve ser consumida diariamente, seguindo a recomendação do fabricante fornecida na embalagem, de acordo com a raça ou tamanho do cão. Se o alimento fica disponível ao cão durante todo o dia, é mais difícil saber precisamente o quanto está sendo ingerido. Nos casos de acesso livre à comida, alguns cães podem ficar obesos, e outros podem ficar subnutridos, principalmente se houver relações de competição e/ou dominância com outros cães no mesmo ambiente.

No animal idoso a taxa metabólica é menor e as necessidades energéticas diminuem cerca de 30 a 40%. Nessa fase, o alimento deve ser de fácil digestão e com proteínas de alta qualidade. Existem no mercado diversos tipos de rações específicas que atendem todas as exigências dessa faixa etária. Se houver alguma enfermidade, uma ração terapêutica deve ser fornecida.

Para os idosos as dicas mais importantes são: prevenir a obesidade usando um esquema de alimentação em quantidades controladas; estabelecer exercícios moderados e regulares; e ter cuidado maior com os dentes e gengivas.

Situações especiais da vida do cão:

Gestação: nessa fase devem ser oferecidas refeições com alta digestibilidade, ricas em energia e nutrientes. Vale lembrar a importância de não superalimentar as cadelas prenhes, pois excesso de comida pode gerar filhotes pesados e problemas na hora do parto. O acréscimo de peso ao final da gestação deve ser de 15-25%. Após o parto a cadela deve ter 5-10% além do seu peso normal, para passar pelo desafio da amamentação sem que haja perda acentuada de peso. A dica para a gestação é que, até a quinta ou sexta semana não se deve aumentar a quantidade de comida, e no fim da gestação, a cadela deve comer várias pequenas porções ao longo do dia, uma vez que os fetos já estão grandes e ocupam bastante espaço na cavidade abdominal. Não estranhe se a cadela só quiser se alimentar 12 horas após o parto, este é um comportamento normal.

Amamentação: o fator nutricional mais importante é um suporte energético adequado para que haja produção suficiente de leite sem acarretar grande perda de peso e, ingestão de água para assegurar o volume de leite produzido. A dica durante a lactação é oferecer uma quantidade duas a três vezes maior de alimento para suprir o aumento da necessidade energética. Nesse período a dieta deve ser rica em nutrientes e altamente digestiva. O alimento deve ser oferecido várias vezes ao dia, ou deixar que a cadela tenha acesso livre à comida. Quando os filhotes começarem a comer alimentos sólidos, a quantidade de comida oferecida à mãe pode ser gradualmente reduzida.

No dia-a-dia apressado em que vivemos uma boa opção de alimentação para os cães são as rações comerciais, pois contém os nutrientes necessários nas quantidades corretas, além de serem muito práticas. Atualmente no mercado pet existem vários tipos de rações para diversas finalidades e fases da vida do cão, até mesmo para aqueles que precisam de dietas especiais, como nos casos de alergias alimentares ou problemas hepáticos e cardíacos. Para o cão, a hora da alimentação é um momento de socialização uma vez que seus ancestrais caçavam e se alimentavam em grupo. Aproveite esse momento para aumentar e melhorar a interação e amizade com seu cão. Lembrando que os petiscos e “agradinhos” devem ser específicos para cães e que não podem ser oferecidos em excesso e sim como recompensa!

O testamento de um cão

By Felipe Lopes on 18 de outubro de 2009

Boxer e dono
O testamento de um cão (foto: Brian Talbot / Flickr)

 

“Minhas posses materiais são poucas e eu deixo tudo para você…

Uma coleira mastigada em uma das pontas, faltando dois botões, uma desajeitada cama de cachorro e uma vasilha de água que se encontra rachada na borda.

Deixo para você a metade de uma bola de borracha, uma boneca rasgada que você vai encontrar debaixo da geladeira, um ratinho de borracha sem apito que está debaixo do fogão da cozinha e uma porção de ossos enterrados no canteiro de rosas e sob o assoalho da minha casinha.

Além disso, eu deixo para você a memória… que aliás são muitas.

Deixo para você a memória de dois enormes e meigos olhos, de uma caudinha curta e espetada, de um nariz molhado e de choradeira atrás da porta.

