O teste de Q.I. canino de Stanley Coren – como realizar

By Dog Dicas on 11 de dezembro de 2012

Border collie DogDicas
Como testar a inteligência do seu cão? (foto: Helena Lopes / Pexels)

Nota: Existem divergências quanto à validade do teste de Q.I. como medidor de inteligência. Este texto aborda, especificamente, os resultados das pesquisas do psicólogo canino Stanley Coren.

Sabemos que cães são animais realmente muito inteligentes, capazes de aprender desde simples regras e truques até grandes demonstrações de compreensão. Mas se você quer medir o quanto o seu cão é inteligente, apresentamos um teste de Q.I. (Quociente de Inteligência) elaborado pelo famoso psicólogo e adestrador Stanley Coren em seu livro “A inteligência dos cães” (Ediouro, 1996). Contudo, vale lembrar que, além do amor dedicado ao cão, a principal fórmula para que seu melhor amigo se torne um pequeno ‘Einstein’ são os estímulos diários realizados pelo dono e a atenção dispensada ao animal.

Regras: Ao todo, são 12 testes, sendo que o 7º e o 8º devem ser realizados na seqüência e os demais podem ser aplicados aleatoriamente. Para marcar o tempo que o animal gasta em cada teste e dar sua devida pontuação, você precisará de um cronômetro. Os testes que envolvem petiscos não devem ser aplicados quando o cão acabou de comer ou quando está com muita fome. Para realizar o teste, a idade mínima do cão é de 9 meses para os de grande porte e 1 ano para os demais portes. É importante ressaltar que a pessoa que aplicará o teste deve ter convivido pelo menos três meses com o cão e este, por sua vez, deve morar no local do teste há pelo menos 2 meses. Para a obtenção de resultados melhores e mais fiéis, procure aplicar o teste em momentos nos quais seu cão esteja mais calmo, sem fome nem sono e com bastante disposição.

Teste 1 – Aprendizado por observação (mede o grau de associação entre idéias)

Se você costuma sair com seu cão, simule um passeio. Caso contrário, faça uma adaptação a outra atividade corriqueira e caracterizada pelo uso de algum objeto específico. Em horário e lugar diferentes do habitual, mostre o objeto para ele (como a coleira, por exemplo) e observe a reação. Pontuação – Se o cão demonstrar interesse e excitação como se soubesse o que vai acontecer e correr até a porta ou vier direto em sua direção, dê 5 pontos. Se não, dê mais uma dica, como ir à porta e parar . Se ele agora der sinais de que entendeu que vai passear, dê 4 pontos. Se não, dê mais uma chance de ele perceber. Vire, por exemplo, a maçaneta da porta, fazendo barulho. Se ele finalmente compreender, dê 3. Caso tenha demonstrado apenas prestar atenção nas atividades anteriores, dê 2. Se não fez nada nem prestou atenção, dê 1.

Teste 2 – Habilidade em solucionar problemas / Grau 1 (avalia a habilidade de resolver situações por conta própria, utilizando experiências anteriores)

Pegue um petisco, agite-o perto do cão e deixe que ele o cheire. Ponha o petisco no chão e uma lata sobre ele.Com gestos e palavras, estimule-o a pegar o petisco. Em seguida, meça o tempo. Pontuação – Se o cão derrubar a lata e pegar o petisco em até 5 segundos, dê 5 pontos. Se levar de 5 a 15 segundos, dê 4. Entre 15 a 30 segundos, dê 3. De 30 a 60 segundos, dê 2. Se tentar uma ou duas vezes, cheirando em torno da lata, mas não pegar a isca após 1 minuto, dê 1 ponto. Se não fizer qualquer esforço para pegá-lo, dê 0.

Teste 3 – Aprendizagem do meio ambiente (verifica o quanto o cão memoriza a posição dos objetos em um local, criando um mapa mental do ambiente)

Escolha um lugar familiar ao cão, com vários objetos. Sem ele ver, mude cinco objetos de lugar. Opte por aqueles de fácil acesso a ele. Leve o cão para dentro do local e comece a medir o tempo, em silêncio. Pontuação – Se ele explorar ou farejar qualquer dos objetos trocados de lugar dentro de 15 segundos, significa que percebeu rapidamente a mudança. Dê, então, 5 pontos. Se demorar de 15 a 30 segundos, dê 4 pontos. Se a fizer entre 30 e 60 segundos, dê 3. Se olhar em volta dando sinais de que percebeu algo diferente, mas não explorar nenhuma modificação, dê 2. Se, passado 1 minuto, o cão ignorar as mudanças, dê 0.

Teste 4 – Habilidade em solucionar problemas / Grau 2 (verifica como o cão sai de uma situação aflitiva)

O cão precisa estar acordado e razoavelmente ativo. Faça-o cheirar uma toalha de banho. A seguir, use-a para cobrir a cabeça e parte do corpo dele. Marque o tempo e observe, em silêncio. Pontuação – Se o cão se livrar em até 15 segundos, dê 5 pontos. Se demorar de 15 a 30, dê 4. De 30 a 60, 3 pontos. De 1 a 2 minutos, 2 pontos. Se não tirar a toalha após 2 minutos, dê 1.

