Faltam cães-guia para cegos no Brasil

Levantamento feito por Organizações não governamentais (ONGs) e pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia aponta que o Brasil possui cerca de 60 cães-guia treinados diante de um universo de 1,4 milhão de cegos.

Não precisa ser nenhum gênio da matemática para saber que esse número é mais do que insuficiente para atender a demanda do país. A principal causa desse déficit, segundo o levantamento, é o número reduzido de instituições brasileiras que realizam esse treinamento, além da falta de recursos agravada pela carência de apoio financeiro governamental ou de organizações privadas. Assim, há duas opções para os cegos brasileiros que desejam a companhia de um cão-guia: ficar por tempo indeterminado na fila de espera de uma ONG que treina cães-guia ou adquirir um desses animais fora do país.

No Brasil, o treinamento desses cães em ONGs especializadas demora aproximadamente dois anos e custa, em média, R$ 25 mil. Contudo, existem ONGs onde as pessoas não pagam pelos animais – os cães são cedidos e, caso não sejam bem cuidados, são retirados – mas têm que aguardar na fila. Um exemplo é a Escola de Cães-Guia Helen Keller.

Para aqueles que não querem esperar e estão dispostos a comprar um animal em outros países, o custo médio de um cão-guia é de US$ 5 mil (cerca de R$ 8,7 mil) além das despesas de viagem e dos gastos no período de adaptação (aproximadamente 30 dias) para integrar e sintonizar o cão com o dono. Entretanto, ao optar por essa alternativa deve-se ter em mente que mesmo assim pode haver espera, visto que em outros países os estrangeiros não são prioridade para aquisição de cães-guia.

Se comparados às bengalas, os cães-guias oferecerem segurança e uma autonomia de locomoção infinitamente maior aos cegos. Eles necessitam de uma reciclagem anual no treinamento e devem se aposentar após, aproximadamente, 7 anos de trabalho.

DogDicas

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