Deixo para você uma mancha no tapete da sala de estar junto à janela, quando muitas vezes eu me apropriava daquele lugar, como se fosse meu, e me enrolava feito uma bolinha para pegar um pouco de sol.

Deixo para você um tapete esfarrapado em frente da TV, o qual nunca foi consertado com o tipo de linha certa… isso é verdade. Eu o mastiguei todinho, quando ainda tinha cinco meses de idade, lembra?

Deixo para você um buraco que fiz no jardim perto da varanda da frente, onde eu enfiava a cara naqueles dias quentes. Ele deve estar cheio de folhas e por isso talvez você tenha dificuldades em encontrá-lo. Sinto muito.

Deixo também só para você, o barulho que eu fazia ao correr, quando íamos sair para passear.

Deixo ainda, a lembrança de vários momentos pelas manhãs, quando eu lhe acordava pulando em cima da cama, e você me colocava de volta no chão.

Recordo-me das suas risadas, porque eu ficava magro e engraçado depois do banho.

Deixo-lhe como herança minha devoção, minha simpatia, meu apoio quando as coisas não iam bem, meus latidos quando você chegava… e minha frustração quando você brigava comigo.

Eu sei que nunca fui à igreja, mas mesmo sem haver falado sequer uma palavra em toda a minha vida, deixo para você meu exemplo de paciência, amor e compreensão.

Nunca esquecerei de você…”
(autoria sugerida: Frank Reichstein)

Pulgas, um pouco sobre o inimigo

By Dog Dicas on 12 de outubro de 2009

Parasitas que se alimentam do sangue do hospedeiro, as pulgas já foram listadas em cerca de 2 mil espécies, sendo quatro delas mais comuns na área urbana: a do cão, a do gato, a do rato e a do homem. Ironicamente é a Ctenocephalides felis – a pulga de gato – a responsável por mais de 90% dos casos com cães.

Microscopia eletrônica de uma pulga (foto: reprodução / Wikipedia)
Microscopia eletrônica de uma pulga (foto: reprodução / Wikipedia)

Uma pulga salta até 30 cm de altura e tem uma espantosa velocidade de reprodução. Isso faz do combate à elas, uma guerra. Eliminar as que estão no corpo do animal não resolve o problema pois 95% estão espalhadas pelo ambiente em forma de larvas, ovos e pupas.

Ao caírem no chão, os ovos da pulga eclodem em até 10 dias, de onde saem larvas que entram nos carpetes, cobertores e pisos, se alimentando de restos orgânicos e fezes de pulgas adultas.

Entre 5 e 11 dias formam um casulo e em condições de temperatura e umidade adequadas, se transformam em pulgas adultas em apenas 5 dias (elas aguentam até 140 dias no casulo).

O ciclo de vida de uma pulga se completa em 3 a 4 semanas, com pulgas vivendo no animal por mais de 3 meses. Cada fêmea produz em média 20 ovos por dia durante 21 dias seguidos (420 ovos!).

Se este ciclo não é interrompido, torna-se uma séria ameaça à saúde, podendo causar dermatites, anemia, peste bubônica, stress, alergias e outros males. Se ingeridas acidentalmente, levam para o intestino a forma infectante do Dipylidium caninum, verme semelhante à Tênia (‘solitária’ do homem).

Felizmente, existe um verdadeiro arsenal disponível para quem precisa matar ou repelir pulgas, dependendo do grau de infestação, dos tipos de ambientes, número e condições dos animais, etc. Em todos os casos, a consulta ao seu médico veterinário é fundamental.

Lembre-se que a melhor profilaxia é manter o cão em boas condições de saúde.


Com colaboração de Breno Corrêa

Lassie – a Collie popstar

By Dog Dicas on 6 de outubro de 2009

Lassie
Lassie, em filmagens na Flórida para a série de TV em 1965 (foto: State Archive of Florida)

Lassie é o personagem canino que mais fez sucesso na mídia em todo mundo. Para quem não sabe, se tratava de uma carismática e inteligente collie, que salvava a todos do perigo. Lassie foi criada pelo autor anglo-britânico Eric Knight no conto ‘Lassie Come-Home’, publicado no Saturday Evening Post em 1938 e como romance em 1940 (no Brasil, ‘A força do coração’).