Teste 5 – Aprendizagem social (avalia a compreensão visual das expressões emocionais)

Quando o cão estiver sentado ou deitado a dois metros de você, olhe fixamente para ele. Assim que ele olhar para você, conte até 3 em silêncio e dê um grande sorriso. Pontuação – Se o cão vier até você abanando o rabo, dê 5 pontos. Se vier, mas devagar ou abanando o rabo apenas por uma parte do caminho, dê 4. Se estava sentado e ficar de pé ou se estava deitado e se sentar, mas não andar até você, dê 3. Se o cão se afastar de você, dê 2. Se não prestar atenção, dê 1.

Teste 6 – Habilidade em solucionar problemas / Grau 3 (verifica como o animal se sai em desafios que exigem persistência)

Mostre um petisco ao cão. Deixe-o vê-lo e cheirá-lo por 5 segundos. Ponha-o no chão e, enquanto o cão observa, jogue a toalha aberta em cima do petisco. Com palavras e gestos, estimule-o a pegar o petisco. Marque o tempo. Pontuação – Se o cão estiver com o petisco na boca em até 15 segundos, dê 5 pontos. Em 15 a 30 segundos, dê 4. Em 30 a 60 segundos, dê 3. Em 1 a 2 minutos, dê 2. Se tentar apanhar o petisco, mas desistir, dê 1. Se ele nem tentar em 2 minutos, dê 0.

Teste 7 – Memória de curto prazo (Imediatamente após esse teste, faça o teste 8)

Leve o cão a um ambiente razoavelmente grande e coloque um petisco num canto enquanto ele observa. Deixe o ambiente juntamente com o cão e, após 15 segundos, volte com ele para a sala (sem falar nada) e comece a marcar o tempo. Pontuação – Se o cão for direto ao petisco, significa que memorizou bem. Dê 5 pontos. Se farejar metodicamente ao redor da sala e achar o petisco, é porque não fixou com exatidão o local onde estava o alimento. Dê 4. Se procurar à toa, sem rumo, mas mesmo assim achar o petisco em até 45 segundos é porque não memorizou o local e está usando o faro e a visão para achá-lo. Dê 3. Se ele tentar achar, mas não conseguir após 45 segundos, dê 2. Se nem tentar, dê 1.

Teste 8 – Memória de longo prazo (mede a capacidade de armazenar informações por muito tempo)

O procedimento é igual ao do teste 7, mas, ao invés de ficar fora do ambiente por 15 segundos, fique apenas 5 minutos. Após o tempo, volte para o ambiente com o cão e comece a marcar o tempo, sem falar nada. Pontuação – Se o cão for direto ao petisco, dê 5 pontos. Se foi ao quanto onde estava o primeiro petisco e depois rapidamente ao canto certo, ele confundiu os dois locais memorizados. Dê 4 pontos. Se cheirar metodicamente ao redor da sala e achar o petisco, dê 3 (pois ele usou o faro e a visão). Se parecer procurar à toa, mas achar o petisco em até 45 segundos, dê 2. Se tentar achá-lo, mas sem sucesso após 45 segundos, dê 1. Se nada tentar, dê 0.

Teste 9 – Resolução de problemas e habilidade de manuseio (avalia a capacidade de vencer desafios, usando as patas)

Com livros ou tijolos empilhados, faça dois montes, deixando-os um pouco separados, e coloque uma tábua sobre eles. O objetivo é fazer uma espécie de mesa, baixa o bastante para que o cão não enfie a cabeça por baixo dela, mas suficiente para que coloque as patas. Ponha sobre a tábua alguns livros pesados ou tijolos para que o cão não a derrube. Mostre-lhe um petisco e deixe cheirá-lo. Com gestos exagerados, ponha o petisco sob a mesa. Estimule o cão a pegá-lo, mas aponte o local. Marque o tempo. Pontuação – Se o cão usar as patas e pegar o petisco em até 60 segundos, dê 5 pontos. Se o apanhar em 1 a 3 minutos, dê 4. Se usar só o focinho ou as patas, mas não conseguir pegar o petisco após 3 minutos, dê 3. Se não usar as patas e se contentar em cheirar ou tentar pegar o petisco com o focinho uma ou duas vezes e desistir, dê 2. Se, após 3 minutos, não tiver tomado qualquer iniciativa para pegar o petisco, dê 1.

Teste 10 – Compreensão de linguagem (verifica a capacidade de compreender o significado das palavras)

Com o cão deitado – no mínimo a dois metros de você – diga uma palavra à qual ele não esteja acostumado (ex: microondas). Faça o mesmo tom de voz que costuma usar para chamá-lo. Pontuação – Se o cão mostrar vontade de ir até você, é sinal que reagiu ao tom de voz e não à palavra. Dê 5 pontos. Se não vier, diga outra palavra que ele não esteja acostumado a ouvir, como “espelho”, no mesmo tom de voz que usa para chamá-lo. Se ele for em sua direção, dê 4 pontos. Se ele ainda não se manifestar, diga o nome dele e a palavra que usa para chamá-lo. Se ele vier ou mostrar tendência de ir até você, dê 3 pontos. Se não, chame-o mais uma vez. Se vier, dê 2. Se não, dê 1.

Teste 11 – Processo de aprendizado (mede a habilidade de associar uma ação a um comando)

Esse teste é mais complicado, e exige certa qualificação de quem está aplicando. Então, para quem não quiser aplicar esse, não precisa. O cão será induzido a um comportamento desconhecido: levantar-se da posição sentado, dar um passo à frente, dar meia-volta para ficar de frente com você e sentar-se de novo. O cão deve estar sentado, do seu lado esquerdo, com coleira e guia.

Etapa 1 a 3: 1) Com voz clara, dê uma ordem que o cão não conheça, como “frente”. Ao mesmo tempo, dê tapinhas com as mãos nas pernas dele, bem acima dos joelhos. 2) Guie-o para ficar na posição frente: dê um passo à frente com o pé esquerdo, e puxe a guia, em sentido horizontal diante da cabeça dele, para que levante e avance um ou dois passos. 3) Dê um passo para trás com a perna direita, puxando a guia para obrigá-lo a virar para você no sentido horário. Se for um cão grande, talvez você tenha de dar mais um passo para trás. Elogie-o imediatamente ou lhe dê um petisco. Coloque-o de novo sentado ao seu lado esquerdo e repita o exercício nas etapas 2 e 3.

Etapa 4 a 5: Igual à etapa anterior, contudo você deve dar uma pausa de um segundo após a ordem “frente” e depois tentar deslocar o cão na posição frente usando o mínimo ou nenhum movimento com sua perna esquerda.

Etapa 6: Dê a ordem frente e observe. Pontuação – Se ele sair do seu lado e for para a posição frente, mesmo de maneira desajeitada, dê 6 pontos e considere o teste encerrado. Afinal, ele aprendeu todo o movimento do exercício. Se ele não se mexer após 5 segundos guie-o ao lugar certo e recompense-o, como se fosse apenas um treinamento.

Etapas e testes subseqüentes: Repita 10 vezes, como treinamento, a etapa 4 a 5 e depois dê a ordem frente e observe. Pontuação – se o cão executar a manobra toda, dê 5 pontos. Se não, faça mais 10 vezes e repita pela última vez a ordem frente e observe. Se o cão executar o exercício sem nenhuma ajuda sua (não importa se o fizer de forma desajeitada, lenta ou confusa), dê 3 pontos. Se o cão der a volta até a sua frente, mas não sentar, dê 2. Se ficar de pé ao receber a ordem, mas não se mexer, dê 1. Se permanecer sentado dê 0.

Teste 12 – Resolução de problemas (mede a capacidade de desenvolver soluções elaboradas)

Pegue um papelão de tal altura que o cão não pule e faça nele um buraco pelo qual sua mão consiga passar. Faça o papelão ficar em pé, prendendo-o com fita adesiva ou barbante em “paredes” laterais (podem ser duas caixas ou cadeiras). O papelão servirá de “barreira”. Ponha-o diante do papelão e peça para alguém para segurá-lo, se for preciso. Fique do mesmo lado. Estimule-o a olhar através do buraco. Com gestos exagerados, introduza um petisco através do buraco e coloque-o no chão a uma distância tal que o cão não possa alcançá-lo com a pata. Marque o tempo e peça ao ajudante que solte o cão, enquanto você o estimula com gestos e palavras a pegar o petisco. Pontuação – Se o cão contornar o papelão e pegar o petisco em até 15 segundos, dê 5 pontos. É sinal de que percebeu que precisava dar a volta. Se levar entre 15 e 30 segundos, dê 4. Se demorar de 30 a 60 segundos, dê 3. Se não tiver pego o petisco após 60 segundos, pare de estimulá-lo ativamente e fique calado por perto, marcando o tempo. Se pegar o petisco em 1 a 2 minutos, dê 2. Se tentar alcançá-lo enfiando a pata através do buraco e depois desistir, dê 1. Se não fizer nenhum esforço para pegá-lo após 2 minutos, dê 0.

Resultados

Para quem realizou todos os testes:

54 pontos ou mais | Cão considerado brilhante. Um exemplar com esse nível de Q.I. é muito raro.
48 a 53 pontos | Cão excelente, dotado de um Q.I. extremamente alto.
42 a 47 pontos | Cão com Q.I. médio superior. Será capaz de fazer praticamente qualquer tarefa que compete a um cão comum.
30 a 41 pontos | Cão com Q.I. médio. Representa um cão normal, que executa algumas atividades e outras não.
24 a 29 pontos | Cão com Q.I. médio baixo. Embora às vezes o cão pareça agir muito inteligentemente, a maior parte do tempo exigirá muito trabalho para fazê-lo entender o que queremos dele.
18 a 23 pontos | Cão com Q.I. baixo. Pode ter dificuldade em se adaptar às exigências do cotidiano e às expectativas do dono. Mas em um ambiente estruturado, pouco estressante, pode se sair até razoavelmente.
17 pontos ou menos | Cão deficiente em muitas áreas do Q.I.