Na estória, um menino possui uma collie excepcionalmente bela e leal, mas que é vendida a um nobre quando a família enfrenta graves dificuldades econômicas. Ambos sofrem com a separação, acentuada quando o novo proprietário a leva para centenas de quilômetros de distância. Mas Lassie consegue escapar e volta para o menino.

O livro foi adaptado para o cinema em 1943 e co-estrelado por Roddy McDowall e Elizabeth Taylor, respectivamente com quinze e nove anos de idade. O filme foi um sucesso e teve uma resposta favorável da crítica, o que fez a MGM produzir, nos anos seguintes, novos filmes com Lassie.

Na TV sua carreira teve início em 1954 em uma série no canal CBS (EUA), mas ao contrário do livro e dos filmes criados na Grã-Bretanha, a série de televisão norte-americana trouxe Lassie para uma fazenda nos Estados Unidos dividindo a cena com mais de uma criança. Posteriormente com trabalhadores florestais adultos e, finalmente, com crianças de um lar para crianças com problemas.

A série durou até 1974 com a marca de 588 episódios e ganhou dois prêmios Emmy. Mas as aparições de Lassie continuaram em filmes, séries, livros e comerciais por mais de 50 anos.

O primeiro cão a estrelar o papel de Lassie foi “Pal”, um collie treinado pelo Studio Dog Training School (posteriormente por Frank Freeman, futuro treinador de Benji).

Curiosamente, todos os cães que interpretaram Lassie eram machos. Na verdade, Lassie personagem nunca foi representada por uma fêmea. Os estúdios alegavam que a fêmea perde seu manto uma vez por ano e que o tamanho maior do macho era mais adequado para dividir as cenas com atores infantis.

Para perpetuar o porte e a pelagem de Lassie, Pal foi criado com fêmeas selecionadas e o uso de um cão da linhagem direta de Pal para interpretar a heróica collie é uma exigência dos fãs. Além de Pal, oito gerações de seus descendentes também interpretaram Lassie.

Algumas curiosidades sobre Lassie:

  • O desenho das labaredas e do grande avental branco do manto são registrados juridicamente;
  • Lassie é um dos três animais com uma estrela na calçada da Fama – ao lado de Rin Tin Tin e Strongheart. Além disso foi eleita o animal mais popular do cinema com 54% dos votos contra 22% do porquinho Baby e 11% da coruja Hedwig, de Harry Potter;
  • Em 2005 um remake do original ‘Lassie Come Home’ foi produzido no Reino Unido com Peter O’Toole e Samantha Morton;
  • Lassie continua a fazer aparições pessoais, bem como possui uma linha de comercialização de alimentos para animais e um programa de TV chamado “Lassie’s Pet Vet”, nos Estados Unidos.

Enterrando ossos

By Dog Dicas on 28 de setembro de 2009

Cão enterrando ossos
Cão com osso – um comportamento ancestral (foto: Carrie Cizauskas)

Apesar da domesticação, o cão continua a ser o mesmo carnívoro que seus parentes selvagens (lobos e chacais) são, conservando diversos instintos de seus ancestrais, como enterrar ossos quando saciados. Os lobos pegavam a presa, comiam parte dela e depois enterravam o que restava para se alimentar novamente quando sentissem fome.

Dos alimentos enterrados, eles ainda retiravam nutrientes para o seu crescimento e manutenção, pois ossos e cartilagens possuem cálcio, mineral necessário para a formação dos dentes, ossificação, crescimento, atividade muscular, reprodução, etc.

Os cães domésticos não enterram mais comida, mas ainda escondem e enterram seus ossos e pertences. Isso pode ser visto também quando eles guardam seus objetos pessoais, como brinquedos e roupas.

Embora seja natural para o cão enterrar ossos, muitos proprietários não o permitem já que em alguns casos isso danifica seu jardim, ou área de lazer, além de aumentar a agressividade do cão na proteção do local onde os escondeu. Uma criança, por exemplo, pode ser atacada simplesmente por chegar próximo a área protegida.

Uma dica para quem quer preservar o seu jardim: se seu cachorro adora fazer buracos para enterrar ossos ou se refrescar, construa um pequeno tanque de areia em uma parte isolada. Assim ele pode cavar a vontade sem acabar com a sua grama.