Para quem deixou de realizar o teste 11

49 pontos ou mais | Cão considerado brilhante. Um exemplar com esse nível de Q.I. é muito raro.
44 a 48 pontos | Cão excelente, com Q.I. extremamente alto.
38 a 43 pontos | Cão com Q.I. médio superior. Será capaz de fazer praticamente qualquer tarefa que compete a um cão comum.
27 a 37 pontos | Cão com Q.I. médio. Representa um cão normal, que executa algumas atividades e outras não.
22 a 26 pontos | Cão com Q.I. médio baixo. Embora às vezes o cão pareça agir muito inteligentemente, a maior parte do tempo exigirá muito trabalho para fazê-lo entender o que queremos dele.
16 a 21 pontos | Cão com Q.I. baixo. Pode ter dificuldade em se adaptar às exigências do cotidiano e às expectativas do dono. Mas em um ambiente estruturado, pouco estressante, pode se sair até razoavelmente.
15 pontos ou menos | Cão deficiente em muitas áreas do Q.I.

6 dicas de Cesar Millan para dominar o passeio com seu cão

By Dog Dicas on 23 de agosto de 2012

Cesar Millan
Cesar Millan explica como ser o líder da matilha na hora da caminhada (foto: Aktiv I Oslo.no / Flickr)

Quando estou com o minha matilha, muitas vezes ando com cerca de 10 cães ao mesmo tempo, às vezes até sem coleira, se eu estou em uma área segura. As pessoas ficam maravilhadas com isso, mas é simples: os cães me vêem como líder da matilha. É por isso que os cães seguem-me onde quer que eu vá. Aqui estão 6 dicas de treinamento sobre como passear com seu cão e dominar a caminhada.

1. Ande na frente do seu cão
Andar na frente do seu cão lhe permite ser visto como o líder da matilha. Por outro lado, se o seu cão controla você na caminhada, ele é o líder da matilha. Você deve ser o primeiro a sair pela porta e o primeiro a entrar. Seu cão deve estar ao lado ou atrás de você durante a caminhada.

2. Use uma coleira curta
Isso permite que você tenha mais controle. Prender a coleira no alto do pescoço pode ajudar você a se comunicar com mais facilidade, orientar e corrigir o seu cão. Se você precisar de ajuda adicional, considere uma coleira Illusion. Sempre tenha a segurança do seu cão em mente quando o estiver corrigindo.

3. Separe tempo suficiente para passear com seu cão
Os cães, como seres humanos, são diurnos, de modo que fazer caminhadas pela manhã é o ideal. Eu recomendo separar de 30 minutos a uma hora completa para isso. As necessidades específicas de cada cão são diferentes. Consulte o seu veterinário e fique de olho no comportamento do seu cão para ver se suas necessidades estão sendo atendidas.

4. Como recompensar seu cão durante a caminhada
Após seu cão ter mantido um bom estado de espírito, recompense-o, permitindo que pare para farejar e faça suas necessidades. Você decide quando o tempo de recompensa termina. Ele deve ser sempre menor do que o tempo gasto na caminhada.

5. Continue liderando, mesmo após a caminhada
Quando chegar em casa, não pare de liderar. Mantenha seu cão esperando pacientemente enquanto você retira sua coleira ou tira seus sapatos.

6. Recompense seu cão após a caminhada
Ao dar uma refeição a ele após a caminhada, você permitiu que o seu cão ‘trabalhasse’ por água e comida.

E não se esqueça de dar um bom exemplo sempre apanhando as necessidades do seu cão!

Metas para um novo ano por Cesar Millan

By Dog Dicas on 11 de janeiro de 2011

Cesar Millan em seu habitat (foto: cesarsway.com)

Um novo ano é um grande momento para definir novas metas para si mesmo, sua vida e seu relacionamento com os cães. Por isso, aqui vão algumas dicas de Cesar Millan para você pôr em prática com o seu companheiro e começar bem o seu próximo ano:

Deixe as desculpas de lado e encontre tempo para se dedicar ao seu cão: Ficar menos tempo longe de casa e reservar um tempo maior para seu animal de estimação fará com que você possa melhorar o vínculo com seu cão e fortalecerá ainda mais a sua imagem como o líder do grupo.

Desacelere e viva o momento: Os problemas e a correria do dia-a-dia podem, muitas vezes, nos cegar para as coisas boas em nossas vidas. Mas você não deve se esquecer de participar ativamente da vida de seu cão. Tente não se preocupar com o passado nem com os obstáculos que podem surgir no meio do caminho. Planeje um dia só para você e seu cão. Acorde, sinta-se feliz e dê um passeio para limpar sua mente. Desfrute das paisagens, sons e cheiros do mundo ao seu redor e, é claro, da companhia de seu cão. Afinal, todo mundo merece um pouco de férias. Com organização e dedicação, você poderá incluir no seu dia-a-dia essa atividade com seu cão.

Deixe seu cão ser um cão! Muitos proprietários agem como se seus cães fossem pessoas e pensam que suas mentes e emoções funcionam exatamente como as nossas. Contudo, humanizar um cão causa desequilíbrio e, consequentemente, torna o animal insatisfeito e perturbado. Então, ao invés de tentar fazer de seu cão um humano, dedique-se em conhecê-lo a fundo para saber quem e como ele realmente é. Lembre-se de que, em primeiro lugar, os cães são animais; em segundo, a espécie; em seguida, a raça; e, por último, o nome.

Restabeleça sua conexão com a natureza: Por inúmeros motivos, nós, seres humanos, somos diferentes de qualquer outro ser que vive nesse planeta. Nós temos o poder de racionalização, o que inclui o poder de enganar. Ao contrário dos demais animais, nós devastamos a Terra. Os cães, contudo, são exemplos que deveriam ser seguidos por nós para a salvação do ecossistema. Eles têm o instinto que muitos seres humanos perderam: o contato com a ‘Mãe Natureza’. Por meio de seu focinho, olhos e ouvidos, os cães passam horas desfrutando da natureza que os rodeia. Assim, aprenda com seu cão e vá fazer uma caminhada; respire o ar e as flores; vá acampar; faça uma viagem ou, simplesmente, sente-se e tome um sol ou medite sob as estrelas.

Cesar Millan encerra turnê 2010

By Dog Dicas on 19 de novembro de 2010

Cesar Millan em turnê (foto: Cesar Millan Inc)

Interatividade com a platéia, alegria e muita informação a respeito do comportamento dos cães. Essa foi a fórmula de sucesso da última turnê do encantador de cães, Cesar Millan, “Cesar Millan Live Canada Tour 2010”, que, após 14 apresentações no Canadá, se encerrou no último domingo (14/11/2010).

Com acesso restrito apenas a ‘humanos’, os shows revelaram a centenas de pessoas, por meio de simulações de cenas cotidianas com os próprios cães no palco, os segredos de Millan para educar os cães e acabar com os transtornos causados por maus comportamentos, harmonizando assim a convivência dos donos com seus cães.

Além disso, durante a temporada canadense, Cesar Millan também procurou desmitificar os pit bulls (raça de Daddy, seu cão preferido que morreu no início do ano).

O sucesso da turnê foi tão grande que a equipe do encantador de cães recebeu inúmeros pedidos de donos que queriam candidatar seus cães para serem utilizados nas demonstrações durante os shows.

Resta agora ficar atento para saber se a turnê terá continuidade no ano que vem e por quais locais passará. Aos fãs brasileiros do encantador de cães, a dica é torcer para que as apresentações cheguem por aqui ou, ao menos, passe pela América Latina.

Cachorro na cama, pode?

By Dog Dicas on 8 de novembro de 2010

Cachorro na cama
Especialistas não recomendam cães na cama dos donos  (foto: Vincent Garcia / Flickr)

O dilema de dividir ou não a cama com seu cão atormenta muitos proprietários, que, na maioria das vezes, geram esse hábito nos animais enquanto ainda filhotes e precisam de ajuda para subir na cama. Contudo, o ato de carinho pode se tornar um problema com o passar do tempo. Mas, afinal, é certo que os proprietários dividam a cama com seu animal?

Segundo a pesquisa Radar Pet, realizada em 2010 pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), 55% dos cães brasileiros passam a noite dentro de casa, dos quais 23% ficam no quarto dos proprietários e 12% têm seu próprio quarto. Os demais 11% passam a noite na sala e apenas 9% dorme no banheiro ou na lavanderia.

Apesar do resultado da pesquisa, para muitos especialistas não é recomendado que os cães, assim como acontece com as crianças, durmam na mesma cama que os ‘pais’. A medida serve para evitar, principalmente, a possessividade, carência e até mesmo a agressividade do animal quando alguém se aproxima de seu dono. Além disso, dormir junto com o cão pode ser prejudicial se o animal não estiver devidamente higienizado.

Para aqueles que não abrem mão da companhia do cão na hora do sono, as recomendações são vermifugação e vacinação do animal em dia; higiene das patas antes de colocá-lo na cama (pode-se até utilizar um secador após lavar as patas para evitar que fiquem úmidas) e troca diária de lençóis e fronhas.

 dormir junto com o cão pode ser prejudicial se o animal não estiver devidamente higienizado

Já para os proprietários que querem abandonar o costume, a tarefa é um pouco mais difícil, mas não impossível. Seguem as dicas: A primeira coisa a se fazer é escolher uma cama confortável e ideal para o tamanho do animal. Em segundo lugar, não permita mais que o cão suba na sua cama e, caso o faça, você deve retirá-lo imediatamente e repetir a ação sempre que o animal insistir.

Uma orientação para facilitar a separação entre o dono e o cão na hora de dormir é passear todos os dias com o cão antes de dormir com o objetivo de cansá-lo, para que ele adormeça facilmente. E finalmente, conduzir o cão até a nova cama dele, tirando-o do seu colchão caso volte a subir.