Você sabe o que é um pedigree?

By Dog Dicas on 23 de setembro de 2009

Pedigree
Modelo de pedigree emitido pela CBKC – o pedigree é a única garantia de que seu cão pertence a uma determinada linhagem (foto: José Reynaldo da Fonseca)

Pedigree é o certificado de registro (CR) de um animal doméstico, que apresenta suas características genéticas básicas de acordo com a raça, variedade e pelagem (cor e tipo) além da árvore genealógica do animal até a terceira geração.

A palavra pedigree originou-se do francês antigo ‘pied de grue’ (pé de grou), pois o grou deixa uma pegada com três traços para frente e um para trás, semelhante a composição dos genealogistas para representar um registro de ancestralidade nos livros de linhagem.

Inicialmente o pedigree era usado para definir a genealogia de seres humanos, mas a partir de 1.608 começou a ser utilizado para registrar a linhagem de animais.

Atualmente o pedigree é a única garantia de que seu cão pertence a uma determinada linhagem, onde deverão ser registrados seus títulos (se houver), ascendência, linha de sangue ou de criação e demais características. Ele é o documento que deverá ser consultado quando você desejar cruzar seu cão, pois evitará consanguinidade. Além disso, para participação em exposições, o pedigree é obrigatório.

Cães com pedigree são mais caros, porém o pedigree custa muito menos do que alguns maus criadores divulgam e atualmente, para um filhote registrado até noventa (90) dias, o preço está em torno de R$ 30,00 (trinta reais).

Para obter um pedigree é necessário que os pais também o tenham e que o dono da fêmea possua um canil registrado. O documento também serve como título de propriedade.

Para mais informações sobre pedigree e como obtê-lo, entre em contato com a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia).

Tributo a um cão

By Dog Dicas on 24 de agosto de 2009

Monumento George G. Vest
Monumento em homenagem a George G. Vest, construído em 1958, em frente ao tribunal do Condado de Johnson, na cidade de Warrensburg, Missouri, Estados Unidos (foto: reprodução / Wikipedia)

“O mais altruísta dos amigos que um homem pode ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade é o cão.”

“Senhores jurados, o cão permanece com seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente. Quando só ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que aparecem nos encontros com a violência do mundo. Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe. Quando a riqueza desaparece e a reputação se despeça, ele é constante em seu amor como o Sol na sua jornada através do firmamento.

Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilégio maior de acompanhá-lo contra o perigo, para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena se apresenta, a morte o leva em seus braços e seu corpo é deixado na laje fria, não importa que todos os amigos sigam seu caminho: lá ao lado de sua sepultura se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes mas em atenta observação, fé e confiança mesmo à morte”.


Este tributo foi apresentado ao júri pelo ex-senador americano George G. Vest (então advogado), que representou o proprietário de um cão morto a tiros, propositalmente, pelo seu vizinho. O fato ocorreu a um século na cidade de Warrensburg, Missouri, Estados Unidos. O senador ganhou o caso e hoje existe um monumento do cão na cidade e seu discurso está escrito na entrada do tribunal de justiça.

Cães e donos – pesquisas americanas

By Dog Dicas on 8 de agosto de 2009

  • 51% dos cães e gatos domésticos têm nomes humanos;
  • 70% dos donos de cães esperam que seu cachorro o alivie em momentos de depressão / tristeza, comparado com apenas 31% dos donos de gatos;
  • 27% dos donos de cães já tiraram fotos do seu animal com Papai Noel ou o Coelhinho da Páscoa;
  • 61% dos donos de cães dizem que cuidar de um cão satisfaz suas necessidades de ter um filho;
  • 48% das mulheres donas de cães contam mais com o afeto dos seus animais do que com o do seus maridos ou filhos.

São bernardo – salvadores sim, mas sem barril

By Dog Dicas on 5 de agosto de 2009

São Bernardo
São Bernardos não usavam barril (foto: Elaine Ashton / Flickr)

A imagem de salvador de viajantes dos cães são bernardo surgiu na Suíça em meados do século XVIII. Foi em Valais, na ‘Pousada do Grande São Bernardo‘, um monastério localizado num dos pontos mais altos das montanhas e passagem obrigatória para os viajantes que cruzavam os Alpes.

Os monges que adestravam os cães como auxiliares em trabalhos domésticos começaram a treiná-los também para guiar os viajantes e buscar vítimas soterradas por avalanches.

Apesar de realmente serem cães de salvamento (ou cães de resgate), os monges negam que qualquer São Bernardo tenha carregado barris em torno do pescoço (freqüentemente vistos nas ilustrações e desenhos animados). Eles acreditam que a origem da imagem do barril é fruto de pinturas da época, mantidas para os turistas. Em especial, uma de 1820 feita por Edwin Landseer

A estratégia de salvamento utilizada pelos São Bernardos envolvia até 4 animais simultaneamente: dois deitavam lado a lado com a pessoa para mantê-la aquecida e um terceiro lambia sua face, tentando reanimá-la, enquanto o quarto cão retornava ao monastério para buscar ajuda.

O mais conhecido desses cães chamava-se Barry, que salvou entre 40 e 100 pessoas durante sua vida.

Um monumento à Barry foi erguido e ele ainda pode ser visto, empalhado, no Museu de História Natural de Berna.

Quantos cães são necessários para trocar uma lâmpada?

By Dog Dicas on 2 de agosto de 2009

Golden Retriever:
O sol está brilhando, o dia mal começou, temos toda a vida pela frente e você está enfiado dentro de casa preocupado com uma lâmpada?

Border Collie:
Apenas um. Eu vou trocar a lâmpada, o interruptor e toda a fiação que estiver com problemas.

Dachshund:
Eu não consigo alcançar essa lâmpada idiota!

Beagle:
É mais confortável dormir no escuro.

Poodle Toy:
Deixa comigo, eu vou bater uma linha pro Border Collie e ele resolve tudo. Quando ele terminar de trocar a fiação, minhas unhas já vão ter secado.

Rottweiler:
Vai encarar? Vem me fazer trocar!

Old English Sheep Dog:
Lâmpada? Lamento, mas não estou vendo nenhuma lâmpada.

Pug:
Hm… dois. Ou talvez um. Não… pensando melhor, dois! Está bem assim?

Shi-tzu:
Meu bem, me poupe. Deixe a criadagem cuidar disso.

Labrador:
Eu, eu, eu, por favor! Deixa eu trocar a lâmpada! Posso? Posso? Hein?

Malamute do Alasca:
Deixa que o Border Collie troca. Enquanto isso, você pode me dar comida.

Cocker Spaniel:
Trocar lâmpada pra quê? Eu não preciso de luz pra fazer xixi no carpete.

Irish Wolfhound:
Será que não dá pra arrumar outro pra fazer isso? Estou de ressaca…

Greyhound:
Essa lâmpada não se mexe. Esquece!

Afghan Hound:
Lâmpada? Que lâmpada?

Bouvier:
Aquilo que eu acabei de comer era uma lâmpada?

Pastor Alemão:
Eu tomo conta da lâmpada enquanto você decide. Não cheguem perto!

Jack Russell Terrier:
Eu vou alcançar! Eu sei que vou conseguir alcançar! Só mais vinte pulos e ela vai ser minha, só minha!

Mastiff:
Não tenho medo de escuro.

Poodle Standard:
Eu treinei meus humanos para fazerem isso.

Basset Hound:
zzzZZZzzzZZZzzz…

Cães na guerra

By Dog Dicas on 29 de julho de 2009

Rexo
Rexo – cão militar ou MWD (foto: Beverly & Pack / Flickr)

 