Para ajudar o cão a se acostumar com o novo local de descanso, a dica é colocar a cama dele no ambiente onde ele está acostumado a dormir (no quarto ou na sala, por exemplo), deitar-se ao lado dela, chamar o animal pelo nome, usando comandos como ‘cama’, ‘senta’, ‘deita’ e ‘fica’ (recompensando-o sempre que acertar) e acariciar o cão até que ele relaxe e adormeça.

A tarefa pode ser um pouco cansativa, sim, mas especialistas garantem que o cão logo assimila o novo espaço para dormir e o resultado aparece em até uma semana.

Latidos excessivos: existe solução?

By Dog Dicas on 3 de novembro de 2010

Cão latindo
Latidos demasiados podem incomodar as pessoas e deixar o próprio cão ansioso e estressado (foto: Pedro Moura Pinheiro / Flickr)

O que fazer quando o cão late muito, incomoda os vizinhos e causa uma série de transtornos ao dono, como ameaças e brigas? Primeiramente, vale lembrar que latir é uma condição natural do cão (o seu modo de comunicação), por isso as ações acerca desse assunto apresentadas aqui têm a intenção de amenizar os latidos excessivos, mas jamais de eliminá-los.

Latir é saudável para o cão, exceto quando este comportamento é demasiado e acaba por incomodar as pessoas e deixar o próprio animal num quadro de ansiedade e estresse. Segundo especialistas, além de ser muito comum, a situação muitas vezes é culpa do próprio dono que, para fazer o cão parar de latir, acaba cedendo e dando o que o cão quer. Assim, o animal logo percebe que quando late seu problema é resolvido e, inconscientemente, os proprietários acabam ‘treinando’ o cão para latir sempre que quiser alguma coisa.

O primeiro passo para resolver o problema de um cachorro que late muito é, sem dúvida, descobrir a causa dos excessos para, posteriormente, iniciar as medidas. Alguns cães latem demais para chamar a atenção, pedir carinho, proteger o território, por ciúmes, excesso de estímulos, condicionamento (latir quando tocam a campainha, por exemplo), tédio, solidão e, até mesmo, depressão. Por isso, é fundamental que se procure um médico veterinário que o ajudará a identificar a causa. Uma vez identificada, você pode por em prática algumas dicas para resolver o problema:

1. Se possível, elimine a fonte que estimula os latidos (se seu cão late muito quando vê pessoas, coloque uma barreira visual entre ele e a área externa, como, por exemplo, insulfilme ou placas de madeira);

2. Faça com que sua saída e chegada em casa seja algo natural para o cão. Para tanto, não faça ‘festa’ com o cão imediatamente quando retornar para casa. Ignore-o a princípio e, passada a euforia, faça carinho e lhe dê atenção;

3. Não dê atenção ao cão até que ele pare de latir excessivamente; espere que silencie e se acalme e, somente então, atenda-o.

4. Para que o cão não fique entediado com o silêncio, experimente deixar o rádio ligado quando você sai de casa (hoje em dia existem no mercado pet, CDs com músicas que relaxam e acalmam os cães);

5. Exercite o animal diariamente com passeios e brincadeiras. Além de ajudá-lo a gastar as energias acumuladas durante o dia, as atividades físicas ajudam a combater e aliviar o estresse, além de trazerem inúmeros benefícios à saúde do cão;

6. Crie situações em que seu cão latiria em excesso (como, por exemplo, o toque do telefone ou da campainha) e repreenda-o, imediatamente, pelo mau comportamento. Mas não esqueça de agradá-lo sempre que fizer algo correto;

7. Preste atenção a outras formas de comunicação utilizadas pelo cão e, quando esses sinais aparecem, atenda-o. Assim, ele aprenderá que não precisa latir para conseguir o que quer;

8. Ensine ao cão o comando ‘quieto’. Sempre que o animal latir por mais de três vezes seguidas, o dono pode dar o comando e segurar o focinho, sem machucá-lo, ou utilizar um spray de água em sua cara. Além de indolor, esse último método é simples e causa apenas um desconforto.

Apesar das informações acima, é importante salientar a importância de se procurar um médico veterinário para obter as orientações corretas quanto à causa e tratamento adequado quando os latidos deixam de ser um comportamento comum e se tornam um problema.

Filhotes: 5 erros de comportamento dos donos

By Dog Dicas on 25 de outubro de 2010

Filhote mordendo
Dentre as inúmeras brincadeiras que se faz com um cão, muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la (foto: Jaybird – J. Star / Flickr)

No início, muitas pessoas acham graça ao ver um filhote destruindo o chinelo, rosnando para o dono ou brincando de cabo de guerra. Contudo, segundo especialistas, o comportamento do dono nessa frase é crucial pois 99% dos problemas que estes tem com seus cães decorrem da falta de imposição de regras nos primeiros meses de vida.

Os especialistas explicam que o comportamento do animal se constrói enquanto ele ainda é filhote e que este é o momento ideal para eliminar maus-hábitos e alinhar seu comportamento, já que até os três meses de idade a memória canina é similar a uma folha em branco.

Confira os cinco erros mais comuns dos proprietários com seus filhotes e dicas para suas respectivas soluções:

1. Falta de um líder: Os cães, por natureza, são animais de matilha e essa, por sua vez, necessita de um líder. Se nenhum morador da casa assumir esse papel, o filhote o assumirá. Portanto, desde os primeiros meses o dono deve se impôr como líder e deixar claro quem comanda o território.

2. Receio de repreender o filhote: Logo nos primeiros dias de vida o filhote não possui experiência prévia para lhe indicar o que seja certo ou errado – o que pode e o que não pode -, por isso é o dono quem deverá ensiná-lo. Não repreendê-lo quando fizer algo incorreto, por exemplo, poderá acarretar problemas futuros. Repreender não significa maltratar, mas sim lhe apresentar uma situação indesejada como conseqüência do que ele fez, desestimulando sua repetição. Pronunciar uma palavra de repreensão em tom firme no momento em que o cão praticar a ação indesejada, como um ‘não!’ enérgico, é um exemplo.

3. Brincadeiras de morder: Dentre as inúmeras brincadeiras que se faz com um cão, muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la, resultando em pequenos cortes e arranhões. A brincadeira, engraçada no início, pode trazer uma série de problemas sociais quando o cão estiver adulto, pois se ele aprende que é permitido morder, provavelmente utilizará dentadas freqüentemente ao longo de sua vida. Para corrigi-lo, pode-se usar uma técnica que consiste em colocar o polegar na língua do cachorro e pressionar até que ele tente empurrá-lo para fora de sua boca. Essa técnica deve ser feita de modo rápido e somente no ato da mordida (jamais deve-se utilizá-la como maneira preventiva). Não se deve esquecer de sempre utilizar a palavra de repreensão enquanto aplica a correção e de não permitir que nenhum outro membro da família ou amigos deixe-se morder. Brinquedos próprios para cães são uma alternativa para suprir esta necessidade.

Muitas pessoas dão a mão para que o filhote brinque de mordê-la… A brincadeira, engraçada no início, pode trazer uma série de problemas sociais quando o cão estiver adulto

4. Falta de controle nos passeios: Para muitas pessoas a hora do passeio é sinônimo de confusão, pois enquanto o dono vai para um lado, o cão puxa para o outro, seja buscando postes, outros animais ou mesmo correndo atrás de carros e motos. Primeiramente só se deve passear na rua com o cão após ele ter tomado todas as vacinas, enquanto isso, segundo comportamentalistas, pode-se acostumá-lo com a coleira folgada algumas horas por dia, dentro de casa. A partir do momento em que o animal puder passear em locais públicos, e o ideal é fazê-lo diariamente, deve-se aumentar o tempo dos passeios de forma gradativa. Sempre que for sair de casa para dar uma volta, a orientação é, primeiramente, colocar guia e coleira adequada ao tamanho do cachorro, posicioná-lo do lado esquerdo e começar a andar levando o cão ao lado. Todas as vezes que ele puxar a guia ou travar deve ser repreendido com as palavras de repreensão e um puxão. Quando o cão andar junto e sem puxar, o dono deve elogiar o animal com palavras ou petiscos, manter a guia folgada e dar comandos que indiquem sincronismo, como, por exemplo, ‘junto!’.

5. Isolamento na hora das refeições: A maioria das pessoas coloca ração para o filhote no pote e sai para fazer outras coisas, deixando-o se alimentar sozinho. Desse modo, o cão aprende que a hora da refeição deve ser um momento solitário e pode reagir agressivamente todas as vezes em que está comendo e alguém chega perto dele ou do próprio pote de ração. Uma dica para evitar essa agressividade desde os primeiros dias de vida é sempre que possível ficar próximo ao filhote durante as refeições, acariciando seu pêlo e colocando a mão no pote de ração do animal enquanto ele se alimenta. Isso fará com que o cão se acostume com a presença humana durante sua alimentação e evitará que, futuramente, o animal avance nas pessoas na hora da comida ou se torne agressivo quando, por algum motivo, o dono precisar manusear seu pote de ração. Caso o filhote rosne ou morda o dono durante esse exercício, é importante que haja repreensão no mesmo instante e até mesmo, se necessário, a retirada da comida. Restabelecida a calma, o proprietário pode devolver o pote para dar continuidade à refeição. Segundo especialistas, essa atitude é fundamental para o cãozinho aprender que o dono é o líder e pode manusear ou simplesmente retirar o alimento a qualquer hora.

Mesmo com essas dicas, é de suma importância que você procure um médico veterinário para realizar um acompanhamento pediátrico com seu filhote. Só assim você garantirá orientação profissional correta, vermifugação e vacinação em dia.

O bocejo é contagioso para os cães

By Fernanda Martins on 30 de novembro de 2009

Filhote bocejando
Os cães bocejam ao verem seus donos bocejarem (foto: David Kaspar / Flickr)

Todo mundo sabe que bocejar perto de outra pessoa faz com que ela também boceje, não é mesmo? Mas você sabia que seu bocejo também faz seu cão bocejar?