  • Cães-de-guerra são relatados entre os egípcios, os sumérios e nos exércitos de Ciro e Alexandre Magno. Os romanos utilizavam cães em suas legiões, cobertos de couro e portando fogo em recipientes de bronze para incendiar acampamentos inimigos
  • No século XVI, na guerra franco-britânica, Henrique VIII utilizou mais de 500 cães contra Carlos V da França;
  • Os conquistadores usaram cães no aniquilamento dos impérios inca e asteca. Os índios dos EUA aproveitavam seus cães como sentinelas, na captura de invasores e como fonte de alimento;
  • Na 1ª Guerra Mundial foram utilizados 400.000 pastores alemães. A Alemanha os incorporava desde 1883 possuindo cerca de 6.000 no início da guerra (em clara vantagem contra os cerca de 250 cães sanitários da França) e anexou mais 35.000;
  • Na 2ª Guerra Mundial a Alemanha tinha 200.000 cães. Por não os possuírem, os EUA desenvolveram centros especiais de treinamento militar denominados K9 e treinaram cerca de 15.000 cães que participaram de batalhas na Europa e até na África;
  • A União Soviética utilizou 40.000 cães ‘suicidas’, armados com bombas para conter o avanço da divisão Panzer alemã;
  • Os pastores alemães, na Itália se destacaram como cães pára-quedistas;
  • Como muitas mensagens eram interceptadas, o yorkshire, levava bilhetes e ordens por túneis que só ele passava. Depois disso tiveram início o uso de ‘cães de ligação’ que, além de transportar uma mensagem na sua coleira, ainda levavam um pombo-correio no colete destinado à resposta;
  • As Forças Armadas Americanas classificaram como ‘heróis anônimos’ os 281 cães mortos na Guerra do Vietnã. Atualmente, o Exército tem 500 deles, muitos no Iraque onde mais de 130 mil soldados são ajudados por cães conhecidos como MWD (Military Working Dog), treinados para detectar explosivos.

Spaniel – o que significa?

By Dog Dicas on 24 de julho de 2009

Cocker spaniel
Um english springer spaniel em ação (foto: Xan Latta / Flickr)

Os spaniels são um grupo de cães de caça de pêlo sedoso (liso ou ondulado) e longas orelhas. Sua função é, pelo faro, encontrar e ‘desalojar’ aves selvagens como patos, gansos, galinhas e codornas para que o caçador possa abatê-la em pleno vôo*.

Assim que o caçador abate a ave, sua tarefa passa a ser a de procurá-la e trazê-la de volta.

Na idade média os spaniels eram utilizados na falcoaria, desalojando a caça para que o falcão a abatesse. Com o invento das armas de fogo o falcão perdeu sua função, mas os spaniels não.

Não se sabe ao certo a origem da palavra ‘spaniel’. Alguns acreditam ser uma referência à Espanha (de fato há registros deles em toda Península Ibérica, porém, em datas anteriores ao nome ‘Espanha’). Outros acreditam ser uma referência à palavra celta ‘spain’, que quer dizer ‘coelho’, sugerindo uma alternativa à sua função.

Algumas raças de spaniels: cocker spaniel inglês, field spaniel, sussex spaniel, english water spaniel, cocker spaniel americano e springer spaniel inglês.

Spaniels são bastante inteligentes, afetuosos, e obedientes. Qualidades que combinadas com sua beleza, lhe tornam muito desejados como cães de companhia.


(*) Grupo de raças número 8, conforme reconhecimento da Fédération Cynologique Internationale (FCI), Clube Português de Canicultura (CPC) e Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC).

Terrier – o que significa?

By Dog Dicas on 22 de julho de 2009

Bull terrier
Terriers eram usados para caçar ratos sob a terra e competiam em eventos de extermínio (foto: me’nthedogs / Flickr)

Bravos, resistentes e com forte e energética personalidade. Terriers se refere a um grupo de raças de cães produzidos para caça e matança (diferente dos retrievers, que foram produzidos para a recuperação da caça abatida).

Sua origem remonta as ilhas britânicas onde eram usados para caçar raposas, fuinhas, e ratos sob a terra (a palavra terrier vem do Francês Médio ‘terrier’ e anteriormente do latim, ‘terra’), chegando a competir em eventos de extermínio de poços de ratos onde o cão mais rápido em matar os roedores vencia.

Existe o registro de uma bull terrier chamada Jenny Lind que foi desafiada a matar quinhentos ratos em menos de três horas. Ela completou o trabalho em uma hora e trinta e seis segundos (!).

Hoje, contudo, a maioria dos terriers são utilizados como cães de companhia. São leais e afetuosos com seus donos mas sua personalidade forte exige pulso firme.

Os terriers podem ser divididos em grupos de caça ou de trabalho, show terriers, toys (yorkshire) e fighting (bull terrier, pit bull terrier, etc).

Destaque para o terrier brasileiro, resultado da cruza entre cães europeus (trazidos para o Brasil pelos jovens que voltavam de seus estudos na Europa) e os cães nacionais.