Um dos estudos feitos sobre isso inclui os pesquisadores de Birkbeck College, da Universidade de Londres, que sugeriram que este seria um sinal de empatia dos cães com seus donos. O experimento que eles realizaram criaram duas situações:

Na primeira, uma pessoa estranha ao cão sentava em frente a ele e após um primeiro contato visual, bocejava.

Na segunda situação, repetia-se o mesmo procedimento, mas desta vez o estranho apenas abria e fechava a boca, sem bocejar. Segundo o cientista Atsushi Senju, esta foi uma providencia para se certificar de que o cachorro não estava apenas respondendo ao movimento de abrir e fechar a boca.

Os resultados da pesquisa foram que, 21 dos 29 cães testados bocejaram logo após o estranho – em média 1,9 vez. Porém nenhum cão bocejou quando o estranho apenas abria e fechava a boca.

“Cães têm uma capacidade especial de ler a comunicação humana. Respondem quando apontamos e quando sinalizamos”, disse Senju.

Para os pesquisadores, estes resultados são a primeira evidência de que cães têm capacidade de estabelecer empatia com humanos e que esta pode ser a explicação para a longa relação de parceria entre as duas espécies.

Poodle caliente

By Fernanda Martins on 18 de outubro de 2009

Tenho um cão Poodle (macho), que tirei da rua prestes a morrer. Cuidamos dele até recuperar-se totalmente, e hoje é nosso companheiro amigo e fiel. Gostaria de saber se é normal dessa raça a excitação periódica. Ele “resolve o problema sozinho” mas é desagradável perto de outras pessoas. Como posso amenizar isso e como devo proceder?
Se puder ajudar agradeço desde já.

(Renato)

Olá Renato,

realmente essa “mania” nos causa muito constrangimento…

Para resolver este problema você pode usar florais de bach (para equilibrar o “ânimo”), pode adestrá-lo (o adestramento costuma resolver muito bem problemas comportamentais), pode procurar namoradas para ele (porém existe o risco do problema não se resolver ou mesmo piorar), ou pode optar pela castração (na tentativa de diminuir sua “virilidade” – geralmente dá bons resultados).

Sugiro que procure o veterinário que acompanha seu cão para que ele lhe apresente as melhores opções.

Enterrando ossos

By Dog Dicas on 28 de setembro de 2009

Cão enterrando ossos
Cão com osso – um comportamento ancestral (foto: Carrie Cizauskas)

Apesar da domesticação, o cão continua a ser o mesmo carnívoro que seus parentes selvagens (lobos e chacais) são, conservando diversos instintos de seus ancestrais, como enterrar ossos quando saciados. Os lobos pegavam a presa, comiam parte dela e depois enterravam o que restava para se alimentar novamente quando sentissem fome.

Dos alimentos enterrados, eles ainda retiravam nutrientes para o seu crescimento e manutenção, pois ossos e cartilagens possuem cálcio, mineral necessário para a formação dos dentes, ossificação, crescimento, atividade muscular, reprodução, etc.

Os cães domésticos não enterram mais comida, mas ainda escondem e enterram seus ossos e pertences. Isso pode ser visto também quando eles guardam seus objetos pessoais, como brinquedos e roupas.

Embora seja natural para o cão enterrar ossos, muitos proprietários não o permitem já que em alguns casos isso danifica seu jardim, ou área de lazer, além de aumentar a agressividade do cão na proteção do local onde os escondeu. Uma criança, por exemplo, pode ser atacada simplesmente por chegar próximo a área protegida.

Uma dica para quem quer preservar o seu jardim: se seu cachorro adora fazer buracos para enterrar ossos ou se refrescar, construa um pequeno tanque de areia em uma parte isolada. Assim ele pode cavar a vontade sem acabar com a sua grama.

Shih tzu agressivo?

By Fernanda Martins on 23 de julho de 2009

Tenho uma cadela Shih Tzu e gostaria de saber se é normal ela ficar mais agressiva depois de uma certa idade. A minha vai fazer 2 anos e está começando a morder.
(Caroline Morgado – Estudante – Rio de Janeiro / RJ)

Caroline, os Shih Tzus são cães de companhia extremamente dóceis e não são conhecidas mudanças de comportamento com a idade (veja uma tabela com a idade dos cães aqui).

O que pode ocorrer nesses casos é o cão estar insatisfeito com algo, como por exemplo, ficar preso durante muito tempo e não se socializar (isso pode gerar agressividade), estar com algum tipo de desvio de comportamento, ciúme de outro cão, ou algum tipo de dor, e por não falar, morder.

O mais indicado é levar seu cão ao seu médico veterinário para que ele avalie sua saúde e descarte qualquer patologia. Se o problema for somente comportamental, o adestramento costuma resolver.

Enquanto isso, vai uma dica: toda vez que ele morder alguém, borrife água nele (vc pode usar spray para molhar planta). Assim ele vai se assustar e parar. Essa medida não tem contra-indicação, pois como sabemos, água não faz mal a ninguém.